FEST ARUANDA : INSCRIÇÕES ABERTAS.

+ CESAR CHARLONE + FEST CURTA (GOIANIA) + HISTORIA E FILMES

+ HISTORIA E FILMES + FEST
ARUANDA + CESAR CHARLONE

+ 16ª Goiânia Mostra Curtas

*******CINEMA E HISTORIA:

I Colóquio Internacional de Cinema
e História – Chamada de trabalhos

www.historiaeaudiovisual.weebly.com

*****ULTIMOS DIAS
DE INSCRIÇÕES PARA A
16ª Goiânia Mostra Curtas
Festival acontece
de 4 a 9 de outubro

***CESAR CHARLONE
me avisa que Lô Politi, Anna Muylaert e
ele são os produtores conjuntos do longa-metragem
documental que Lô “Jonas” Politi dirige sobre a
presidente Dilma Roussef.

FEST ARUANDA: Inscrições abertas.
Atenção universitários paraibanos:
festival receberá
trabalhos audiovisuais TCC.

***11º FEST ARUANDA
ABRE INSCRIÇÕES
ATENÇÃO, UNIVERSITÁRIOS!

As inscrições para o 11º Fest Aruanda, que
acontece em João Pessoa, na Paraíba, de 8 a
14 de dezembro, já estão abertas.
Ver imagens ilustrativas em anexo.

POR BABI WANDERLEY

Já estão abertas as inscrições para a 11ª edição

do Fest-Aruanda do Audiovisual Brasileiro, que este

ano será realizado no período de 8 a 14 de dezembro

em mais uma parceria com a Rede Cinépolis

(Manaíra Shopping). As inscrições seguem

até o dia 10 de Setembro em plataforma

disponível na página do festival

www.festaruanda.com.br.

Assim como ocorreu na edição anterior, todo o procedimento de inscrição será online, do preenchimento do formulário à inserção do filme através de link (vímeo), eliminando a tradicional postagem pelos Correios.

Na página também é possível ter acesso ao regulamento da 11ª edição que traz algumas novidades. Uma delas: dentro da área de TV Universitária foi introduzida a categoria Curta/TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) voltada, exclusivamente, para vídeos oriundos de instituições universitárias paraibanas, sejam públicas ou privadas. Homenageados, premiação, oficinas e seminários deverão ser anunciados ao longo do segundo semestre, além de outras atrações que estão sendo planejadas nesse período de pré-produção.

+ FEST GRAMADO ANO 44: filmes selecionados

+ MARCELO RUBENS PAIVA: UMA CRONICA DE LEITURA OBRIGATORIA PARA PROFESSORES DE HISTORIA

+ LÔ POLITI-ANNA MUYLAERT E CESAR CHARLONE

AMIGOS:
Esta crônica foi escrita para meu filho
JORGE ARTUR!!!!!. (E para José Geraldo Couto
e Geraldo Alagoinha, professor de HISTORIA
e criador da Biblioteca de São José do Paiaiá, no
sertão da Bahia, que foi tema de um documentário
de 40 minutos, disponível na internet).
Fiquei muito emocionada. Bjs rô
Marcelo Rubens Paiva, como Verissimo,
é devoto de Nossa Senhora do CONTEXTO:

*********Como assim,
escola sem ideologia?

CADERNO 2 – ESTADÃO – 16-07-16

POR Marcelo Rubens Paiva

O professor de história tem que ser de esquerda. E barbudo. Tem que contestar os regimes, o sistema, sugerir o novo, o diferente. Tem que expor injustiças sociais, procurar a indignação dos seus alunos, extrair a bondade humana, o altruísmo.

Como abordar o absolutismo, a escravidão, o colonialismo, a Revolução Industrial, os levantes operários do começo do século passado, Hitler e Mussolini, as grandes guerras, a guerra fria, o liberalismo econômico, sem uma visão de esquerda?

A minha do colegial era a Zilda, inesquecível, que dava textos de Marx Webber, do mundo segmentado do trabalho. Ela era sarcástica com a disparidade econômica e a concentração de renda do Brasil. Das quais nossas famílias, da elite paulistana, eram produtoras.

Em seguida, veio o professor Beno (Benauro). Foi preso e torturado pelo DOI-Codi, na leva de repressão ao PCB de 1975, que matou Herzog e Manoel Fiel Filho. Benauro era do Partidão, como nosso professor Faro (José Salvador), também preso no colégio. Eu tinha 16 anos quando os vimos pelas janelas da escola, escoltados por agentes.

Outro professor, Luiz Roncari, de português, também fora preso. Não sei se era do PCB. Tinha um tique nos olhos. O chamávamos de Luiz Pisca-Pisca. Diziam que era sequela da tortura. Acho que era apenas um tique nervoso. Dava aulas sentado em cima da mesa. Um ato revolucionário.

Era muito bom ter professores ativistas e revolucionários me educando. Era libertador.

Não tem como fugir. O professor legal é o de esquerda, como o de biologia precisa ser divertido, darwinista e doidão, para manter sua turma ligada e ajudar a traçar um organograma genético da nossa família. A base do seu pensamento tem de ser a teoria da evolução. Ou vai dizer que Adão e Eva nos fizeram?

O de química precisa encontrar referências nos elementos que temos em casa, provar que nossa cozinha é a extensão do seu laboratório, sugerir fazer dos temperos, experiências.

O professor de física precisa explicar Newton e Einstein, o chuveiro elétrico e a teoria da relatividade e gravitacional, calcular nossas viagens de carro, trem e foguete, mostrar a insignificância humana diante do colossal universo, mostrar imagens do Hubble, buracos negros, supernovas, a relação energia e massa, o tempo curvo.

Nosso professor de física tem que ser fã de Jornada nas Estrelas. Precisa indicar como autores obrigatório Arthur Clarke, Philip Dick, George Orwell. E dar os primeiros axiomas da mecânica quântica.

O professor de filosofia precisa ensinar Platão, Sócrates e Aristóteles, ao estilo socrático, caminhando até o pátio, instalando-se debaixo de uma árvore, sem deixar de passar pela poesia de Heráclito, a teoria de tudo de Parmênides, a dialética de Zenão. Pula para Hegel e Kant, atravessa o niilismo de Nietzsche e chega à vida sem sentido dos existencialistas. Deixa Marx e Engels para o professor de história barbudo, de sandália, desleixado e apaixonante.

O professor de português precisa ser um poeta delirante, louco, que declama em grego e latim, Rimbaud e Joyce, Shakespeare e Cummings, que procura transmitir a emoção das palavras, o jogo do inconsciente com a leitura, a busca pela razão de ser, os conflitos humanos, que fala de alegria e dor, de morte e prazer, de beleza e sombra, de invenção fingimento.

O de geografia precisa falar de rios, penínsulas, lagos, mares, oceanos, polos, degelo, picos, trópicos, aquecimento, Equador, florestas, chuvas, tornados, furacões, terremotos, vulcões, ilhas, continentes, mas também de terras indígenas, garimpo ilegal, posseiros, imigração, geopolítica, fronteiras desenhadas pelos colonialistas, diferenças entre xiitas e sunitas, mostrar rotas de transação de mercadorias e comerciais, guerra pelo ouro, pelo diamante, pelo petróleo, seca, fome, campos férteis, civilização.

A missão deles é criar reflexões, comparações, provar contradições. Provocar. Espalhar as cartas de diferentes naipes ideológicos. Buscar pontos de vista.

O paradoxo do movimento Escola Sem Partido está na justificativa e seu programa: “Diante dessa realidade – conhecida por experiência direta de todos os que passaram pelo sistema de ensino nos últimos 20 ou 30 anos –, entendemos que é necessário e urgente adotar medidas eficazes para prevenir a prática da doutrinação política e ideológica nas escolas, e a usurpação do direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções”.

Mas como nasceriam as convicções dos pais que se criariam num mundo de escolas sem ideologia? E que doutrina defenderiam gerações futuras?

A escola não cria o filho, dá instrumentos. O papel dela é mostrar os pensamentos discordantes que existem entre nós. O argumento de escola sem ideologia é uma anomalia de Estado Nação.

Uma escola precisa acompanhar os avanços teóricos mundiais, o futuro, melhorar, o que deve ser reformulado. Um professor conservador proporia manter as coisas como estão. Não sairíamos nunca, então, das cavernas.

*****FEST GRAMADO 2016

Lista dos filmes selecionados para o
44º Festival de Cinema de Gramado

LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS

“Barata Ribeiro, 716” (RJ), de Domingos Oliveira

“El Mate” (SP), de Bruno Kott

“Elis” (SP), de Hugo Prata

“O Roubo da Taça” (SP), de Caíto Ortiz

“O Silêncio do Céu” (SP), de Marco Dutra

“Tamo Junto” (RJ), de Matheus Souza

LONGAS-METRAGENS ESTRANGEIROS

“Campaña Antiargentina” (Argentina), de Ale Parysow

“Carga Sellada” (Bolívia/México/Venezuela/França), de Julia Vargas

“Espejuelos Oscuros” (Cuba), de Jessica Rodriguez

“Esteros” (Argentina/Brasil), de Papu Curotto

“Guaraní” (Paraguai/Argentina), de Luis Zorraquín

“Sin Norte” (Chile), de Fernando Lavanderos

“Las Toninas Van al Este” (Uruguai/Argentina), de Gonzalo Delgado e Verónica Perrotta

CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS

“A Página” (SP), de Guilherme Andrade

“Aqueles Anos em Dezembro” (SP), de Felipe Arrojo Poroger

“Aqueles Cinco Segundos” (MG), de Felipe Saleme

“Black Out” (PE), de Adalmir da Silva, Felipe Peres Calheiros, Francisco Mendes, Jocicleide Valdeci de Oliveira, Jocilene Valdeci de Oliveira, Martinho Mendes, Paulo Sano e Sérgio Santos

“Deusa” (SP), de Bruna Callegari

“Horas” (RS), de Boca Migotto

“Ingrid” (MG), de Maick Hannder

“Lembranças do Fim dos Tempos” (SP), de Rafael Câmara

“Lúcida” (SP), de Fabio Rodrigo

“Memória da Pedra” (BA), de Luciana Lemos

“O Ex-Mágico” (PE), de Mauricio Nunes e Olimpio Costa

“O Que Teria Acontecido ou Não Naquela Calma e Misteriosa Tarde de Domingo no Jardim Zoológico” (RJ), de Gugu Seppi e Allan Souza Lima

“Rosinha” (DF), de Gui Campos

“Super Oldboy” (SP), de Eliane Coster

CURTAS-METRAGENS GAÚCHOS

“A Rua das Casas Surdas” (Porto Alegre), de Flávio Costa e Gabriel da Fonseca Mayer

“Another Empty Space” (Porto Alegre), de Davi de Oliveira Pinheiro

“Às Margens” (Porto Alegre), de Boca Migotto

“As Três” (São Leopoldo), de Elena Sassi

“Bandidos Desalmados” (Porto Alegre), de Zaracla

“Carol” (Porto Alegre), de Mirela Kruel

“Dia dos Namorados” (Porto Alegre), de Roberto Burd

“Escape” (Porto Alegre), Jonatas Rubert

“Escotofobia” (Porto Alegre), de Rafael Saparelli

“Horas” (Porto Alegre), de Boca Migotto

“Inatingível” (Porto Alegre), de Rodolfo de Castilhos Franco

“Interrogatório” (São Leopoldo), de Raul Fontoura

“Lipe, Vovô e o Monstro” (Porto Alegre), de Felippe Steffens e Carlos Mateus

“Mundo de Wander” (Porto Alegre), de Lisandro Santos

“O Jardim dos Amores de Woody Allen” (Porto Alegre), de Gustavo Spolidoro

“Objetos” (Porto Alegre), de Germano de Oliveira

“Outono Celeste” (Pelotas), de Yuri Minfroy

“Pobre Preto Puto” (Santa Cruz do Sul), de Diego Tafarel

“Preliminares” (Porto Alegre), de Douglas S. Kothe

“Quando Pisei em Marte” (Pelotas), de Analu Favretto e Taís Percone

“Sesmaria” (Pelotas), de Gabriela Richter Lamas

“Venatio” (Canoas), de Ulisses da Motta

“Vento” (Porto Alegre), de Betânia Furtado

“Vida Como Rizoma” (Porto Alegre), de Lisi Kieling

+ FIESP, PATOS E DEVEDORES:
Lhes recomendo que leiam (quarta-feira, 20-07-16), um dos editoriais do Estadão (sobre a atitude da FIESP, frente à divulgação de que um de seus diretores — ver matéria no mesmo Estadão, 18-07-16 — LAODSE DE ABREU DUARTE

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