MOSTRA MOSFILM III E VERMELHO SANGUE + ADOLESCENTES E SNIPER AMERICANO + PAULA E RAINER MARIA RILKE + MOSTRA SP ANO 40 (2016)

+ MOSFILM: VERMELHO RUSSO (Gente, este delicioso
filme brasileiro, filmado integralmente em Moscou, tem que passar na Mosfilm III, na Cinemateca Brasileira!!!)

+ PREMIO FÊNIX (DEZEMBRO, NO MÉXICO) + ANIMA MUNDI (EM SP E RIO) + MOSTRA RUTH DE SOUZA (NO CCBB-SP) + ESTREIAS BRASILEIRAS

****MOSTRA INTERNACIONAL
DE CINEMA DE SÃO PAULO,
ANO 40 (2016)

*** VERMELHO RUSSO
do carioca-paulistano Charly Braun,
com Martha Nowill (também co-roteirista, com Carolina Leone) + Maria Manoela, Michel Melamed e muitos outros atores (brasileiros, russos e uma portuguesa: Soraia Chaves, salvo engano meu). Trata-se de uma deliciosa e inteligente comédia, que deve agradar como os curtas de Braun e seu primeiro longa, “Além da Estrada” (2010). Participei, muitos anos atrás, de um juri que escolheu roteiros de Curta, que seriam patrocinados pela Cultura Inglesa. Tinham, por regulamento, que basear-se (inspirar-se) em obra de um escritor britânico. O roteiro de Charly Braun (pensei que era pseudônimo) me encantou na primeira leitura. Dele nasceu o curta “Quero Ser Jack White”. Depois ele fez “Do Mundo Nada se Leva”. Aí veio o primeiro longa, parceria com o Uruguai (creio). Fui ver VERMELHO SANGUE (Redentor de melhor roteiro no Fest do Rio) com muita expectativa. E o filme superou o que eu esperava. A Sala 2 do Itau Frei Caneca estava lotada (no feriado de Finados) e o diálogo do público com o que se via na tela era total. Risos soltos, muita alegria. Nowill & Maria Manoela estão ótimas e divertidíssimas, o russo que ensaia as duas (numa montagem de Tio Vânia) é fantástico, o roteiro e os improvisos do elenco são cativantes e a complicada relação entre atrizes que estão estudando em Moscou sem falar russo não barateiam a narrativa. Uma tradutora faz o meio de campo e as dificuldades linguísticas geram ótimos momentos do filme. *** No imenso palco ao ar livre, no Ibirapuera (noite de premiação), o crítico Luiz Carlos Merten, que entregou os prêmios para o representante de Kore-Eda (melhor filme estrangeiro) e para a trupe de “Pitanga” (melhor brasileiro de diretor “experiente/veterano”), segundo a Crítica, destacou que, doravante, serão premiados um filme estrangeiro e um brasileiro. E disse mais: tomamos a decisão este ano, pois a Seleção Brasileira está muito boa. Ele está coberto de razão. E “Vermelho Russo” constitui um destes bons momentos. Prova que é possível fazer comédia inteligente no Brasil… E mais: parceria com russos!!! (Aliás, o Brasil está aprendendo a dialogar com parceiros: “A Mulher do Pai”, parceria-gaúcho-uruguaia é prova disto. E “Vermelho Russo”, mais ainda. Repito e entro em campanha: Este VERMELHO RUSSO tem que estar na Mostra Mosfilm III
(na Cinemateca Brasileira, de 22 a 27 deste mês). E, creio, tamém em Porto Alegre (Marcos Mello, me confirme).

**** CINEMA DE UTILIDADE PUBLICA:
Um amigo, o saudoso Aramis Millarch, de Curitiba, gostava de dizer, sempre que via um filme de grande empenho social, tratar-se de “cinema de utilidade pública”. Foi com este espírito que enfrentei o sírio-iraquiano “A Vida na Fronteira”, projeto coletivo dirigido por adolescentes e comandado por vários diretores-supervisores (e produzido pelo iraniano Bahman Ghobadi). Mas, na correria, entendi que haveria um curta (“Genco, o Terrorista”) e um longa com sete (ou 8) histórias. O “curta”, na verdade, tinha 50 minutos… Daí que só pude assistir a cinco das 7 ou 8 histórias dos adolescentes que vivem em acampamentos, pois suas aldeias foram tomadas pelo EI. Como eu queria ver a entrega de prêmios e “A General”, no Parque do Ibirapuera, tive que sair antes. Confesso que saí com o coração partido. O média-metragem era militante e de tema importante, mas feito de forma precária. E muito longo… Já as histórias dos adolescentes foram filmadas com excelente fotografia e muita imaginação. Destaco uma das 5 a que assisti: Um adulto convoca crianças e adolescentes do acampamento a assistirem ao filme “Sniper Americano” numa tela improvisada. Eles lotam o pequeno espaço. Começam a ver o filme, mas falta luz elétrica. Saem a pedir gasolina para reabastecer o gerador. O filme recomessa. Eles se entreolham — o episódio intitula-se “O Nosso Filme é Melhor”

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