Nesta foto, Caio Zatti (de azul) e Rodrigo Arajeju. CAIO dirigiu (em parceria com Luís Henrique Leal) o curta pernambucano “Fotograma”. ARAJEJU assina o documentário “Indios no Poder”, produção brasiliense. Inspirado nos “filmensaios” de Cris Marker e Haroum Farocki, Caio & Leal construíram potente colagem que soma imagens de arquivo (sendo a mais impactante a de uma escrava-babá servindo de “cavalinho” a uma criança branca) e imagens contemporâneas de uma Recife com imensos edifícios protegidos por muros altos e câmaras de vigilância. Em apenas 9 minutos, os dois realizadores constroem “um filmensaio do ouvido ao olho”, que procura ressignificar imagens de aparência banal-cotidiana. Caio, que é montador de cinema, realizou, antes, o curta “Velho Recife Novo”, lançado diretamente na internet. Com FOTOGRAMA, ele sequencia ações de coletivos dedicados ao CINEATIVISMO. E expõe sua cumplicidade com coletivos sociais como o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), Ocupe Estelita e Coque Resiste (todos ocupados com a defesa de moradias populares e contra a especulação imobiliária que expulsa os pobres para as periferias mais distantes). RODRIGO, que assumiu nominação (assinatura) dada pelos índios, dedica-se também ao CINEATIVISMO. Advogado, especializado em Direito Ambiental, ele defende causas indígenas e já realizou dois filmes (INDIOS NO PODER é o segundo) e está preparando o terceiro. A exibição dos dois curtas na quarta noite do festival cearense (domingo, 19 de junho) causou grande impacto, pois os dois longas programados — MENINO 23 – INFÂNCIAS PERDIDAS NO BRASIL, de Belisário Franca, na mostra competitiva, e DO OUTRO LADO DO ATLÂNTICO, de Danielle Ellery & Márcio Câmara, em caráter hors concours — construíram poderoso discurso em defesa dos direitos de negros e índios. **** MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O CINECEARÁ 2016 NO ALMANAKITO.

Enviado do Ipad de Rosário

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