EVALDO MOCARZEL + JEAN-LOUIS COMOLLI E AS IDEIAS
SEMINAIS DO LIVRO “VER E PODER” (foto de rô caetano)

+ EVALDO MOCARZEL (COMOLLI

E “VER E PODER”): vejam texto de Evaldo, professor

da Unespar e cineasta-documentarista, abaixo:

+ MARATONA COMOLLI NO
DOC SP 2016: O FRANCÊS JEAN-LOUIS COMOLLI DEBATEU, POR MAIS DE 10 HORAS, EM SÃO PAULO,

O CINEMA DOCUMENTAL

+ DEBATE ARGENTINO NO ESPAÇO ITAU
+ FERNANDA TORRES E O “QUADRO NEGRO” + TROFEU GRANDE OTELO

+ EVALDO MOCARZEL E

O “VER E PODER”, DO
FRANCÊS JEAN-LOUIS

COMOLLI (DOC SP 2016)

+ DEBATE DO LONGA ARGENTINO
“NO FIM DO TUNEL” (RODRIGO GRANDE):
NO ESPAÇO ITAU DE CINEMA DE SP, COM PARTICIPAÇÃO DE ESPECTADORES DO RIO, PORTO ALEGRE, BRASILIA, FLORIPA, JOÃO PESSOA E CURITIBA.

+ GRANDE PREMIO

BRASIL DE CINEMA – TROFEU
GRANDE OTELO (NESTA

TERÇA-FEIRA, TRANSMISSÃO
AO VIVO PELO CANAL BRASIL)

+ FERNANDA TORRES + MARATONA COMOLLI NO DOC SP 2016 – O FRANCÊS JEAN-LOUIS COMOLLI DEBATEU, POR MAIS DE 10 HORAS, O CINEMA DOCUMENTAL.

+ FERNANDA TORRES (QUADRO NEGRO)

+ MARATONA COMOLLI: DOC SP 2016

* JEAN-JACQUES
ANNAUD (GUERRA DO FOGO)

***DE FERNANDA
TORRES, EM SUA
COLUNA NA FSP, 30-09-16
TITULO: QUADRO NEGRO

….”DANILO MIRANDA, DIRETOR
DO MILAGROSO SESC PAULISTA,
afirma que o currículo procura formar
Mão de obra e não cidadãos”.

***********DOC SP 2016

O FRANCÊS JEAN-LOUIS

COMOLLI DEBATEU,
EM SÃO PAULO, POR MAIS

DE 10 HORAS, O
CINEMA DOCUMENTÁRIO

****OS 220 LUGARES DO

TEATRO UNIBES
FORAM POUCOS PARA

ABRIGAR A TODOS
QUE QUERIAM OUVIR

O FRANCÊS JEAN-LOUIS
COMOLLI. ERA IMENSA

A LISTA DE ESPERA.

**QUESTÕES COLOCADAS
POR EVALDO MOCARZEL:

Rô, querida

Como você sabe, minha vida como

cineasta (e logicamente como documentarista) é
dividida entre antes e depois de “Ver e Poder”,

a seminal coletânea de
artigos apaixonados de Jean-Louis Comolli sobre as especificidades da
linguagem do cinema, não apenas do

cinema documentário. Por favor, conte
mais sobre esse debate de 10 horas.

O que foi discutido? Comolli falou do
filme documentário como uma possibilidade

de abrir “fissuras” na
roteirização publicitária da sociedade do espetáculo contemporânea? Dissecou
o seu conceito de “auto-mise-en-scène”, que trouxe da antropologia para o
cinema? Discorreu sobre como

filmar o inimigo? E o olhar “ciclópico” da
câmera? E o cinema como “arte do tempo”?

Foram lembradas as suas análises
apaixonadas e clarividentes do cinema de

Cassavettes, Pedro Costa, Robert
Krammer, Flaherty e Godard? Ele em

algum momento citou Guy Débord? Comolli é
talvez uma espécie de continuador do

pensamento de Guy Débord, pois, em seus
artigos do anos 1980, usa constantemente

a expressão cunhada por Débord,
“sociedade do espetáculo”. E a relação do

cinema com o teatro? Como Bresson,
Comolli vive esse fascinante paradoxo do

cinema, assim como Kiarostami,
“como sugerir a invisibilidade em uma

arte tão visual como o cinema?”, mas,
em “Ver e Poder”, não cita Bresson uma única

vez, pois Bresson não gostava
de palavras emprestadas do teatro para

falar do cinema, e Comolli é pródigo
em termos como “cena” e “auto-mise-en-scène”,

entre outros, embora faça uma
defesa apaixonada do cinema com relação

ao teatro, assim como Bresson.
Enfim, Comolli é um poeta do ensaio e

assume explicitamente a constatação de
Christian Metz: “não há crítica que não

envolva militância”. E a militância
de Comolli é uma espécie de entorpecente

de clarividência apaixonada. É
impossível atravessar incólume essa

seminal coletânea de ensaios, volto a
repetir, chamada “Ver e Poder – A inocência

perdida: cinema, televisão,
ficção, documentário”. O que

ele disse sobre o “anti-espectador”, o
espectador-testemunha e por vezes

judicioso encarando os autores-diretores
se revelando em seus próprios filmes?

Amada da minha vida, bem sei desde
criança que quem dorme de favor não

estica as pernas. Mas, esticando só um
pouquinho as minhas, te peço para escrever

um texto e colocar no almanaque
sobre esse debate de mais dez horas de

Comolli com uma plateia tão bacana!
Você não cobriu? Não anotou nada?
Bjs e mil perdões pela folga e pela
esticada de pernas!

***DOC SP 2016 – O FRANCÊS
JEAN-LOUIS COMOLLI
DEBATEU, POR MAIS

DE 10 HORAS, O CINEMA

DOCUMENTAL COM PLATEIA QUE
LOTOU O TEATRO UNIBES.

**** ENTRE OS PARTICIPANTES,
CINEASTAS COMO KATIA LUND,
CARLA GALLO, HELOISA PASSOS,
CRISTIANO BURLAN, PASCHOAL SAMORA.
Marcela Lody, Eliane Coster, Henri Gervaiseau, Rodrigo
Siqueira, José Rafael Mamigonian e Caio Plessman

****LABORATÓRIO DOC SP
PREMIOU TRÊS NOVOS PROJETOS.

1. Prêmio Festival de Guadalajara (AMERICA AMADA,
de Alice Lanari e Pedro Asbeg)

2. Prêmio do Festival de Trieste (CINE MARROCOS, de Ricardo Calil)

3. Prêmio do Fest Tribeca-Nova York (O GRANDE DIA, de Guilherme Giufrida e Helena Ungaretti).

****DOC SP 2016
O cineasta e ensaísta francês
JEAN-LOUIS COMOLLI
encerrou, nesta sexta-feira (30-09-16) na capital paulista, o seminário-laboratório-mostra de filmes
DOC-SP, com oito horas de palestras e debates, encerradas com exibição de seu novo filme: “CINEMA DOCUMENTÁRIO – FRAGMENTOS DE UMA HISTÓRIA”.
O Teatro Unibes (com 220 lugares) estava abarrotado e havia pessoas na lista de espera. Na plateia, cineastas como Kátia Lund, Heloisa Passos, Carla Gallo, Claudia Priscilla, Marcela Lody, Eliane Coster, Paschoal Samora, Henri Gervaiseau, Rodrigo Siqueira, Cristiano Burlan, José Rafael Mamigonian e Caio Plessman . E o diretor da SPCine, Alfredo Manevy.
COMOLLI, autor do livro VER E PODER, traduzido no Brasil, mostrou-se incansável. Passou o dia inteiro na Maratona DOC SP, com atividades matinais, vespertinas e noturnas. Depois de apresentar seu novo filme, ele ainda encontrou ânimo para convocar o público a permanecer no teatro para debatê-lo.
Trata-se (seu novo filme, “CINEMA DOCUMENTÁRIO – FRAGMENTOS DE UMA HISTÓRIA”) de narrativa, politizada e vibrante, da história do cinema documental, que vai dos filmes do irmãos Lumière até documentário assinado por Sohei Imamura, no comecinho dos anos 1970, passando por Flaherty, por imagens de Barcelona em armas contra as forças franquistas, pelo Buñuel de “Las Hurdes”, pelos documentários africanos de Rouch e pelo Vietnã de Joris Ivens.
Duas frases, no filme, ganham impressionante destaque: “O fascismo é a estetização da política. O comunismo é a politização da estética” (de Walter Benjamin).
Depois da maratona que durou mais de 10 horas e reuniu os paulistanos para ouvir (e ver) COMOLLI e seu filme, os coordenadores do DOC SP anunciaram os projetos que venceram os prêmios ofertados pelo Festival de Guadalajara (AMERICA AMADA, de Alice Lanari e Pedro Asbeg), do Festival de Trieste (CINE MARROCOS, de Ricardo Calil) e do Fest Tribeca-Nova York (O GRANDE DIA, de Guilherme Giufrida e Helena Ungaretti).
Além do documentário de COMOLLI –– o primeiro, lembrou ele, a esboçar uma história do cinema documental, já que os outros dedicaram-se à ficcão — foram exibidos pelo DOC SP mais três filmes: o mexicano TEMPESTADE, de Tatiana Huezo, o chileno O VENTO SABE QUE VOLTO PARA CASA, de José Luis Torres, e FUTEBOL, do brasileiro Sergio Oksman. Os participantes do DOC SP mantiveram encontro com a TAL – TV Amērica Latina.

*** DE SAO PAULO, COMOLLI
SEGUE PARA A ARGENTINA.

** FOTO DE Rô Caetano

******A GUERRA DO FOGO, FILME DE
JEAN-JACQUES ANNAUD É TEMA DE ESTUDO
NAS AULAS DE HISTÓRIA DO PROFESSOR
Jorge Artur Caetano Lopes dos Santos

http://www.laplageemrevista.ufscar.br/index.php/REB/article/view/109/290

* CINEMA & HISTORIA — LHES RECOMENDO ARTIGO DE JORGE ARTUR CAETANO LOPES DOS SANTOS NA REVISTA EBR – EDUCAÇÃO BASICA

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