***********CINECEARÁ 2016 — ANO 26 — Os cineastas Daniele Ellery & Márcio Câmara (foto abaixo) apresentaram neste domingo, 26 de junho, no CineCeará, o documentário de longa-metragem DO OUTRO LADO DO ATLÂNTICO, em caráter hors concours. O filme soma pesquisas de Daniele, antropóloga e estudiosa das relações entre Brasil e África lusófona, e a experiência de 30 anos (como técnico de som) de Márcio Câmara (diretor de RUA ESCADINHA 162, documentário sobre Cristiano Câmara, pesquisador musical falecido recentemente e conhecido como o “Tinhorão do Nordeste”). Márcio assina o som de filmes como CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS, LAVOURA ARCAICA e O SOL DO MEIO-DIA. Em 2007, a dupla realizou o curta IDENTIDADES EM TRANSITO, sobre jovens de Guiné Bissau e Cabo Verde que vinham estudar em universidades brasileiras. Desta vez, mergulharam mais fundo no assunto e ouviram, com mais vagar, estudantes que vieram do Timor, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, São Thomé e Príncipe e Cabo Verde. E também, deram destaque à UNILAB (Universidade Internacional da Integração Luso-Afro-Brasileira), criada durante o Governo Lula, em REDENÇÃO. Este município cearense entrou para a história por ter sido a primeira parte do território nacional a proclamar a libertação dos escravos (anos antes do 13 de Maio de 1888). Experiência semelhante à UNILAB se desenvolve no Recôncavo Baiano. Já na UNILA (Universidade Latino-Americana), em Foz do Iguaçu, estudam jovens brasileiros e hispano-americanos. No debate sobre DO OUTRO LADO DO ATLÂNTICO, Márcio Câmara lamentou o desinteresse dos festivais brasileiros pelo filme. “Nos inscrevemos em muitos deles e não fomos selecionados. Já em festivais internacionais, o filme vem tendo boa aceitação. Já foi exibido no Festin, em Portugal, em Havana, em Londres, Berlim e vários países da África Lusófona”. O filme ainda não tem data de lançamento no Brasil, mas deve ser exibido em duas TVs culturais nos EUA, na Nós TV de Portugal, e no Canal Brasil (no segundo semestre). O documentário integrará também a programação das aeronaves da TACV (Transportes Aéreos de Cabo Verde). Danielle & Márcia esperam acertar exibição do filme em pequenas salas do Rio de Janeiro e de São Paulo e no circuito universitário dos países lusófonos, em especial no maior deles, o Brasil (205 milhões de falantes da língua portuguesa). No CineCeará, o filme foi motivo de sessão das mais vibrantes. Estavam na plateia uma centena de alunos da UNILAB, que se divertiram muito com danças, músicas, comidas e referências a bebidas de seus países de origem. Depois da sessão, DJs de Cabo Verde animaram festa ao ar livre, que mobilizou africanos, hispano-americanos e brasileiros. Mas a moçada que veio da África só caiu na dança depois de tirar fotos (selfies) com o ator CHICO DIAZ, que conhecem das telenovelas brasileiras, de imenso sucesso em seus países. Ouvimos muitos estudantes africanos solicitando um foto com o VELHO CHICO (referência à novela na qual ele interpretou BELMIRO). Bem-humorado, CHICO DIAZ avisava: “meu personagem já morreu, mas eu estou bem vivo”. Anos trás, DIAZ atuou no longa-metragem O TESTAMENTO DO SENHOR NAPUMOCENO, co-produção africano-lusitana-brasileira, baseada em livro homônimo de Germano Almeida e exibida no Festival de Gramado. ************MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O CINECEARÁ NO Almanakito. *******E LEIAM, NA FOLHA DE S. PAULO (20-06-16) ENTREVISTA DO MESTRE KEN LOACH, que disse que se estivesse em Cannes (só chegou depois) se integraria à equipe de AQUARIUS (Kleber Mendonça, FILME QUE ACABA DE VENCER O FESTIVAL DE SIDNEY, NA AUSTRÁLIA), que protestou contra o golpe parlamentar no Brasil.

Enviado do Ipad de Rosário

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