ALMANAQUE DE FEVEREIRO (05-02-17) + PREMIADOS NO GOYA 2017 + TOC & CARUSO + BAR DO ALEMÃO + NELSON PEREIRA + ARTISTAS X ADMINISTRAÇÃO TRUMP (MANIFESTO)

Rô Caetano
Maria do Rosário Caetano
Blog: www.almanakito.wordpress.com

+ VENCEDORES
DO GOYA ESPANHOL

+ PREMIO ALMANAQUE DE
FEVEREIRO PARA “ALPHAVILLE 2007 d.C”
E BREVES TOQUES SOBRE “TOC”

+ WANDA SÁ E CELSO VIAFORA

+ MOSTRA JEAN RENOIR NO CCBB

+ NELSON PEREIRA DOS SANTOS
NO CINE BELAS ARTES SP

+ ARTISTAS DO MUNDO CONTRA A
ADMINISTRAÇÃO TRUMP
(MANIFESTO)

+ IMPRENSA NO PAPEL:
COLUNA “FILMES NA TV”

+ MILTON HATOUM:
DOIS DESTINOS/DOIS IRMÃOS

+ EU NÃO SOU SEU
NEGRO (RAOUL PECK)

******** VENCEDORES
DO GOYA – ANO XXXI
Foram entregues, na noite de ontem (04-02-2017),
em Madri, os prêmios GOYA. Vejam a lista de vencedores e uma observação: pela primeira vez (posso estar por fora!) vejo uma atriz vencer na categoria melhor protagonista e melhor coadjuvante (numa mesma edição). Foi o que aconteceu com Ema Suárez (que conheci há muitos anos, em “Tierra”, de Julio Medem, no Fest Havana, em Cuba). Ela ganhou o Goya de melhor atriz, por “Julieta”, do Almodóvar, e o de coadjuvante por “La Proxima Piel”.
Os grandes vencedores
foram “Tarde para la Ira”,
e “Sete Minutos
Depois da Meia-Noite” (Un
Monstruo Viene a Verme”).

. “Tarde para la Ira” — Melhor filme, diretor estreante (Raul Arévalo), roteiro original (Davi Pulido e Raul Arévolo) e ator coadjuvante (Manolo Solo). 4 Goyas

. “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” (Un Monstruo Viene a Verme”): melhor diretor (J.A. Bayona), fotografia (Oscar Fauro), música original (Fernando Velazquez), direção de arte (Eugenio Caballero), maquiagem e cabelos (Langan & Martí), som, direção de produção. 7 Goyas

. El Hombre de Mil Caras – melhor roteiro adaptado (Alberto Rodríguez, Rafael Cobos), ator revelação (Carlos Santos)

. Que Diós nos Perdone – Melhor ator (Roberto Álamo),

. Julieta – melhor atriz (Ema Suárez)

. El Olivo – melhor atriz revelação (Ana Castillo)

. Frágil Equilíbrio (Guillermo García Lopez) – melhor documentário.

. Elle (Paul Verhoeven/França): melhor filme europeu

. El Ciudadano Ilustre (Argentina) – melhor filme ibero-americano

. 1898 – Los Últimos Dias de Filipina) – melhor maquiagem e figurinos (Marise Langan & Davi Martí)

. Cerca de Tu Casa – melhor canção (Ai, Ai, Ai)

+ WANDA SÁ E CELSO VIÁFORA
Deliciosa história contada por Wanda Sá, na imprensa paulistana (ela faz temporada em São Paulo, neste final de semana). Ela ouviu (e depois gravou) uma música falando do Rio, em maio, com paisagem fria e chuvosa. E disse: “isto é música de paulista. Carioca não gosta de chuva de jeito nenhum, só de sol”. E…descobriu que a letra era do paulistaníssimo Celso Viáfora.

***BAR DO ALEMÃO:
Limpando gavetas e sacolas, encontrei uma nota ilustrada, no Estadão, de 11-12-2009, com foto de uma mesa lotada, no Bar Alemão (Avenida Antártica, 554, Água Branca), de senhores de idade (algns octogenários) que frequentam há 30 anos, todas as terças-feiras, a casa, para ouvir boa música e jogar conversa fora. E que registraram o encontro das terças num livro (“Como Se Livrar da Tristeza às Terças”)… (Eu, que não bebo, não gosto de bar, não fumo nenhum tipo de coisa, não danço, nuncaaa fui festeira, descubro estas coisas — amizades cultivadas por 30 anos num bar — com espanto e respeito!!)… detalhe: a foto da Turma da Terça-Feira é composta com 7 homens (portanto, nenhuma mulher!!!)

****TOM JOBIM &…
CHICO BUARQUE
Zanin e eu continuamos mergulhados nos discos de Tom Jobim: com Elis, com Edu, com Sinatra, com os Caymmi… Agora ouvimos o disco que Carminho dedicou a ele e também o de Danilo Caymmi. E uma ideia não sai da minha cabeça: por que Chico Buarque ainda não gravou um disco só com suas composições/parcerias com o maestro soberano, acrescidas de composições jobionianas que ele ame?? Resultaria, claro, numa obra-prima. “Sabiá”, “Retrato em Branco e Preto”, “Eu Te Amo”….. (gente, o que é esta música da trilha do filme do Jabor, com Sônia Braga e Pereio???)

*** Belos textos: coluna
de Drauzio Varella,
na FSP (04-02-17), Sérgio Augusto (sobre
Antonio Callado, no Estadão, 04-02-17) e,
no mesmo Estadão, pequena, mas corajosa, entrevista do escritor mexicano Juan Pablo Villalobo, à coluna de Sônia Racy: 04-02-17). E, por falar em México, estamos arrumando as malas para um passeio à cidade do México (Museu Frida Khalo, paineis de Rivera e Orozco, Estádio Azteca) e a Guadalajara (Estádio Jalisco….). Vou descansar mais um pouco (já diminuí em 50% meu tempo na internet!! e quero diminuir mais!!!!). Em meados de março Zanin e eu colocaremos o pé na estrada …mexicana!!!! Nos aguardem pirâmides maias!!!

+ PREMIO ALMANAQUE
deste mês de fevereiro de 2017 vai para o inteligente, inventivo, ousado curta-metragem (“uma ficção científica do Terceiro Mundo) “Alphaville 2007 d.C., de Paulinho Caruso…
Dito isto, registro aqui que não gostei do resultado final de TOC, estreia de Caruso na direção de longa, em parceria com o amigo Teo Poppovic. Fui ver o filme na quinta-feira mesmo, em Santos, no Cinemark Praiamar. Zanin foi comigo, pois eu estava “indócil”. Só falava no filme!!! …Havia umas 40 pessoas na sessão das 18h00. O público aguentou firme, mas não se divertiu. Eu fiz tudo para gostar. Tinha lido uma ótima crítica de Alysson Oliveira, no site CINEWEB (eu que só lei crítica em jornal de papel!!!). Gosto muito do trabalho dele, um jovem crítico, que ama ler e faz mestrado em Literatura. * Gostei da abertura do filme
(pensei tratar-se de uma filmagem futurista da protagonista,
Kika K/Tatá Werneck, mas era um dos sonhos-pesadelos dela). Aí, o filme seguiu e logo perdeu o rumo. Continuei tentando gostar. Afinal, nos créditos estavam muitos nomes conhecidos e telentosos, incluindo o da produtora Bianca Villar, parceira de Beto Brant em seus primeiros e melhores filmes… Mas só dei um risinho breve quando vi a imagem de Kika K à moda de Frida Khalo num quadro-ostentação. Os palavrões gratuitos começaram a se multiplicar (sem moralismo, palavrão bem colocado é uma maravilha, vide o do campositor e cantor Gerônimo no documentário “Axé, o Canto do Povo de um Lugar”). Os personagens se desenhavam cada um mais caricato que o outro…
e metaliguagem nunca foi e nunca será minha praia (a não ser quando o assunto é uma obra-prima como “Crepúsculo dos Deuses”)… Mas, Madre Teresa de Calcutá, ou Irmã Dulce, do cinema brasileiro, eu continuava esperando (Zanin já tinha perdido qualquer esperança) mais Paulinho “Alphaville” Caruso e menos Teo Poppovic. Inventei que o que não era bom no filme era de Poppovic, de quem não conheço nada. Não podia ser do autor de um curta que eu amo, como “Alphaville 2007 d.C.”… Mas a coisa não engrenava. O público não ria (comédia que não faz rir é um desespero, não???). Aí Osasco, sim a cidade paulista, entrou na jogada. Pronto, disse a mim mesma: Caruso assumiu o comando do filme. Com pegada documental, a narrativa deu uma melhorada. Apareceu um ator de cabelo oxigenado (Daniel Furlan, que nunca vira na minha vida) e ele e Tatá formaram uma boa dupla. Mas tudo voltou à inorgânica soma de metaliguagem televisiva com pitadas trash (e até um pouquinho de romantismo)…e mais alguns palavrões gratuitos… Até o filme acabar, só encontrei uma sacada divertida: a escalação de Mário Gomes para guiar o carro na sequência da “buceteta” (ai, ai…). Coragem dele em aceitar reviver (de alguma forma) na tela grande, com dignidade e empenho, terrível esperiência que experimentou na própria pele, quando a “internet-lixo dos anos 1980” corporificada no boçal Carlos Imperial, o caluniou num jornal de quinta categoria. De Paulinho Caruso e Bianca Villar, eu esperava muito mais!

+ MOSTRA JEAN RENOIR NO CCBB
Parece que 30 dos 40 filmes do mestre Jean Renoir, estão reunidos em Mostra em 3 CCBBs, com catálogo, cursos, debates, etc. Vou me informar melhor.

*********NO CINE
CAIXA BELAS ARTES:
NELSON PEREIRA DOS SANTOS
GANHA HOMENAGEM EM SÃO PAULO

Serão exibidos filmes que ele dirigiu ou montou.
E também filmes nos quais foi assistente de direção

****IMPRENSA DE PAPEL:
COLUNA “FILMES NA TV”

+ MILTON HATOUM: DOIS
DESTINOS/ DOIS IRMÃOS

****NO ESTADO DE MINAS (EM)
MILTON HATOUM: DOIS
DESTINOS + DOIS IRMÃOS

Amigos:
Tive o prazer de ler, em papel, o caderno especial de oito páginas (com imensa chamada na capa principal) que o EM (Estado de Minas, 22-01-2017) dedicou à crise penitenciária em Manaus e, ao mesmo tempo, ao livro “Dois Irmãos”, de Milton Hatoum, cuja história principal se passa na capital amazonense e que foi transformada em minissérie, sob direção de Luiz Fernando Carvalho, pela Rede Globo. Tenho convicção de que o material será finalista às principais categorias (nacional/regional) do Prêmio ESSO de Jornalismo (depois de breve hiato, o Prêmio voltou, não????????).
O tipo de jornalismo praticado pela equipe do EM (repórter de texto, repórter fotográfico e mais o responsável pelo material para a versão digital do diário mineiro) está, infelizmente, desaparecendo no Brasil. ***Incrível a história, registrada pelos três repórteres, da avó e mãe manauaras com um filho-presidário morto aos 22, 23 anos e o filho (e neto) pequeno para criar (6 anos)… A abordagem do tempo presente, com seus gravíssimos problemas, foi feita, mas sem esquecer o passado (equipe, portanto, fiel a Nossa Senhora do Contexto, padroeira do grande Luiz Fernando Verissimo). A entrevista do MILTON HATOUM, que fecha o caderno especial, é de antologia. Que consciência SOCIAL e política tem o escritor. Coisa rara!!!
*******Fiquei, em vão, esperando (de nossos grandes jornais) matérias mais aprofundadas sobre a crise penitenciária…. Esperei, também, um acompanhamento jornalístico mais profundo sobre a esposa brasileira que, junto com um policial militar, matou o marido, embaixador da Grécia… E, em especial, aprofundamento sobre a trajetória dos dois rapazes de São Gonçalo, o que está preso e o que fez o “gato” na Copinha São Paulo. Quantas “peneiras” eles enfrentaram? Estudavam? Em que ambiente cresceram? Por que um deles foi parar na prisão? … Nestes dois crimes há GRANDES histórias humanas a serem contadas.
Mas nosso jornalismo está vivendo (e cada dia mais!) fase centrada na intriga palaciana (ou “congressiana”) e no denuncismo, que rende muitas manchetes. Já o não-sequenciamento de processo judicial, por falta absoluta de provas, vira pé de página. Sem esquecer os FACTOIDES (nossa imprensa ama o factóide!!!).
E segue, assim, o nosso periodismo, com exceções como este maravilhoso caderno especial do EM, “DOIS DESTINOS-DOIS IRMÃOS”.
*** COLUNA DE FILMES NA TV
Semanas atrás, quando a Folha de S. Paulo afastou o crítico Inácio Araujo da coluna FILMES NA TV, lamentei profundamente (até registrei meu protesto junto à Ombudsmam). Era leitora assídua da coluna e nela descobri excelentes sugestões para assistir a dezenas de filmes e a programas da série francesa “Filmes da Minha Vida”… Fico na lembrança mais recente:
“Quelé do Pajeú”, de Anselmo Duarte (1971). Este filme estava desaparecido há décadas. Até que um pesquisador brasileiro teve notícia de cópia legendada em italiano, na Cinemateca Portuguesa. Arrumou recursos para pagar versão digital em alta definição e o Canal Brasil exibiu o filme. Se não fosse a coluna do Inácio, eu teria perdido a sessão, pois a oferta de filmes na TV (aberta, a cabo, Netflix, Now e o escambau) é avassaladora. Pois bem, no lugar da coluna “Filmes na TV”, a Folha criou uma colcha de retalhos sem personalidade, chamada “Multitela”. Quem comparar a nova coluna com sua similar, no Estadão (assinada por Luiz Carlos Mertem ou por Ubiratan Brasil) verá que o “material genérico” da Folha está levando goleada. Enquanto o novo formato
(o tal Multitela) faz indicações “qualquer coisa”, a coluna do Estadão nos fornece pequenos comentários sobre filmes (e programas) que passam por breve avaliação de quem assina a coluna. E são, na maioria absoluta das vezes, produções diferenciadas, de empenho artístico-cultural.
Por isto, pergunto: Faz sentido, na imprensa “de papel”, em tempo de internet que divulga tudo sem nenhum critério, oferecer textos anódinos e genéricos?? Eis a questão.

Assinado a “missionária da
celulose e do celulóide”, rô caetano
Maria do Rosário Caetano
Blog: www. almanakito.wordpress.com

************ARTISTAS DO MUNDO
CONTRA A ADMINISTRAÇÃO TRUMP

Meu amigo, o maestro e trilheiro de cinema MARCUS VINICIUS, pernambucano-paulistano, me envia documento anexo que chega de Lisboa, e soma contribuição
de gente de muitas partes do mundo, inclusive do próprio Vinicius.
Trata-se da primeira manifestação de artistas,
em escala global, contra o descalabro Trump.

Achei que o Almanakito teria interesse em ser um dos primeiros a publicá-lo.

Beijão grande. Saudades,

MV

* O ABRAÇO DA
SERPENTE (TELECINE CULT, 20h20)

* Eu Não Sou SEU Negro
(este é o nome correto do documentário do haitiano Raoul Peck, que concorre ao Oscar, e que a Imovisión lançará em breve).

*******marcelo masagão:Vizinhos

São Paulo, Centro

Galeria 7 de abril,
19 fotos de 19 vizinhos.

http://revistazum.com.br/galeria/vizinhos-marcelo-masagao/

<SPA DENUNCIA CONTRIBUTO DA ADMINISTRACAO TRUMP PARA DIVIDIR O MUNDO E AFECTAR A CULTURA E A ARTE.pdf>

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