ANDRÉ STURM + BELAS ARTES
+ CLIP DO RESGATE DO ESPAÇO
CINÉFILO + BELO ANUNCIO DA CAIXA

***** MinC – SMC-SP:
QUE DIFERENÇA!!!!!!
Quem leu as entrevistas do cineasta, empresário e gestor cultural André Sturm aos jornais, desde que foi indicado para titular da Secretaria Municipal de Cultura de SP, tem um bom parâmetro para a (vazia e ressentida) entrevista de Roberto Freire, novo titular do MinC, ao Roda Viva. Enquanto Sturm vem se mostrando antenado, bem-informado e disposto a investir em gestão pluralista, Freire gastou os 90 minutos do “Roda Viva” despejando ressentimentos contra o governo passado (não viu nada de aproveitável nas gestões de Gilberto Gil e Juca Ferreira!!!!). Mostrando que não leu (nem quer ler) o livro de Célio Turino, que fez ampla radiografia dos “Pontos de Cultura”, Freire simplificou: “um projeto de aparelhamento político”. E assim foi durante toda a entrevista. Gastou seu tempo para acertar contas (e ressentimentos) com o Partido deposto. Ideias novas, nem pensar. Nada tinha a propor. Só falava, como um disco riscado, em biblioteca-plano de leitura (garantiu que vai lutar pela aprovação de projeto-de-lei de parlamentar potiguar… pasmem, do partido ao qual ele dedicou palavras sempre destruidoras).. E voltava a insistir “na Esplanada dos Ministérios, com seu Teatro Nacional e Biblioteca de Brasília fechados” (sem querer, criticava o GDF, responsável pelos dois monumentos niemáricos e por seu funcionamento). Já Sturm nunca fala mal da gestão de Haddad. Promete dar sequência à SPCine, etc. ****E aqui abro brecha para introduzir assunto que vem me instigando. Quando assumir seu cargo como gestor municipal, Sturm vai retirar da programação do Cine Belas Artes,
o clip que narra a história do resgate deste espaço amado pelos cinéfilos???? Resgate que contou com total apoio do prefeito Haddad e seu secretário de Cultura, o arquiteto Nabil Bonduki. Como frequentadora assídua — ultimamente, com a mostras AFRICA(S) e agora a Italiana, tenho passado mais tempo no Belas Artes do que em qualquer equipamento cultural paulistano — espero que não. E, aproveito também, para mais uma vez elogiar o belíssimo comercial da Caixa, inspirado no filme de Martin Scorsese (sobre o mágico Méliès), que vemos junto com o clip do resgate do Belas Artes. Uma criação do banco estatal nos tempos tão execrados pelo ressentido (macho, branco e idoso!!!!!!) Roberto Freire (que vai a Cuba — coitado do Fidel!! — com José Serra!! Mas no começo do governo temerário, os dois não desceram o sarrafo nas relações diplomáticas e econômicas do governo anterior com a Ilha???

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