******MOSTRA SP 2016 — VINICIUS, UM RAPAZ DE FAMILIA (1983), o média-metragem de Susana de Moraes, restaurado, teve sessão especial na MOSTRA SP 2016. E foi lançado o livro O CINEMA DOS MEUS OLHOS, do próprio Vinícius, da Companhia das Letras. Vejam, abaixo, que foto magnífica e originalíssima, encapou o guia do Estadão da última sexta-feira. Na foto, dois MORAES (deduzo que Susana e Pedro) carregam um câmara que registra imagem do poeta, este com um copo de uísque na mão. UM RAPAZ DE FAMILIA traz encontro especial de Vinicius com Oscar Niemeyer e muitas imagens de afeto familiar. *****NESTA segunda-feira, na Cinemateca Brasileira, haverá Sessão Homenagem a José Carlos Avellar, com exibição de dois curtas — “O Clique Único de Assis Horta”, de Jorge Bodanzky, e “Improvável Encontro”, de Lauro Escorel. Seguido de lançamento do livro “Pai País, Mãe Pátria”.***** NA apoteótica sessão de PITANGA, que lotou o Espaço Itaú Frei Caneca, Beto Brant, codiretor do filme (com Camila Pitanga), dedicou a sessão a Avellar, um dos roteiristas deste documentário alto astral, um antídoto para este Brasil regressivo em que estamos vivendo. O ator baiano, personagem e razão de ser do filme, recebeu das mãos de Renata Almeida, diretora da Mostra SP, o Trofeu León Cakoff. E era só alegria e celebração. O negro mais feliz do mundo. Cercado (na tela) de negros maravilhosos como Lea Garcia, Ruth de Souza, Gésio Amadeu, Haroldo Costa, Gilberto Gil, Martinho da Vila, Paulinho da Viola, do filho Rocco Pitanga, das netas… O documentário tem momentos de “comédia levemente erótica”. Maria Bethânia, Itala Nandi e Tamara Taxman ajudam a elevar a temperatura. NA saída da sala, espectadores ainda se divertiam com as declarações de Bethânia. *****AMANHÃ, SEGUNDA-FEIRA, UM BELO filme colombiano: OSCURO ANIMAL, de Felipe Guerrero. Fiquem de olho. **** E NÃO DEIXEM DE ver o magnífico O APARTAMENTO (THe Salesman), do iraniano Asghar Farhadi, que mantém denso diálogo com o drama trágico A Morte do Caixeiro Viajante, de Arthur Miller. A peça mostra a humilhação de um fracassado (pelos padrões do Capitalismo) vendedor ambulante e o filme, a humilhação moral (por razão de ato sexual) de um velho vendedor de mercearia. O roteiro, premiado em Cannes — assim como o protagonista (um ator da peça, não o velho humilhado) — é uma aula de cinema. *** NA CARTA CAPITAL, matéria de Rosane Pavam sobre a Mostra BERGMAN-PERSONA, que faz parte da programação da Mostra SP.

Enviado do Ipad de Rosário

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