******FEST GRAMADO 2016 — ANO 44 — MAEVE JINKINGS (na foto abaixo), atriz brasiliense-paraense-pernambucana, desempenha em AQUARIUS, o papel de Ana Paula, um dos três filhos de Clara (Sonia Braga). A atriz, musa do novo cinema pernambucano, teve papel importante em O SOM AO REDOR, filme anterior de Kleber Mendonça. No debate de AQUARIUS, ela analisou com acuidade sua personagem: Ana Paula exerce, de certa forma, o papel de “vilã” da família. Ela não entende o desejo da mãe de continuar morando num prédio do qual todos os apartamentos (exceção para o de Clara) já foram comprados por poderosa construtora. Ana Paula vive um momento difícil, separou-se do marido e tem um filho pequeno para criar. Para ela, a mãe representa o passado. Ana Paula quer que Clara venda o apartamento e num certo momento diz que, ao trazer algumas verdades à tona, sabe estar fazendo o papel da ‘bruxa’ da família. Quando ouve a mãe constatar que “quando se gosta de algo, é ‘vintage’, quando não se gosta, é velho”, a filha, que se sente muito focada em seus objetivos, vê a figura materna como instituição responsável por suprir suas necessidades, inclusive econômicas”. Se Gabriel Mascaro não tivesse retirado BOI NEON da disputa a uma vaga no Oscar de melhor filme estrangeiro, MAEVE estaria duplamente na competição. **************Em AQUARIUS, Sonia Braga reina absoluta. Há um prólogo, situado nos anos 1980, em que Clara é interpretada pela atriz Bárbara Colen. Depois, no tempo presente, Sonia assume o papel e, por 120 dos 143 minutos de duração do filme, aparece em praticamente todas as cenas. Mas o elenco, numerosíssimo, a coloca em parceria com grandes nomes das artes cênicas no Nordeste (Arly Arnaud, Fernando Teixeira, Buda Lira, Paula de Renor) e do teatro-cinema-TV brasileiros como Carla Ribas e Humberto Carrão.

Enviado do Ipad de Rosário

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