ROLIUDE NORDESTINA + TOM JOBIM (ESTADÃO-EDIÇÃO ESPECIAL)
+ CENTENÁRIO DE CALLADO (LIVRO DA ED. AUTÊNTICA)

+ TOM JOBIM –
ESTADÃO ESPECIAL:
Hoje, no Caderno 2,

do Estadão, ótimo caderno especial sobre Tom Jobim, com artigos de Zuza Homem de Mello, Tárik de Souza, Roberto Oliveira, Júlio Maria, Luiz Zanin e depoimento de Roberto Menescal. Na próxima quarta, se vivo fosse, Tom faria 90 anos……

+ ROLIUDE NORDESTINA
EM TEMPO DE CRISE ECONÔMICA:
DEPOIS DE FRUIR O BELO ESPAÇO DEDICADO AO MAESTRO BRASILEIRO, leiam — na última página do Caderno 2-Estadão (honrosamente postada abaixo do mestre dos mestres, Verissimo) — uma reportagem de minha autoria sobre os destinos da ROLIUDE NORDESTINA, que visitei diversas vezes, ao longo dos últimos

dez anos (e mês passado). Com a CRISE ECONOMICA, me coloquei a seguinte questão: o projeto resistirá???? Com a palavra, Wills Leal, que aos 80 anos, continua entusiasmado com sua criação mais vistosa.

Em Cabaceiras, município-sede da ROLIÚDE NORDESTINA, conversei com
Zé de Sila, figurante de vários filmes rodados lá, e ele só lamentou a seca, que dura já cinco anos, para justificar as dificuldades vividas no semi-árido nordestino. Wills, sempre motivado, lembra até tese de pós-doutoramento, da professora DINA FERREIRA, defendida em Paris, que estuda a ROLIUDE NORDESTINA.

*****(Hollywood, Bollywood,

Caliwood, Nollywood, Roliúde!!!!)

+ LIVRO DE CRONICAS
DE ANTONIO CALLADO:
Editora Autêntica.
Título: O País Que Não teve Infância: Sacadas de Antonio Callado
Torço para que Ana Arruda, a organizadora, tenha selecionado magníficas (e originalissimas) crônicas do niteroiense sobre a Seleção Brasileira de 1970, força que emergiu das trevas medicianas, e sobre o filme Carlota Joaquina, de Carla Camuratti. Ambas saíram na Istoé da época de Mino Carta.

*** NO VALOR (CADERNO ….EU – ai ai para este nome):
Ótima texto crítico de Luciano Buarque de Hollanda sobre SAUDADES DE PERNAMBUCO, disco que Alceu Valença gravou em seu auto-exílio em Paris, de 1976 a 1979. O compositor lembra que o parceiro Geraldinho Azevedo fora preso e torturado por 41 dias e que Chico de Assis (o dramaturgo, agitador cultural??) esdtava preso. Eram seus amigos próximos. Sem contrato com gravadora, resolveu ir dar um tempo na Europa, se virar por lá…. O disco, pouco conhecido no Brasil, foi
relançado há pouco tempo.

*****NIVER DE SP (463 ANOS),
SANTOS (quase 470???) + SÃO
VICENTE (MAIS de 470)????
Hoje, apesar das chuvas, haverá encenação
de fatos históricos ligados ao nascimento da
“mais antiga cidade do Brasil”.
****************Não sei Zé Geraldo Couto é o autor da sacada,
mas foi dele que a recebi, via !face”: quanto o atual alcaide de SP vai se fantasiar de PREFEITO??? Quem sabe no dia do aniversário da cidade!!! A ocasião é boa, não????????????

****Todo sábado tem
CINEJORNAL, no
Canal Brasil (21h00):
Na edição de ontem, excelente matéria sobre o segundo longa-metragem de Paulo Betti (o primeiro, CAFUNDÓ, ele dirigiu junto com o saudoso Clóvis Bueno). Encabeçando o elenco, Eliane Giardini e Betti (A Fera na Selva: nunca guardo o nome exato do filme). Rodado na região de Salto e Sorocaba, interior paulista, o filme tem fotografia do craque Lauro Escorel. Aguardemos, pois…

+ OSCAR BLACK:

Cadwerno 2-Estadão publicou, ontem (21-01-17) ótima matéria (fonte: NYT) sobre um possível Oscar BLACK (na edição deste ano)… Depois da BRANCURA que dominou a edição do ano passado, a edição 2017 se mostra um pouco modificada.. E os DISCURSOS, desta vez, devem ferver (será que Clint Eastwood compareceu a alguma solenidade trumpeana??). Vide os 500 mil norte-americanos nas ruas (contra os modestos 300 mil na posse do bilionário Trump)… As presenças artísticas na festa do novo presidente eram “qualquer coisa”.. Já nas marchas, no Glopo de Ouro e.. tudo indica.. no Oscar………. A edição deste ano deve pegar fogo…

******MICHAEL MOORE
E A TRUMPILÂNDIA
(DEPOIS DE A
INVASÃO AMERICANA)

+ AMIR LABAKI
MICHAEL MOORE EM TRUMPLÂNDIA
Amir dedicou sua coluna, ontem (20-01-17),
no Valor Econômico (EU!!!!),
ao novíssimo Michael Moore: um documentário
sobre a campanha de Trump e a previsão do cineasta de que o bufão derrotaria Hillary Clinton, porque ia ganhar no Cinturão Industrial (concentrando suas atenções em 4 estados que costumavam votar nos Democratas: Michigan, Ohio, Pensilvânia e Wisconsin). Dito e feito: Trump ganhou nos 4. Nunca é demais lembrar que M. Moore nasceu e cresceu no Cinturão Industrial dos EUA, que viu de perto a debache da indústria automobilística em Detroit…. O filme está disponível na NOW. Eu pensei que
“A INVASÃO DOS EUA” (Netflix) era o último longa dele…

+ LIMA DUARTE X SUASSUNA
+ FILMES QUE MARCARAM ÉPOCA
+ DOIS IRMÃOS (HATOUM: REGIONALISTA?????)

**LIMA DUARTE X SUASSUNA
(A União/Paraíba/22-01-17)

**FILMES QUE MARCARAM ÉPOCA (CURTA!)

+ CENTENARIO DE
ANTONIO CALLADO:
próxima quinta-feira. Ótima nota, 21-01-16,
na coluna literária do Estadão.

+ TOM JOBIM (Coluna de Sérgio
Augusto (hoje) +++++++++++ Caderno 2
Especial, neste domingo, no Estadão). Sérgio Augusto cita suas duas composições preferidas de Tom: Sabiá e Wave. Zanin vai de “Matita Perê” e “O Boto”…. Eu vou de “Chovendo na Roseira”, que amo desmedidamente… e seguida de mais umas 30 em segundo lugar: as 4 citadas por eles, mais Desafinado, Eu Sei Que Vou Te Amar, Garota de Ipanema (eu sei que eles dois fogem do cânone… mas como fugir????????……). E assistam (revejam) à obra-prima
“A Música Segundo Tom Jobim”, de Nélson Pereira e Dora Jobim… escutem Urubu, Matita Perê, Tom & Elis, Tom & Edu, Sinatra & Jobim….. enfim, como diz Chico Buarque, Viva o Maestro Soberano… (Gente, e o que é o olhar assustado de Chico Buarque, novinho, enquanto o Quarteto em Cy canta “Sabiá” sob vaias de tamanho amazônico!!!!), no Maracanãzinho!!!!……. Além do rosto banhado em felicidade de Errol Garner (obrigado Nelson Freire e João Moreira Salles: devo esta a vocês!!!), este momento de Chico jovem e atônito no filme de Nelson & Dora é inesquecível…..

+ DOIS IRMÃOS (LEIAM CRITICA DE
ZANIN NO ESTADÃO DIGITAL)
E alguns adendos: finda a minissérie de Milton Hatoum & Luiz Fernando Carvalho e vistos os três capítulos que faltavam, seguem minhas erratas: uma ortográfica (Yaqub com q e não com c), uma para fazer justiça (o som dos capítulos foi melhorando e passei a perder, ao invés de 20% dos diálogos, digamos que 5% …Ok que estou ficando velha, mas (ainda) ouço muito bem!!! – risos) e uma de conteúdo: o pai do curumim não era quem supus que fosse. O curumim cresceu, inexplicavelmente, sem traços indígenas (eu sei que Carvalho precisava de um ator com as capacidades artística e vocal de Irandhir Santos, afinal, ele é o NARRADOR, mas podia tê-lo caracterizado como um mestiço de índia com libanês. E podia tê-lo rejuvenescido digitalmente). E
aí entra a razão de minha confusão (pensar que o amantíssimo marido da matriarca “quase” incestuosa era o pai do curumim). Quando assisti ao capítulo em que o menino apareceu, pensei que um dos gêmeos era o pai dele… mas quando Irandhir entrou em cena, parecendo mais velho que os gêmeos, deduzi que só podia ser filho do patriarca…. Mas no capítulo final veio a revelação: era filho de Yaqub (e portanto, sobrinho da irmã deles, com quem viverá tórrida e bela cena de sexo)…. O capítulo de quarta-feira pesou a mão: Ómar ficou tão over, que tornou-se difícil acreditar que a mãe o amava tanto e tão desesperadamente. Mãe também tem limite (risos). Como amar um filho que só bebe, quebra tudo, se auto-destroi, não faz um gesto de carinho em ninguém (nem nela, a mãe amantíssima). Houve até um fala da mater dolorosa para justificar tantos e tão infinitos desatinos: tudo aquilo seria por causa da perda do professor Lavale. Mas a narrativa não nos dera a medida desta idolatria de Ómar por Lavale… Nos dois últimos capítulos, a história retomou o prumo e quando acabou, já estava com saudade dos dez dias que dediquei a esta cativante história ambientada em Manaus e São Paulo. Creio que foi Thiago Stivalletti quem qualificou Hatoum como escritor “regionalista”.
O termo não cabe, na minha opinião. O romancista é por demais cosmopolita para caber neste rótulo. Nasceu e viveu em Manaus, mudou-se para a Brasília de Niemeyer e Lúcio Costa e vive há muitos anos em São Paulo. Não é porque boa parte da trama de “Dois Irmãos” se passa numa Manaus chuvosa (aliás, povoada de imigrantes libaneses, indianos, etc) que a história é regionalista…. Dito isto, conto que a sequência mais autobiográfica desta narrativa é a da morte do patriarca (Fagundes, iluminado). Hatoum homengeou o pai, perplexo com as mudanças de Manaus e do mundo, que ele já não entendia mais. E aguardemos o DVD, que sairá, espero, o mais breve possível. E aguardemos, também, a adaptação que Marcelo Gomes prepara para um dos livros de Milton Hatoum. E vamos combinar, MELODIA SENTIMENTAL, de Vila-Lobos, é um das mais belas composições musicais deste nosso país melódico, que hoje está mergulhado em sofrências, neo-sertanejos, forró de plástico e assemelhados.

+ JOSÉ GERALDO COUTO:
CURSO: LITERATURA E CINEMA

+ OTTO, NO SOM
DO VINIL (Canal Brasil).

Que beleza de programa, que capricho de Charles Gavin, o apresentador, e de Otto, que estava feliz de estar lá, todo atencioso, feliz de dialogar com entrrevistador tão preparado. E os videoclips de Lírio Ferreira & Walter Carvalho e trechos de “Árido Movie!”, e Otto com Julieta Vinegas… E lembremos que Otto é ator!!!

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