“MAIS FORTE QUE O MUNDO – A HISTÓRIA DE JOSÉ ALDO” VAI PASSAR DO
MILHÃO DE ESPECTADORES? + AS MULHERES DE AREQUIPA

******”MAIS FORTE QUE
O MUNDO – A HISTORIA
DE JOSÉ ALDO”: O FILME PASSARÁ
DO MILHÃO DE ESPECTADORES?

Na minha opinião, sim. Vi o filme — o terceiro longa do santista Afonso Poyart, diretor do superestimado “Dois Coelhos” e da frustrada produção norte-americana (estrelada por Antony Hopkins), “Presságio de um Crime” — e participei de movimentadíssima coletiva, no começo da tarde de ontem, em São Paulo, com o cineasta e seus atores (José Loreto, o “José Aldo”, Cleo Pires, Claudia Ohana, Paloma Bernardi, Jackson Antunes e Milhem Cortaz). A Black Maria, produtora de Poyart, associou-se à Paris Filmes e à O2 de Fernando Meirelles, e fez um filme que parece uma mistura de “Cidade de Deus”, com “2 Filhos de Francisco” e dramas sobre pugilistas (aqueles que saem da pobreza extrema até conhecer a glória). O filme não tem, claro, a mesma força de CDD, nem de 2FF. Mas convence como cinema popular e explora razoavelmente bem seus três eixos narrativos: a história de um manauara que deixa a Amazônia para vencer no Rio, sua relação mal resolvida com o pai (apesar do psicologismo de almanaque) e sua história de amor com Vivi, que viria a ser sua esposa. Poyares consegue ótimo (convincentes chutes e joelhadas voadoras) resultado nas lutas no octógono (filmadas com cinco câmeras), o elenco (preparado por Fátima Toledo) rende bem, as locações estão de olho no mercado internacional (a vista para o Atlântico a partir da Rocinha, onde Zé Aldo mora com Vivi, é turístico-deslumbrante e Santos e Heliópolis se passam, com louvor, por Manaus). Como o filme custou R$6,5 milhões, não havia grana para complexos deslocamentos até a Amazônia. Milhem Cortaz está ótimo (até minimalista!!!) como o treinador de Zé Aldo. E emociona ver ALDO BUENO, de “A Próxima Vítima” e “Boleiros” (Paulinho Majestade), interpretando Sabará, um negro bem-vivido e cheio de tiradas de humor. A trilha sonora tem Jorge Ben, Simonal, “Baby”, de Caetano, na voz de Gal. Parece saída de CDDeus. Aliás, o filme de Meirelles é homenageado abertamente com sequências na favela lideradas por Jonathan Haagensen. *** Na coletiva, um empolgado José Loreto derramava alegria. Já começou confessando: “Esta é minha primeira… — como é que se diz?? – “junket” (coletiva de imprensa seguida de maratona de entrevistas individuais com veículos selecionados). Quem, também, arrancou risos foi Jackson Antunes, que faz o gênero matuto tranquilo: “quando me disseram que a Fátima Toledo ia preparar o elenco, pensei: ‘ih, dizem que esta mulher dá choque, morde, prende a gente na sala, ai, ai”. E, com sorriso largo, admitiu: “Ganhei uma nova amiga, uma querida, ela é danada, uma tourona brava que deixa a gente a 120 volts na hora de filmar”.

+ AS MULHERES DE AREQUIPA:
POR JOSIMAR MELO:
Não costumo ler colunas, nem matérias, culinárias. Mas, dia destes, remexendo jornais, encontrei coluna com o seguinte (e sedutor) título “As Mulheres de Arequipa” (FSP, 26-05-16).
Como sou feminista juramentada e muito interessada (sem trocadilho) pelo Peru — (se a matéria for sobre o chef Gastón Ascúrio, cujos restaurantes visitei em Lima, abro exceção) — resolvi ler. Que texto delicioso, inteligente, original. Adorei e recomendo. E leiam, também, o magnífico perfil que Vargas Llosa, nascido em Arequipa-Peru, escreveu sobre Gaston Ascúrio e que saiu no Estadão, alguns anos atrás.

+ ARTIGO DE ANTONIA PELLEGRINO
& TRUPE DO BLOG “AGORA É QUE
SÃO ELAS” (UOL): HOJE, 07-06-16, NA FOLHA

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