******MANIFESTO DO
AUDIOVISUAL GAÚCHO:
DOCUMENTO NA INTEGRA,
NESTE REMESSA (após a foto)

+ VERISSIMO: “RI, PALHAÇO”: CRONICA ILUMINADA PUBLICADA
ONTEM EM O GLOBO E HOJE EM ZERO HORA (jornal gaúcho
compactou suas edições de sábado e domingo numa só)

+ CHICO BUARQUE NO SENADO: COMPOSITOR PRESTA
SOLIDARIEDADE À PRESIDENTE DILMA ROUSSEF. E SENTA-SE
NA ÁREA DESTINADA AO PÚBLICO, AO LADO DE LULA.

+ DELEGAÇÃO NIGERIANA (“NOLLYWOOD”) CHEGA
A GRAMADO PARA DISCUTIR NEGÓCIOS
CRIATIVOS E ENTRETENIMENTO

+ REPUBLICA TCHECA MOSTRA O FILME ” ASSISTÊNCIA
DOMICILIAR”, DE SLÁVEK HORÁK, NO PALACIO DOS FESTIVAIS.
GRAMADO DIALOGA COM A AFRICA, COM A EUROPA, COM A
AMERICA HISPÂNICA E COM OS EUA.

+ SUNDANCE CHANNEL PARTICIPA DO FESTIVAL
COM DOIS LONGAS-METRAGENS. EMISSORA
(CANAL POR ASSINATURA), DISPONÍVEL
HÁ DOIS ANOS NA GRADE DA SKY,
EXIBIRÁ, EM NOVEMBRO, O FILME “MAMMAL” (MAMÍFERO), DA
DIRETORA REBECCA DALY, PROTAGONIZADO RACHEL GRIFFITS.
A ATRIZ VEIO A GRAMADO, DIRETO DA AUSTRÁLIA, PARA
PRESTIGIAR A SESSÃO E DEBATER O FILME. REPRESENTANTES
DO SUNDANCE FESTIVAL E DO SUNDANCE CHANNEL PARTICIPAM AQUI
DE RODADAS DE DEBATE SOBRE DISTRIBUIÇÃO, LICENCIAMENTO
E MARKETING AUDIOVISUAL.

*****PEDRO ORTEGA, DO FESTIVAL DE HAVANA,
CHEGA A GRAMADO PARA SELECIONAR CURTAS E LONGAS PARA A
COMPETIÇÃO LATINO-AMERICANO. O FESTIVAL DE HAVANA DO CINEMA LATINO-AMERICANO, QUE ACONTECE EM DEZEMBRO, É A MAIOR VITRINE IBERO-AMERICANA
DE NOSSAS CINEMATOGRAFIAS. AS CHANCES DE “AQUARIUS” COMPETIR EM CUBA
SÃO TOTAIS (o filme de Kleber Mendonça acaba de vencer o FESTIVAL WORLD
CINEMA DE AMSTERDÃ, pelo juri oficial. Já o filme de Asgar Farhadi,
venceu o júri popular).

****A ATRIZ CARLA CAMURATI substitui
INGRA LIBERATO na comissão de seleção que escolherá
o filme brasileiro que disputará vaga no Oscar de melhor filme estrangeiro.

****NESTA SEXTA-FEIRA, NO CANAL BRASIL, REPRISE DO
CINEJORNAL, COM MATÉRIA SOBRE LIVRO E SESSAO DO FILME “VERDES ANOS” , NA CINEMATECA CAPITÓLIO, EM PORTO ALEGRE. GIBA ASSIS BRASIL & CARLOS GERBASE FALAM DESTE MARCO DO CINEMA GAÚCHO. EM ESPECIAL DAQUELE QUE TROCOU A BOMBACHA E O MUNDO PAMPEANO POR UM FILMES DE PEGADA JOVEM E URBANA.

Texto dos Realizadores Audiovisuais

do Rio Grande do Sul lido na
Premiação da Mostra Assembleia

Legislativa, 44o Festival de

Cinema de Gramado:

“Neste momento em que celebramos a pluralidade e a variedade da
produção cinematográfica do Rio Grande do Sul, que pudemos ver ao
longo desses três dias de exibição da Mostra Gaúcha de
Curtas-Metragens e que recebe agora a devida valorização através do
Prêmio Assembleia Legislativa, enfrentamos também um momento de
instabilidade e incerteza. O país passa por um período de turbulência
política, provocado por forças políticas e econômicas conservadoras,
com a intenção de perpetuar a concentração de poder e recursos nas
mãos de poucos poderosos, enquanto a grande maioria não tem direito a
necessidades básicas como alimentação, saúde, educação, cultura.

Nesse momento, é fundamental que nós, realizadores audiovisuais no Rio
Grande do Sul, nos posicionemos não apenas contra esse golpe de estado
que está em curso contra a presidenta democraticamente eleita, Dilma
Rousseff, mas também contra um ataque mobilizado por essas mesmas
forças conservadoras responsáveis pelo golpe, que tem como alvo os
artistas, realizadores, técnicos e demais profissionais do cinema e da
cultura do Brasil.

Esse ataque, que se dá na forma de insinuações maldosas e levianas
sobre o uso de recursos públicos no financiamento à cultura, tenta
apagar nossa participação e direitos como cidadãos, de forma a
desqualificar qualquer posicionamento que seja elaborado por um setor
que, além de contribuir para a formação do imaginário e da identidade
coletiva desta nação, também constitui uma atividade de crescente
relevância na vida econômica e no cotidiano do país.
Este discurso viciado tenta nos afastar de nossos vizinhos, tenta nos
transformar em inimigos do país para nossas famílias, nossos amigos e
a sociedade como um todo, para tirar nossa prerrogativa democrática de
termos nossos posicionamentos políticos. Tentam nos constranger e nos
silenciar, para que possam agir às escuras pra fazerem o Brasil voltar
atrás em conquistas históricas de direitos, de soberania nacional e de
políticas voltadas à inclusão e à igualdade.

O cinema é uma poderosa ferramenta de discurso, análise e reflexão
sobre as sociedades. Mais que nunca, nós, realizadores de audiovisual
do Rio Grande do Sul e de todo o Brasil, temos o dever de nos
mantermos atentos e fortes para exercermos em alto e bom som, em
claras e eloquentes imagens, nosso papel de questionarmos e
combatermos o retrocesso que se anuncia. O cinema do Rio Grande do Sul
e do Brasil vai resistir a esses ataques, e vai continuar a se
expressar de forma livre e intensa.

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