SAMBALANÇO E MPBambas: DOIS NOVOS LIVROS DE TARIK
DE SOUZA + FERNANDO TRUEBA E A ESPANHA

+ ODETE LARA + FERNANDO TRUEBA E A ESPANHA + DOIS NOVOS LIVROS DE TARIK DE SOUZA: “SAMBALANÇO” E MPBAMBAS” + EU, DANIEL BLAKE

+ FESTIVAL DE

GUADALAJARA VAI
HOMENAGEAR

OFELIA “FRIDA” MEDINA NO
DIA 10 DE MARÇO

+ MOSTRA EM SP: NELSON PEREIRA DOS SANTOS E A LITERATURA, MASTER CLASS NESTE SABADO, NO CINE CAIXA BELAS ARTES.

. MOSTRA ODETE LARA NA
CINEMATECA BRASILEIRA

*****DOIS NOVOS
LIVROS DE TARIK
DE SOUZA:
“SAMBALANÇO”
E MPBAMBAS”:
A Karup Música
acaba de lançar dois
livros de Tárik de Souza:
* “Sambalanço – A Bossa Que Dança – Um
Mosaico” (em um volume de 272 páginas), e
* “MPBAMBAS – Histórias e Memórias da Canção Brasileira” (este, em dois volumes, somando 650 páginas, fruto de parceria com o Canal Brasil). Capas lindas (a do Sambalanço evoca, pelo menos para mim, as capas daqueles LPs maravilhosos da Elenco). Li resenhas maravilhosas de SAMBALANÇO em jornais e revistas.
E quando, dias trás, Orlandivo morreu, O Globo dedicou ao músico um comovente obituário, abrindo espaço nobre para as pesquisas sambalançadas de Tarik. ***Uns nove ou dez anos atrás — nunca me esqueço — eu subia e descia morros, no Spa Serra do Japi, no município de Cabreúva, interior de São Paulo. Um calor daqueles. Coincidiu que, na hora daquela exigente caminhada,
a Rádio Cultura transmitia um programa de Tárik sobre o Sambalanço, que somava textos e canções. O programa era tão bom, que as subidas de morros nem me incomodaram naquele dia (risos). Os dois volumes de “MPBambas” trazem entrevistas
feitas por Tárik, para o Canal Brasil, com artistas como Milton Nascimento, Dona Ivone de Lara, Inezita Barroso, Monarco, Renato Teixeira, Altamiro Carrilho, Paulo Vanzolini, Nei Lopes, Carlos Lyra, Beth Carvalho, Roberto Menescal, Wagner Tiso… enfim, um timaço de quase 30 nomes.

**********FERNANDO
TRUEBA (EM
BERLIM): POLÊMICA
NA ESPANHA:
Semana passada, li nota (no caderno cultural do jornal Valor Econômico) assinada por Elaine Guerini contando que o madrilenho FernandoTrueba havia dado declaração das mais polêmicas e que desagradara aos seus conterrâneos. Por isto, seu novo filme — “A Rainha da Espanha” — estrelado por Penélope Cruz e Javier Bardem — teria fracassado. Como gosto muito de três filmes de Trueba — o espanhol “Belle Epoque (Sedução), o latino made in USA “Calle 54” e o brasileiro “Milagre no Candeal”, sobre o trabalho musical e social de Carlinhos Brown no Gueto soteropolitano — fiquei muito triste com a notícia. Em minha passagem pela Andaluzia espanhola, tive a alegria de fazer contato com o CD de Estrella Morente, que Trueba produziu, só com repertório brasileiro. Fiquei de pesquisar melhor para ter detalhes do “desatino” do cineasta em seu país. Mas na correria da vida, não tive tempo. Hoje, de Berlim, Merten conta, no Estadão, que o filme de Trueba (exibido no mercado, creio!) está bombando em Berlim e vem recebendo muitos aplausos. Na matéria do Caderno 2, Merten reproduz a frase que causou a ira castelhana: “Ao receber um prêmio na Espanha, ele disse que não se sentia espanhol, mas um CIDADÃO DA EUROPA E DO MUNDO, solidário com toda resistência ao neoautoritarismo”. As redes sociais — prossegue Merten — reagiram, o filme fracassou na Espanha. Aqui (em Berlim) está sendo um sucesso”.

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