**********CINEOP 2016 — ANO 11 — O mais concorrido dos seminários da maratona que compõe a Mostra de Cinema de Ouro Preto reuniu no final da tarde de ontem, 25 de junho, os cineastas (e professores universitários) Consuelo Lins, João Moreira Salles e Cezar Migliorin (com moderação do crítico e curador Francis Vogner dos Reis) para discutir o tema FRAGMENTOS DA VIDA: UM DIA NA VIDA, DE EDUARDO COUTINHO. O cineasta paulistano-carioca é homenageado (junto com Francisco Sérgio Moreira) pela CINEOP, com exibição de alguns de seus filmes e belos painéis fotográficos expostos no Cine Vila Rica e no Centro de Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto. As reflexões de Salles, Lins e Migliorim tiveram como foco o menos conhecido dos filmes de Eduardo Coutinho: o longa-metragem
UM DIA NA VIDA (2009). Trata-se de obra que não pode ser exibida comercialmente, já que soma — sem autorizações e pagamentos de direito autoral — imagens de diversas emissoras de televisão brasileiras, colhidas ao longo de um dia qualquer. Mas o filme vem despertando emoções as mais diversas e impactantes, desde que foi apresentado (em caráter quase secreto) na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, sete anos atrás, e debatido por Eduardo Escorel, Jorge Furtado e o próprio Coutinho. Exibido aqui em Ouro Preto, no Cine Vila Rica,
UM DIA NA VIDA mobilizou público significativo. Parte dele entrou para a sala para ver um “Programa Especial Eduardo Coutinho”. Sim, o nome do filme nunca é evocado publicamente antes de suas exibições. Mas o longa-metragem vem sendo muito estudado. Aliás, a obra de Coutinho, que morreu em condições trágicas (assassinado pelo filho Daniel, no início de 2014), continua atraindo a atenção de cinéfilos e estudiosos com impressionante vigor. Todas as poltronas de um dos auditórios do Centro de Convenções de Ouro Preto estavam ocupadas e havia gente de pé. Todos queriam debater de UM DIA NA VIDA.

Enviado do Ipad de Rosário

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