*****EM NOITE CUBANA NO FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE GUADALAJARA, Zanin e eu fomos conferir o novo filme do grande cineasta FERNANDO PEREZ: “Últimos Dias de la Habana”. Depois da sessão e de muitos aplausos, houve debate. PEREZ, que não veio a Guadalajara, por estar na Alemanha, se fez representar pelos atores Jorge Martínez e Patricio Wood, e pelo produtor Danilo León. O público fez muitas perguntas aos atores e ao produtor. O filme, que ganhou prêmio especial do Juri no Fest Havana e melhor ator, para Jorge Martinez, que interpreta o gay DIEGO, teve sessão lotada no Festival de Berlim. A distribuidora brasileira ANA LUIZA BERABA, que está aqui em Guadalajara, contou ao produtor Danilo León, que não conseguiu entrar na sessão alemã, pois a lotação estava esgotada. Aqui, em Guadalajara, o filme disputa o prêmio principal e o Trofeu Maguei (para filmes gays). Findo o movimentado debate no mais antigo dos festivais mexicanos, tiramos a foto abaixo com os atores Patricio Wood, Jorge Martínez, Ana Luiza Beraba (da Esfera Filmes, que distribuiu o ótimo UMA ESCOLA DE HAVANA) e o produtor Danilo León. Tomara que o filme chegue ao circuito de festivais (atenção GRAMADO, FEST AMERICA LATINA, CineCeará e MIXBrasil!!!) e, depois, aos cinemas brasileiros. FErnando Perez, diretor do belo curta OMAHA e dos longas Clandestinos, Madagascar, LA Vida es Silbar e Suíte Havana vive o auge de carreira. LEón contou ao público que, aos poucos, Cuba vai retomando o pique de sua produção, que em seus melhores momentos (anos 1980), chegou a dez longas por ano. NO período especial, começo dos anos 1990, quase desapareceu do mapa cinematográfico latino-americano. Agora, estão produzindo média de 3 ou 4 por ano. JÁ chegaram a cinco. OS dois atores — Martínez interpreta um homossexual, com Aids, que ama a vida e é dono de humor cortante e generosidade humanista, enquanto Wood é Miguel, um homem amargurado, que espera um visto para ir viver nos EUA — falaram da repercussão internacional da obra de Fernando Perez, dos diversos testes que fizeram para protagonizar o filme e do calor das plateias com o filme. *******Depois de ULTIMOS DIAS EN LA HABANA, o público do XXXII Fest Guadalajara assistiu ao filme SANTA E ANDRÉS, também protagonizado por um homossexual, só que na Cuba de 1983. O protagonista é um escritor dissidente, inspirado em integrante da geração de Severo Sarduy e Reinaldo Arenas. A equipe que representou o filme contou que ele foi produzido, sem problemas, em Cuba, com apoio inclusive da Escola Internacional de Cinema de San António de los Baños, mas não será exibido em salas cinematográficas, pois foi censurado. E que a razão tem fundo político e não se deve ao protagonista homossexual. Neste terreno, o das relações homoafetivas, garantiram, o país tem avançado muito. O distribuidor internacional de SANTA E ANDRES é o cubano-brasileiro Alfredo Calviño, radicado em Búzios.

Enviado do Ipad de Rosário

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