ODETE LARA NA CINEMATECA + EU NÃO SOU SEU NEGRO (RAOUL PECK): Sucesso nos Estados Unidos – Estreia Amanhã no Brasil

Rô Caetano
MOSTRA ODETE LARA NA CINEMATECA

POR LUIZ CARLOS LACERDA

Odete já estava retirada no seu sítio de Friburgo quando fui lá convidá-la para fazer o filme. Amiga das lutas contra a ditadura, das assembleias de classe às passeatas, ela decidiu me atender. Disse que seria seu último filme. E foi mesmo.
Foto ACIMA de autoria de Vera Bungarten, still do nosso filme.

Bigode

Rô Caetano
Maria do Rosário Caetano
Blog: www.almanakito.wordpress.com

*****MOSTRA ODETE LARA
NA CINEMATECA BRASILEIRA

*****CANDIDATO
AO OSCAR DOC:
Sucesso nos Estados Unidos –
Estreia amanhã no Brasil:
Eu Não Sou Seu negro!
****MOSTRA ODETE LARA

Homenagem traz panorama sobre a obra da artista

DA ASSESSORIA DE IMPRENSA

Atriz e

cantora, Odete Lara é

uma das grandes

estrelas brasileiras.

Uma das

nossas mais importantes atrizes,

esteve em obras

fundamentais do cinema

brasileiro sempre

com uma presença magnética.

A mostra em sua homenagem tem entrada franca e acontece

de 23 de fevereiro a 12 de março de 2016 na Cinemateca Brasileira.

Nascida em São Paulo, começou sua carreira na recém-inaugurada TV Tupi. Em seguida, estreia nos palcos do TBC – Teatro Brasileiro de Comédia, compondo o elenco da companhia teatral.

Estreia no cinema em O gato de madame (1956), de Abílio Pereira de Almeida, e compõe o elenco de comédias clássicas, como Absolutamente certo (1957), de Anselmo Duarte e Mulheres e milhões (1961), de Jorge Ileli.

Pelo selo Elenco lança um disco em dupla com Vinícius de Moraes em 1963, registro ao vivo do espetáculo Skindô, do mesmo ano. Tem grande destaque na dupla com Norma Bengell no clássico Noite vazia (1964), de Walter Hugo Khouri.

Lança um clássico da música brasileira, o álbum Contrastes (1966), com canções de Chico Buarque, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Baden Powell, entre outros. Copacabana me engana (1968), de Antonio Carlos da Fontoura, é outro momento marcante de sua carreira cinematográfica, e segue em papéis cada vez mais arriscados em filmes como O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969) e Câncer (1972) de Glauber Rocha e Os herdeiros (1970), de Carlos Diegues.

Repete a parceria com Fontoura no clássico A Rainha Diaba (1974). Cinco anos depois, faz sua última participação no cinema em O princípio do prazer (1979), de Luiz Carlos Lacerda.

Odete Lara publicou alguns livros, como Eu, nua, que serviram de inspiração – bem como sua trajetória – para Lara (2002), longa-metragem da atriz e cineasta Ana Maria Magalhães.

A Cinemateca Brasileira, com apoio da FAP/Unifesp, convida todos para conhecer a obra desta grande mulher e artista brasileira.

PROGRAMAÇÃO

QUINTA 23/02

Sala BNDES

19h00 LARA

21h00 ABSOLUTAMENTE CERTO

SEXTA 24/02

Sala BNDES

19h00 MULHERES E MILHÕES

21h00 NOITE VAZIA

SÁBADO 25/02

Sala BNDES

18h00 O DRAGÃO DA MALDADE CONTRA O SANTO GUERREIRO

20h00 CÂNCER

DOMINGO 26/02

Sala BNDES

18h00 OS HERDEIROS

20h00 COPACABANA ME ENGANA

QUINTA 02/03

Sala BNDES

19h00 O DRAGÃO DA MALDADE CONTRA O SANTO GUERREIRO

21h00 CÂNCER

SEXTA 03/03

Sala BNDES

19h00 NOITE VAZIA

21h00 O PRINCÍPIO DO PRAZER

SÁBADO 04/03

Sala BNDES

17h00 ABSOLUTAMENTE CERTO

19h00 NOITE VAZIA

21h00 COPACABANA ME ENGANA

DOMINGO 05/03

Sala BNDES

18h00 MULHERES E MILHÕES

20h00 LARA

QUINTA 09/03

Sala BNDES

19h00 COPACABANA ME ENGANA

21h00 A RAINHA DIABA

SEXTA 10/03

Sala BNDES

19h00 MULHERES E MILHÕES

21h00 ABSOLUTAMENTE CERTO

SÁBADO 11/03

Sala BNDES

17h00 LARA

19h00 OS HERDEIROS

21h00 O DRAGÃO DA MALDADE CONTRA O SANTO GUERREIRO

DOMINGO 12/03

Sala BNDES

17h00 A RAINHA DIABA

19h00 O PRINCÍPIO DO PRAZER

SINOPSES E FICHAS TÉCNICAS

Lara, de Ana Maria Magalhães

Rio de Janeiro, 2002, 35mm, cor, 107’

Com: Christine Fernandes, Caco Ciocler, Camilo Bevilacqua, Tuca Andrade, Monique Lafond, Ana Beatriz Nogueira, Diogo Dahl, Denise Weinberg, Zé Celso, Marcos Caruso

Lara era uma criança triste e solitária, após a morte de sua mãe por suicídio. Na adolescência viveu em uma pensão modesta com seu pai, Francesco, um imigrante italiano. Ao crescer e se tornar atriz ela passa a viver com Guima, um dramaturgo que teve sua peça teatral censurada pelo governo. Após a liberação da peça ela é montada com Lara no elenco, mas logo depois ela e Guima se separam. Em busca da ascensão profissional, ela se dedica totalmente à carreira e acaba sendo premiada como a melhor atriz do ano, até descobrir que o sucesso artístico não a fizera feliz como almejava ser.

O princípio do prazer, de Luiz Carlos Lacerda

Rio de Janeiro, 1979, 35mm, cor, 90’

Com: Odete Lara, Paulo Villaça, Ana Maria Miranda, Antônio Luiz Magalhães, Carlos Alberto Ricelli, Nildo Parente, Nuno Leal Maia, Lígia Diniz

Otávio, Mário, Norma e Ana vivem uma existência à parte, isolados das demais pessoas da cidade. Um mistério maior cerca a vida dos irmãos e talvez seja a causa do equilíbrio desse estranho relacionamento: a criação de um ser em cativeiro, numa das dependências da fazenda. A chegada de Álvaro, um novo empregado, vai desencadear o medo de que o mistério chegue ao conhecimento dos habitantes da cidade.

A Rainha Diaba, de Antonio Carlos da Fontoura

Rio de Janeiro, 1973, 35mm, cor, 106’

Com: Milton Gonçalves, Odete Lara, Stepan Nercessian, Nelson Xavier, Iara Côrtes, Wilson Grey, Edgard Gurgel Aranha, Haroldo de Oliveira

Lapa, Rio de Janeiro. O bandido conhecido como Diaba comanda de um dos quartos de um bordel uma quadrilha responsável pela distribuição de drogas da cidade. Sabendo que um dos seus homens de confiança está para ser preso, Diaba “fabrica” um novo marginal, para depois entregá-lo a polícia.

Câncer, de Glauber Rocha

Rio de Janeiro, 1972, 16mm, pb, 86’ | Exibição em DVCam

com Odete Lara, Hugo Carvana, Antonio Pitanga, Rogério Duarte e Eduardo Coutinho

No Rio de Janeiro, em 1968, em meio à turbulência política da época, um negro carioca, malandro típico, encontra-se com o receptador de seus pequenos golpes. Entre eles, move-se de modo escorregadio uma loura sensual, que contempla alternadamente com seus carinhos um e outro. Sob esta estrutura, Câncer traça um painel daquele momento brasileiro, flagrando com câmera nervosa detalhes de um Rio que não existe mais e onde aparece, quase como um personagem do filme, a antiga Cinelândia.

Os herdeiros, de Carlos Diegues
Rio de Janeiro, 1969, 35mm, cor, 95´ | Exibição em HDCam
com Odete Lara, Paulo Pôrto, Mario Lago, Nara Leão, Hugo Carvana, Caetano Veloso, Jean-Pierre Léaud

Jorge Ramos é um jornalista ambicioso, que se casa por interesse com Eugênia, a filha de um arruinado fazendeiro de café. Com a volta da democracia, em 1946, ele retorna à cidade grande e se transforma, aos poucos e às custas de constantes traições, em um político poderoso. Até que seu próprio filho vinga suas vítimas. Grande painel histórico de Carlos Diegues, com elenco repleto de participações especiais.

O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, de Glauber Rocha
Rio de Janeiro, 1969, 35mm, cor, 95’

Com: Othon Bastos, Mauricio do Valle, Odete Lara, Jofre Soares

Antônio das Mortes é contratado por um coronel para exterminar um bando de cangaceiros. No caminho, cruza com desmandos de jagunços e coronéis. Melhor diretor no Festival de Cannes. Bela fotografia a cores de Affonso Beato, num dos mais populares filmes de Glauber.

Copacabana me engana, de Antonio Carlos Fontoura
Rio de Janeiro, 1968, 35mm, pb, 93′
Com: Odete Lara, Carlo Mossy, Paulo Grancindo, Joel Barcellos

Marquinhos mora com a família e vive na rua com os amigos fazendo arruaças. Conhece Irene, uma mulher experiente; tornam-se amantes, mas Alfeu, um cinquentão que já morara com ela, tenta inutilmente interromper o idílio. Melancólico retrato da classe média carioca, com fotografia de Affonso Beato. Odete Lara tem uma de suas melhores interpretações de sua carreira no papel de Irene.

Absolutamente certo, de Anselmo Duarte
São Paulo, 1957, pb, 35mm, 95’

Com: Dercy Gonçalves, Anselmo Duarte, Odete Lara, Maria Dilnah
Para ajudar o pai paralítico e conseguir dinheiro para se casar, um linotipista – que sabe toda a lista telefônica de cor – resolve entrar para um concurso milionário de perguntas e respostas na televisão. A fama e o envolvimento de um ‘bookmaker’ grã-fino dificultam a realização de seus propósitos, mas tudo será resolvido graças à astúcia e às habilidades de Zé do Lino.

Noite vazia, de Walter Hugo Khouri

São Paulo, 1964, 35mm, PB, 91’

Com: Norma Bengell, Odete Lara, Mário Benvenutti, Gabriele Tinti, Lisa Negri

Dois amigos contratam os serviços de uma dupla de prostitutas. O que seria uma noite de prazer acaba se transformado em um embate entre os quartos, revelando pouco a pouco suas angústias e ressentimentos e aflorando seus sentimentos mais íntimos e profundos.

Mulheres e milhões, de José lIeli

Rio de Janeiro, 1961, 35mm, PB, 90’ | Exibição em HDCam

Com: Norma Bengell, Odete Lara, Luigi Picchi, Aurélio Teixeira, Jece Valadão, Mário Benvenutti, José Mauro de Vasconcelos, Norma Blum, Glauce Rocha, Bela Genauer, André Dobroy

Três homens que não se conhecem – um chaveiro com defeito físico, um ex-vigarista que mora com uma ex-cantora, um pobretão cuja cunhada vive da prostituição em um cabaré – são contratados por um mandante misterioso para um audacioso assalto em uma agência bancária. Inicialmente, são intimados a localizar três chaves em poder do gerente, do contador e do caixa do banco.

**********

CANDIDATO AO OSCAR DOC:

Documentário indicado ao OSCAR 2017:

Eu Não Sou Seu Negro, que será lançado

nos cinemas brasileiros AMANHÃ, surpreende nas

bilheterias americanas, e continua a crescer.”

(release sobre o filme anexo)

Com a estreia confirmada amanhã nas cidades de: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasilia, BH, Porto Alegre e Recife o filme EU NÃO SOU SEU NEGRO estreou nos Estados Unidos em 03 De fevereiro de 2017 chamando bastante atenção para seus números( confira abaixo), A imprensa americana diz que os números de estreia do EU NÃO SOU SEU NEGRO são ótimos.

Para se ter uma ideia, só no primeiro fim de semana, o filme fez mais que o dobro do que todos os outros documentários que estão concorrendo ao Oscar juntos.

Entre os filmes de lançamentos independente da semana, o maior de todos foi O COMEDIANTE (um filme de ficção com o Robert De Niro), que foi lançado em 805 salas à mais que Eu Não Sou Seu Negro, e até agora o nosso filme já o ultrapassou em número de ingressos vendidos. E a segunda semana foi ainda melhor. Lançado em 43 salas, na semana de estreia, o filme alcançou a 24º posição do ranking geral

Na segunda semana aumentou para 115 salas e subiu para o 15º lugar no ranking geral e continua crescendo.

BOX OFFICE

Fim de semana de estreia: (03/02 à 05/02) = $686,378

Segundo fim de semana: (10/02 à 12/02) = $820,831

A renda total dos 10 primeiros dias (03/02 à 12/02) = $1,839,871

http://www.boxofficemojo.com/movies/?page=weekend&id=iamnotyournegro.htm

Segue alguns links sobre o assunto:

“O documentário indicado ao Oscar ‘Eu Não Sou Seu Negro’, distribuído pela Magnólia Pictures foi lançado no fim de semana (03/02/2017) (nos EUA), colocando-o no caminho certo para ser um dos filmes de não-ficção mais lucrativos do ano.”

http://deadline.com/2017/02/i-am-not-your-negro-paladin-specialty-box-office-1201902890/

(Raoul) Peck truly did a great job with “I Am Not Your Negro”.

https://www.msn.com/en-us/health/medical/%E2%80%98i-am-not-your-negro-makes-dollar709000-at-box-office/vp-AAmE8VX

“…stand out as fresh blood in a period when multiple longer running Oscar nominees are still thriving…”

http://www.indiewire.com/2017/02/box-office-arthouse-audit-i-am-not-your-negro-the-comedian-1201778076/

The Numbers

http://www.the-numbers.com/movie/I-Am-Not-Your-Negro#tab=box-office

“Magnolia’s documentary “I Am Not Your Negro” had a breakout opening weekend, reeling in $709,000 and earning the highest per-screen average of any new movie that played in more than one theater.”

http://www.thewrap.com/i-am-not-your-negro-oscar-nominees-lead-way-at-specialty-box-office/

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