ALMANAKITO (29-10-16) + DIB LUTFI + REDEMOINHO
+ CAPOEIRA + ZÉ SIMÃO + DICAS CINĒFILOS + JOEL ZITO

ADEUS A DIB LUTFI, O HOMEM-CAMARA
+ REDEMOINHO + CAPOEIRA + ZÉ SIMÃO

****A PERDA DE DIB LUTFI

Aqui estou com o coração partido,
frente à perda do “homem câmara”,

o maestro Dib Lutfi, que
os colegas cinamenovistas (em especial Paulo Cezar Saraceni) chamavam de “homem tripé”. O “maior câmara na mão do cinema brasileiro”. Irmão de Sérgio Ricardo, o diretor de fotografia (e câmara de “Terra em Transe”, cuja fotografia foi iluminada por Luiz Carlos Barreto) foi imortalizado em imagem com Glauber, que até virou poster das promoções que a Petrobras, durante o Governo Lula, fazia para divulgar a produção audiovisual brasileira. Tenho uma destas imagens guardada com imenso carinho. Dib, descendente de libaneses, nasceu em Marília, interior de SP, em 1939. Fez carreira no Rio, onde morreu. Num dia como hoje, torço para que o CANAL BRASIL exiba o documentário média-metragem “DIB”, de Márcia Derraik, uma pequena obra-prima, que devia se transformar em material didático de todas as escolas de cinema do país. DIB, de 1997, dura 45 minutos, ganhou o Sol de Ouro no RioCine e a Margarida de Prata da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Dib Lutfi tinha 80 anos e estava com alzheimer. Por isto, nos últimos anos, não estava nos festivais, nem nos créditos de filmes recentes. Trabalhava tanto que sempre foi figura rara em festivais. Na única vez que o vi, ao vivo — creio que no CineCeará (vou procurar as fotos amadoras que fiz na ocasião) até o assustei, pois o TIETEI com tal veemência, que ele ficou encabulado. Deve ter pensado: “quem é esta doida?”.

**”CINDERELAS, LOBOS

E PRINCESAS” FILME DE
JOEL ZITO ARAUJO. HOJE, QUINTA-feira, no SESC SANTOS, 18h30. O assunto está na ordem do dia….

***REDEMOINHO NA
MOSTRA SP ANO 40

CONVITE DE MEU AMIGO GEORGE MOURA
Roteirista e teledramaturgo, autor
de “Amores Roubados”, etc, etc.

Oi, Rô. HOJE vai passar um filme do qual fiz o roteiro, aí, na Mostra de SP. Gostaria muito que você e Zanin fossem, pois acho que é um tipo de filme que vocês vão curtir. É baseado na obra do grande Luiz Ruffato. É a estreia do José Luiz Villamarim, super parceiro, no cinema. HOJE, Sexta-feira, dia 28, Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 2 – às 21h50m.

******CAPOEIRA, UM PASSO A DOIS:

Minhas amigas Rose Lacreta (cineasta) e Idê Lacreta (montadora) nos convidam para sessões do filme CAPOEIRA, UM PASSO A DOIS, de Jorge Itapuã. Fico devendo os dados mais precisos, pois a maratona da MOSTRA SP ANO 40 está me enlouquecendo. Encontrei Rose e Idê na aula magna de Marco Bellocchio, no CineSesc, e Rose me convidou para a sessão do filme e — se entendi direitinho — Jorge Itapuã é filho dela. O filme está na mostra competitiva de Novos Realizadores da MOSTRA paulistana.

Link pro teaser: https://vimeo.com/184050466

Sábado proximo, 29, a sessão ocorre as 19:30h no

Espaço Itaú Frei Caneca 2, Competição Novos Diretores

**** NO CINEMA, NA MOSTRA SP,

COM ZÉ “MACACO” SIMÃO

Uns dois meses atrás, por acaso, tive como vizinho de cadeira num vôo SP-RIO, o craque Cafu. Tietei-o e tirei fotos com ele. Ontem (quarta-feira), sessão lotada do excelente MA’ ROSA, do filipino Brillante Mendoza (com a atriz que derrotou nossa Sônia “Aquarius” Braga, e Isabelle “Elle” Huppert em Cannes, em maio passado). Com a sala já escura (a 1, dos Espaço Itaú Frei Caneca), chegaram duas pessoas: uma moça e um rapaz. Como a moça cumprimentou Zanin, prestei atenção para ver se também a conhecia. Mas quem vi mesmo foi meu vizinho de poltrona. Era Zé Simão, o macaco Simão, da Folha, de quem sou leitora há décadas. Nada disse a ele. Se tivesse tido portunidade, teria dito que sou sua leitora fiel e que adoro quando ele compara o prefeito de SP, de quem sou eleitora, Fernando Haddad, com os galãs de Bollywood. Num só instante, “falei” com Simão. Ele estava preocupado com o adiantado da hora, pois tinha compromisso profissional na manhã seguinte (na rádio Band, creio). E já se aproximava das 23h00. “Vamos sair daqui às 3 da manhã”, disse ele à amiga. E começou um filme de título desconhecido. Ele disse a ela: “estamos na sala errada”. Eu esclareci: trata-se de um curta filipino, de temática semelhante ao do filme de Mendoza. Por sorte — pela falta de legendas e pelo adiantado da hora — a monitoria da MOSTRA resolveu suspender o curta e dar início ao MA’ ROSA. Simão sabia de tudo: que a atriz ganhara a Palma de Ouro em Cannes… E, como todos na sala, divertiu-se com a “boca suja” dos personagens, que falam muitos palavrões. Belo filme filipino. Um fascinante retrato dos miseráveis de Manila, sem apelar para o miserabilismo. A sessão terminou pouco depois da meia-noite.

****DUAS RECOMENDACÕES:

Dois amigos queridos, cinéfilos de

carterinha, me recomendaram dois filmes:

. ELDORADO XXI (agora, só se ele entrar na repescagem)

. OS DEMONIOS, de Philippe Lesage, do Canadá-Quebec (que eu pensei que fosse do Robert Lepage, a quem espero que, um dia, a MOSTRA SP homenageie com um Trofeu Leon Cakoff e uma retrospetiva)

Anúncios