OITO DE MARÇO: FLORA TRISTAN – PEREGRINAÇÕES
DE UMA PÁRIA + KEN LOACH + LIRA NETO E O SAMBA

+ capas brasileira, com fundo preto, e peruana do livro de flora tristan….

OITO DE MARÇO (DIA
INTERNACIONAL DA MULHER:
acabo de ganhar, de meu amigo
Marcus Mello, crítico da Revista
TEOREMA (Porto Alegre), o livro
“FLORA TRISTAN –
PEREGRINAÇÕES DE UMA PÁRIA”,
recém editado pelo selo MULHERES, da
EdUNISC – Editora da Universidade de Santa Cruz do Sul.

Que presente maravilhoso, Marcus, justo hoje, véspera do Dia Internacional da Mulher. Ouvi falar em Flora Tristan (1803-1844) tardiamente. Uns oito ou dez anos atrás, Zanin e eu fomos — com um grupo de jornalistas latino-americanos — a Lima, no Peru. E fizemos um magnífico tour pela cidade ciceroneados pelo historiador Henry Mitrani (ele tinha um programa na TV sobre as maravilhas histórico-culturais da cidade). E ainda desfrutamos da riquíssima culinária local, que vivia na época o boom comandado pelo chef Gastón Acúrio (será que escrevi certo?). Mitrani nos recomendou a melhor livraria da cidade. E lá fomos, Zanin e eu, acompanhados de um jornalista argentino, que estava morando temporariamente nos EUA (onde a mulher fazia doutorado). Ele viu um amigo na Livraria e nos avisou: vou apresentar a vocês o editor da revista Pata (ou Tinta?) Negra. Feitas as apresentações, eles dois nos deram várias indicações de livros peruanos que devíamos trazer para o Brasil. Um deles foi “Flora Tristán – Peregrinaciones de una Paria”, com prefácio de Mario Vargas Llosa, editado pelo Centro de la Mujer Peruana (Fondo Editorial UNMSM), 2003. Fiquei, então, sabendo que Flora era uma feminista francesa, que vivera pouco (uns 40 anos), que a chamavam de “andaluza” (pela pele morena) ou — que maravilha! — “Madame-la-Colère”, pois era agitadora social, socialista…e avó de Paul Guaguin. E que passara pelo Peru… Não me lembro se Llosa já tinha escrito o livro “O Paraíso da Outra Esquina”, que a tem como personagem. *** Não li o livro (nem o de Flora, nem o de Llosa), confesso. Agora, com a bela edição gaúcha da EdUNISC (a capa brasileira é muito mais bonita que a peruana: vou colocar as duas no Blog Almanakito) tenho todas as razões/motivações para ler.

*** PREMIO ALMANAQUE:
O Prêmio Almanaque deste mês de março vai para os documentários black do Oscar 2017: “O.J.: Made in America”, de Ezra Edelman, “Eu Não Sou Seu Negro”, de Raoul Peck, e a 13a. Emenda, de Ava DuVernay. Eles fizeram (junto com “Moonligth”) o Oscar mais estimulante (e black) da história. Eu que vi os cinco filmes da categoria documental (+ Fogo no Mar + Uma Vida Animada) pude constatar, pela primeira vez, que o melhor estava nesta categoria (além de serem três black em cinco concorrentes, correspondendo a mais de 50%). Até na ficção, a representatividade afro-americana foi das mais memoráveis
(três em nove: um terço).

****** OSCAR, O FILME IGNORADO – A
QUALQUER PREÇO (NO BLOG DO ZANIN)

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