+ ALINOR AZEVEDO (IMAGEM DO ACERVO DE VÂNIA
ALINOR AZEVEDO VENÂNCIO + ACERVO NEUSA FRANÇA
+ CENTENARIO DE CALLADO (EMILIA SILVEIRA)

****GRAVAÇÕES DE NEUSA FRANÇA (HERDEIROS)
Hoje (10-07-16), Folha de S. Paulo dá bela e bem editada matéria sobre o poderoso acervo deixado pela pianista carioca-brasiliense (autora do “Hino do DF” e peça-chave da EMB – Escola de Música de Brasília). Mãe da atriz e roteirista Denise Bandeira, Neusa (1920-2016) morreu em Brasília, em março último, aos 96 anos. O Globo e a Carta Capital desta semana deram a este acervo um magnífico (e merecidíssimo) destaque, pois contém gravações de Baden, Lamartine e Jacob. Volto ao assunto porque há um detalhe que merece ser posto em relevo: Neusa, já velhinha, queria mandar para a filha, Magda, os rolos com as gravações. Sabe o
que Magda disse: “Não, mamãe, eu não tenho o que fazer com este material. Por que você não o encaminha a um de seus alunos?“. Resultado: tudo foi parar no Instituto PIANO Brasileiro e vem sendo disponibilizado na internet (youtube). E já que falo de herdeiros, relato aqui outro ato de generosidade que merece registro. Convoquei amigos pesquisadores (caçadores de imagens) a me mandarem fotos de ALINOR AZEVEDO (1913-1974) para que eu conhecesse a “imagem deste homem sem rosto”. Houve um mutirão para me ajudar. Mas só me chegaram fotos de páginas de jornais (na internet, as fotos referentes a ele, NADA tinham a ver com ele — uma delas mostrava um homônimo, candidato a prefeito). O primeiro a me mandar duas valiosas fotos de Alinor foi o crítico carioca José Carlos Monteiro, uma alma gentil e amorosa como há muito não encontrava. Mas o filet-mignon veio de Vânia Venâncio, filha de Alinor, de quem me aproximei digitalmente graças à ajuda da atriz Betina Viany, filha de Alex Viany, grande amigo de Alinor. (Confesso que pensei que minha correspondência para Vânia seria ignorada. Mas qual o que? Ela não só me respondeu, como vasculhou arquivos pessoais e foi atrás de familiares para, depois de pagar pela digitalização num serviço qualificado, me mandar um magnífico acervo de quase 20 fotos). Agradeci e fiz uma pergunta atrevida:
— Mas, Vânia, você não carrega os nomes do seu pai no seu nome? Não pode. Vou identificá-la, doravante, como Vânia Alinor Azevedo Venâncio. Você se incomoda?
— Não, ela me respondeu.
E agora, nas correspondências que trocamos, ela assina Vânia Alinor Azevedo Venâncio. Só falta, portanto, para felicidade dela, de Monteiro e minha, a publicação do livro do cineasta e professor Luis Alberto Rocha Melo sobre o roteirista de “Moleque Tião” e “Também Somos Irmãos”, um homem que fez da temática negra uma das razões — a principal — do seu labor. *** E voltando ao tema HERDEIROS: perguntei a Vânia se podia disponibilizar uma foto de Alinor, com o crédito Acervo Vânia Alinor Azevedo Venâncio? Sabe o que ela me respondeu: “pode disponibilizar todas, queremos que a memória de nosso pai seja compartilhada com todos os interessados”. E sabem por que as fotos não foram colocadas ainda em espaços digitais públicos: porque sou analfabeta digital e não sei como fazê-lo.

+ IMPRENSA PERDE O
JORNALISTA MINEIRO:
matéria de página inteira, hoje, em O Globo,
e obituário na Folha. O jornalista
LUIZ ANTONIO NOVAES, que partiu tão
cedo (aos 56 anos) escrevia, com seu estilo límpido e
bem-humorado, um livro sobre a história
de 36 anos do PT – Partido dos Trabalhadores.

+ MOSTRA DE CINEMA ITALIANO

***CINEMA ÁRABE
Começa hoje, no CineSesc,
a XI Mostra de Cinema Árabe
Hoje, duas grandes matérias (capa da Folha e página interna no Estadão) comprovam que, em sua décima-primeira edição, o festival de cinema árabe ganha finalmente o relevo merecido, em São Paulo. Organizado pelo Icárabe, Instituto Cultural Árabe, o evento traz cineasta e ator à cidade e mostra, além de vários longas-metragens, curta palestino que concorreu ao Oscar (Ave Maria). Informem-se sobre a
programação detalhada da Mostra:
wwwmundoarabe2016.icarabe.org

***BRENO SILVEIRA,
O FOTÓGRAFO
Por causa do sucesso de 2 Filhos de Francisco (mais de cinco milhões de ingressos) e de “Gonzagão, de Pai Prá Filho” (1,5 milhão), o “conspirador” Breno Silveira é mais conhecido como diretor de cinema (ele agora prepara longa-metragem sobre Lampião e uma costureira: um nordestern???). Mas ele é um grande fotógrafo e tem uma parceria maravilhosa com Eduardo Coutinho (fotografou os poderosos documentários do grande cineasta na fase de transicão: ou seja, a que vai de 1964 (início do “Cabra” até 1984, quando este filme foi concluído) até o ciclo vituoso que começa com “Santo Forte” e vai até sua dolorosa morte). Pois Breno fotografou, entre outros, “Boca do Lixo” + longas como “Carlota Joaquina” (Camurati, 1995) e “Eu Tu Eles (Waddington, 2000). Tudo isto para dizer que, hoje, no Canal CURTA!, tem programa sobre o Bruno Fotógrafo, 22h00, portanto, depois do maravilhoso projeto francês, FILMES QUE MARCARAM ÉPOCA (21h00).

*** HOJE TEM “UM DIA UM GATO”,

o mágico filme tcheco de Vojtech Jasny, creio que no CINUSP. Uma curiosidade: a tradução das legendas do filme, para o mercado brasileiro, foi feita por Bohumila Araújo, a Mila, companheira tcheca do baiano Guido Araújo, criador e diretor
das 39 edições da saudosa Jornada de Cinema da Bahia.

*** HOJE, em O Globo, bela matéria
(de Carlos Heli de Almeida) sobre os preparativos para o Centenário de Ingmar Bergman (1918-2007),
que a Suécia organiza meticulosamente para 2018.
Que poder de tudo fazer com calma e antecedência.
O centenário de nosso ANTONIO CALLADO acontecerá em janeiro de 2017. Onde está o calendário comemorativo? Emília Silveira prepara um filme sobre o autor de QUARUP. Ficará pronto em tempo?

****EMILIA SILVEIRA
RESPONDE:

Oi querida rô,
não temos o poder dos suecos e muito menos o dinheiro.
Estou preparando esse filme há dois anos. Inicialmente achei

que era muito tempo. Só nas burocras junto à Ancine etc levamos um ano.
O filme fica pronto no início de 2017, sim. Já tenho uma parte

filmada e termino de gravar agora depois das Olimpíadas.
Mas uma preocupação é presente: falta captar uma parte do dinheiro.

Nesses tempos difíceis, você pode imaginar o que estamos passando.
Seguimos correndo atrás…uma atividade que nós,

que somos do cinema, sabemos bem o que significa.
Valeu por ter citado o filme.
Beijo, Emilia

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