BILHETERIAS BRASILEIRAS +
ENTREVISTAS DO PASQUIM NO
CANAL BRASIL + TUNGA NO ARTE 1

+ BILHETERIAS BRASILEIRAS

**BILHETERIAS
BRASILEIRAS

Fonte: Boletim Filme B
Data: 08-06-16
Assinaturas: filmeb

ESTREIAS:

Uma Loucura de Mulher…………………..52.265
O Outro Lado do Paraíso…………………….1.359
Campo Grande…………………………………….1.331

CONTINUAÇÕES:

Nise, o Coração da Loucura………………..133.047
Espaço Abramovich………………………………10.605
Ponto Zero………………………………………………4.176

*****Um final de semana com muito frio no Sudeste (São Paulo está gelada) e no Sul. Bilheterias fracas. Até para blockbusters norte-americanos. O filme sobre a Doutora NISE, em sua sétima semana em cartaz, teve queda significativa. Mas continua em 32 salas (não em todos os horários). E com média de espectadores — 140 por sala — melhor que a de filmes recém-estreados. **** O filme de Roberto Berliner conseguiu o que poucos filmes brasileiros conseguem: sair do gueto cultural, ou seja, dos espaços dos cadernos dois. Semana passada, o filme motivou execelente coluna de duas páginas, da articulista política Maria Cristina Fernandes, no Valor Econômico, e artigo na Revista da Fundação Fiocruz-Rio. Em sete semanas em cartaz, o longa ficcional conseguiu público similar ao do espanhol TRUMAN, com Ricardo Darín e Javier Cámara (este com 134.236, em
cartaz há oito semanas).

*****Artigo sobre o livro de
Luiz Bernardo Pericás:
NOVA BIOGRAFIA
DE CAIO PRADO JR
No Brasil de Fato

https://www.brasildefato.com.br/2016/06/06/nova-biografia-de-caio-prado-junior-poe-luz-em-sua-militancia-comunista/

+ NESTA QUARTA-FEIRA,
DIA 8: ABERTURA DO
“OLHAR DE CINEMA” – FESTIVAL
INTERNACIONAL DE CURITIBA

+ LÍRIO FERREIRA
DIRIGE DVD DO RAPPA
(AMBIENTADO NA MAGNÍFICA OFICINA BRENNAND):
O Segundo Caderno de O Globo (ontem, 06-06-16) dedicou ótima matéria ao DVD do grupo de Marcelo Falcão, salpicada com ótimas (e divertidas) declarações do ultra-bem-humorado Francisco Brennand, que caminha para seus bem-vividos 90 anos.

+ LIVRO SOBRE A
GERAÇÃO MARIA ANTONIA:
Recomendação doméstica: Confiram, no Caderno 2,
do Estadão (06-06-16), resenha que Luiz Fernando Zanin
Oricchio escreveu sobre “Um Mundo Coberto de Jovens”

*******OLHAR DE CINEMA 2016 –
Festival Internacional de Cinema de
Curitiba inicia, nesta quarta-feira,
8 de junho, sua quinta edição. Na competição,
dez longas, sendo 3 brasileiros, um chileno,
um paraguaio (co-produzido pela Holanda,
Chile e Quatar), um italiano, um francês, um
chinês, um canadense (co-produção com
a Alemanha) e um austríaco.

+ CINECEARÁ 2016 – ANO 26
A vigésima-sexta edição do
Festival de Cinema Ibero-Americano de Fortaleza começa no próximo dia 16 de junho. Além de mostra competitiva com filmes ibéricos, haverá homenagem ao México, com exibição de 22 longas-metragens aztecas: de clássico de Buñuel a filmes contemporâneos, passando por Ripstein, Iñarritu, Reygadas e Escalante. (A seleção me parece, numa primeira olhada, boa, mas senti falta de filmes dirigidos por mulheres!!!)

+ CIA DO LATÃO – O PÃO E A PEDRA

(MINO CARTA X MARIO SERGIO CONTI)
Só ontem consegui tempo para ler a novíssima Carta Capital. Já na coluna de Mino Carta, levei um susto: ele abriu box para criticar texto que Mário Sérgio Conti escrevera, na Folha, sobre a peça “O Pão e a Pedra”, nova montagem da Cia do Latão (em cartaz de quinta a domingo, no TUSP Maria Antônia). Razão de suas restrições: destaque dado por Conti a um ponto temático da montagem (que dura 2h40, contando o intervalo): Lula teria, por dois dias, “abandonado” seus colegas metalúrgicos, num dos momentos mais difíceis da Greve de 1979… Este ponto também foi tema das conversas que mantivemos, um grupo de seis amigos, que fomos juntos ver a peça, na chuvosa noite do último sábado. Mas o (ao episódio) vimos como parte de um texto complexo, que trabalha ambiguidades, mostra divergências entre intelectuais (que foram ajudar a Greve dos PEÕES) com os (religiosos) metalúrgicos, etc, etc. Num determinado momento, críticas são feitas ao líder Lula e alguém lembra que ele, sim, conseguia colocar 50 mil operários no Estádio de Vila Euclides… Das atitudes tomadas por Lula — todos sabemos (e quem leu o livro de Denise Paraná sabe mais ainda) — a polêmica sempre fez parte. Me lembro que, nos meus anos de estudante na UnB, alguns amigos (inclusive e, principalmente, jornalistas) insinuavam que ele era uma liderança “cultivada por Golbery” para esvaziar a verdadeira “força revolucionária” do segmento até então hegemônico na esquerda brasileira (o PCB), etc, etc. No último domingo, nas duas páginas dedicadas por O Globo ao quinto e derradeiro livro de Elio Gaspari sobre a Ditadura implantada em 1964, está registrado o seguinte diálogo/trecho (ilustrado com o metalúrgico Lula, em foto de 1981):

“– Você poderia relacionar as
autoridades (com) quem você falou?

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