******FEST GRAMADO 2016 — ANO 44 — Gramado entrega, na noite de hoje, seu Trofeu Kikito aos vencedores de suas competições brasileiras (longa e curta-metragem) e latina. A cerimônia de premiação será transmitida ao vivo pelo Canal Brasil, a partir das 20h45. Até a exibição de BARATA RIBEIRO, 716, de Domingos Oliveira, os longas mais cotados para a o prêmio de melhor filme brasileiro eram O SILENCIO DA NOITE, de Marco Dutra, e ELIS, de Hugo Prata. Mas a exibição da nova e memorialística comédia de Domingos chegou para alterar o quadro. Finalmente, depois de passar por várias competições em Gramado, o cineasta deve conquistar o Kikito de melhor filme. Até porque realizou um longa-metragem,
o décimo-sétimo de sua carreira, encantador, inteligente, espirituoso, ao qual se assiste com imenso prazer. Caio Blat interpreta Felipe, alter-ego de Domingos, um rapaz carioca que ganha, ao se casar, um belo e amplo apartamento de presente do pai (na Rua Barata Ribeiro, 716). Mas o casamento termina e, enquanto sonha tornar-se escritor-e-cineasta, o rapaz transforma o apartamento em território de festas e loucuras permanentes, regadas a muito álcool. Festas embaladas por sucessos musicais que marcaram os primeiros anos da politizada década de 1960 (de “Quando Calienta el Sol” a “Bandera Rossa”, de “Capeta em Forma de Guri” à Internacional Socialista. *****Se uma atriz — ANDREIA HORTA, por ELIS — desponta como favorita absoluta ao Kikito de melhor interpretação feminina, a disputa de melhor ator traz um quadro com muitos candidatos. Além do próprio CAIO, excelente na recriação do jovem Domingos Oliveira, são candidatos ao trofeu o capixaba-carioca LEANDRO SOARES, 32 anos (na foto abaixo), por TAMO JUNTO, de Matheus Souza, GUSTAVO MACHADO, por ELIS, e Leonardo Sbaraglia, por O SILÊNCIO DO CÉU (sim, o ator argentino concorre na competição brasileira). Com menos chances figuram no páreo dois comediantes: o brasileiro Paulo Tiefenthaler (por O Roubo da Taça) e o argentino, radicado no Brasil, Fabio Marcoff (por EL MATE). No campo da Mostra Latina (com sete concorrentes) a disputa está embolada. Não há um filme arrebatador. Os melhores são o chileno SIN NORTE, de Fernando Lavanderos, o paraguaio GUARANÍ, de Luis Zorraquín, e a atrevida comédia uruguaia LAS TONINAS VAN AL ESTE, de Verónica Perrotta e Gonzalo Delgado ******O ator LEANDRO SOARES compõe com Sophie Charlotte um dos pares que sustentam TAMO JUNTO, o terceiro longa de Matheus Souza, discípulo assumido de Domingos Oliveira. O público do Multishow o conhece por séries como “Morando Sozinho”
e “Vai Que Cola”. No debate do filme de Matheus, LEANDRO contou que o cineasta dizia-se fã de três atores: Gregório Duvivier, Rodrigo Pandolfo e Leandro Soares. Escalou os dois primeiros para “Apenas o Fim” (Duvivier) e “Eu Não Faço a Menor Ideia do Que Eu Tô Fazendo Com a Minha Vida” (Pandolfo). Finalmente, o diretor carioca (nascido em Brasília) escalou o o amigo e colega no curso de teatro do Tablado, que frequentaram na adolescência, para seu projeto mais ambicioso. Os dois dividem os papéis de protagonistas masculinos de TAMO JUNTO. Os papeis femininos ficam com Sophie Charlotte e Alice Wegmann. LEANDRO é poliglota (conhece sete línguas) e tradutor (e adaptador) de peças de Oscar Wilde e do UBU REI, de Jarry. Seu ofício mais constante é o de roteirista (depois de “Morando Sozinho, de humor mais ligth, ele partiu para o humor bagaceira de “Vai Que Cola” (neste caso, da série e do longa-metragem de mesmo nome) e ator. Sem descuidar-se dos estudos (é mestre em Teoria Teatral pelo UniRio). TAMO JUNTO, que tem estreia marcada para 20 de outubro, deve funcionar como cartão de visita deste jovem ator junto ao público cinematográfico.

Enviado do Ipad de Rosário

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