****DOC SP 2016 — O cineasta e ensaísta francês JEAN-LOUIS COMOLLI encerrou, hoje (30-09-16) na capital paulista, o seminário-laboratório-mostra de filmes DOC-SP, com oito horas de palestras e debates, encerradas com exibição de seu novo filme: “CINEMA DOCUMENTÁRIO – FRAGMENTOS DE UMA HISTÓRIA”. O Teatro Unibes (com 220 lugares) estava abarrotado e havia pessoas na lista de espera. Na plateia, cineastas como Kátia Lund, Heloisa Passos, Carla Gallo, Claudia Priscilla, Marcela Lody, Eliane Coster, Paschoal Samora, Henrique Gervaiseau, Rodrigo Siqueira, Cristiano Burlan, José Rafael Mamigonian e Caio Plessman . E o diretor da SPCine, Alfredo Manevy. COMOLLI, autor do livro VER E PODER, traduzido no Brasil, mostrou-se incansável. Passou o dia inteiro na Maratona DOC SP, com atividades matinais, vespertinas e noturnas. Depois de apresentar seu novo filme, ele ainda encontrou ânimo para convocar o público a permanecer no teatro para debatê-lo. Trata-se de narrativa, politizada e vibrante, da história do cinema documental, que vai dos filmes do irmãos Lumière até documentário assinado por Sohei Imamura, no comecinho dos anos 1970, passando por Flaherty, por imagens de Barcelona em armas contra as forças franquistas, pelo Buñuel de Las Hurdes, pelos documentários africanos de Rouch e pelo Vietnã de Joris Ivens. Duas frases, no filme, ganham impressionante destaque: ” O fascismo é a estetização da política. O comunismo é a politização da estética” (de Walter Benjamin). Depois da maratona que durou mais de 10 horas e reuniu os paulistanos para ouvir (e ver) COMOLLI e seu filme, os coordenadores do DOC SP anunciaram os projetos que venceram os prêmios ofertados pelo Festival de Guadalajara (AMERICA AMADA, de Alice Lanari e Pedro Asbeg), do Festival de Trieste (CINE MARROCOS, de Ricardo Calil) e do Fest Tribeca-Nova York (O GRANDE DIA, de Guilherme Giufrida e Helena Ungaretti). Além do documentário de COMOLLI — o primeiro, lembrou ele, a esboçar uma história do cinema documental, já que os outros se dedicaram-se à ficcão — foram exibidos pelo DOC SP mais três filmes: o mexicano TEMPESTADE, de Tatiana Huezo, o chileno O VENTO SABE QUE VOLTO PARA CASA, de José Luis Torres, e FUTEBOL, do brasileiro Sergio Oksman. Os participantes do DOC SP mantiveram encontro com a TAL – TV Amērica Latina. **** FOTOS DE RÔ CAETANO.

Enviado do Ipad de Rosário

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