ZELIG??????? — ANCINE (LEITÃO) + ESPELHO + EU NÃO SOU SEU NEGRO, O COMPADRE DE PICASSO….

**ANCINE (LEITÃO, O
“MINISTRO-EM EXERCÍCIO”)

***MOSTRA NELSON PEREIRA DOS
SANTOS, NO CINE CAIXA BELAS
ARTES-SP, TERMINA NESTA QUARTA-FEIRA

****** Sérgio Sá
Leitão, na Ancine
Ao ler, ontem (20-02-17), na capa da Ilustrada/Folha de SP, matéria sobre a indicação de Leitão para a Ancine, fixei-me em declaração do cineasta e produtor Cacá Diegues sobre o indicado. Eis as palavras do diretor de “Xica da Silva”: “Sérgio sempre apareceu para mim como um cinéfilo. É alguém com firmeza de opinião e capacidade de negociar”. Como sempre, Cacá mostra-se ponderado, respeitoso, conciliador (aliás, o que mais estamos necessitando nestes momentos de tanta crispação). Mas discordo do cineasta quando ele diz tratar-se de “alguém com firmeza de opinião”. Leitão pode ser tudo, menos alguém com firmeza de opinião. As mudanças (de opinião) que ele exibiu nos últimos dez anos são impressionantes. Lembro-me, na época em que o projeto ANCINAV incendiou os meios audiovisuais do país (foi apresentado em 2004) de ter levado UM imenso SUSTO no Festival de Gramado. O debate fervia em todas as rodas e nós, jornalistas, fomos convocados para um mix de palestra-entrevista com o “ministro-em-exercício da Cultura” (o titular, Gilberto Gil, creio, estava fora do país, assim como — deduzo — seu braço direito, Juca Ferreira). E quem era o “ministro-em-exercício da Cultura”?????? Sérgio Sá Leitão. Já tinha lido textos dele na imprensa, pois trata-se de um jornalista. Com o auditório lotado, ouvimos um discurso de enfrentamento, que o cineasta e colunista Arnaldo Jabor definiria, prazerosamente, como “bolchevique”. Na hora em que o Estado, via MinC, deveria buscar o equilíbrio entre partes tão divergentes, o “ministro-em-exercício” Leitão botava gasolina na fogueira. ***DEPOIS, com o passar destes anos recentes, fui vendo a carreira do “ministro-em exercício” tomar rumos diametralmente opostos aos daquele momento. Na Riofilme, tomou partido de um lado (o dito cinema comercial contra o cinema mais autoral-cultural, quando deveria atender às duas correntes, em especial à menos atendida pelo “mercado”).
E, o que nos causa espécie, a nós mulheres: ele foi grosseiro — na
internet (o que faz de errado, ele diz que o fez como cidadão, não como gestor cultural)

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