*
**** O PÃO E A PEDRA e A ÓPERA DOS VIVOS, DOIS GRANDES
MOMENTOS DA TRAJETÓRIA DA CIA DO LATÃO.

+ FREENET + CHICO CESAR +ANDRÉ SINGER
+ CINE LATINO AMERICANO, BILHETERIAS

Rô Caetano
Maria do Rosário Caetano
Blog: www.almanakito.wordpress.com

+ FREENET + ANDRÉ SINGER

+ O PÃO E A PEDRA
+ CHICO CESAR

+ PASSAPORTE PARA OSASCO + CINE LATINO-AMERICANO (BILHETERIAS)

+ REVISTA DE CINEMA 129

+ OLHAR DE CINEMA –
FESTIVAL INTERNACIONAL DE

CURITIBA

+ CINECEARÁ

HOMENAGEIA CINEMA MEXICANO

+ CINEOP (CINEMA & MEMÓRIA) HOMENAGEIA EDUARDO COUTINHO E FRANCISCO SERGIO MOREIRA

+ FAM FLORIPA

+ GUARNICÊ DO MARANHÃO

*********SÃO

SEBASTIÃO

DO RIO DE

JANEIRO:

fui ver ontem este documentário carioca (no Itaú Frei Caneca, em S. Paulo) e havia público até significativo. Dizem que no Rio está indo muito bem. Texto de Carlos Haag. Na equipe de realizadores, nomes como os de Pedro Urano, Antonio Luiz Mendes, Luís Abramo…. Dois melhores momentos (ambos musicais): a entrada de “Estácio”, na voz de Luiz Melodia, e a sequência do depoimento de Nei Lopes. Não acho que o filme esconda a questão das favelas trocando-as por cartões postais e postura chapa-branca. Para mim, o problema é o excesso de panorâmicas da cidade e a ênfase TOTAL em prédios, avenidas, viadutos, calçadões, etc, deixando o uso que os cidadãos fazem destes espaços em último (e olvidado) plano. Num raro momento, este sim, pertinente, vemos o uso que a população faz do Piscinão de Ramos. Há bons depoimentos de arquitetos e urbanistas. O Rio é mesmo uma cidade lindíssima (o que é aquela Pista Claudio Coutinho, senão um portal do paraíso??) … Mas, registre-se, tem uma das catedrais mais feias do país, quiçá do mundo!!! O filme de Juliana Carvalho merece, apesar de alguns pesares, ser visto.

+ O PÃO E A PEDRA
(CIA DO LATÃO):
SESSÃO LOTADA, EM SÃO PAULO,
NO TUSP MARIA ANTONIA, COM
FILA DE ESPERA, NO SABADO.
Que surpresa maravilhosa. Chovia torrencialmente e o teatro paulistano estava lotado.
O belo casarão da USP na Rua Maria Antônia estava tomando por muitos jovens.
Na bilheteria (o ingresso custa apenas 20 reais) recebemos o programa da montagem do Latão, o mais brechtiano dos grupos teatrais brasileiros. Na primeira página, o poema Operário em Construção, de Vinícius de Moraes. Dentro, alguns textos sobre a montagem, comandada por SERGIO CARVALHO…. e consistente BIBLIOGRAFIA e FILMOGRAFIA. Na Cia do Latão é assim: teatro, pensamento e reflexão andam sempre juntos. Eu que sou interessadíssima pela FILMOGRAFIA das greves (do ABC Paulista em especial) me surpreendi com a presença de um título que desconheço: “1968: Memórias de uma Luta” (produção de 2008), do SINDMETAL OSASCO.
A bibliografia começa com Ricardo Antunes (“A Rebeldia do Trabalho – O Confronto Operário no ABC Paulista: As Greves de 1978/80”) passa por 22 livros (destaque para MARCELO “Ação Popular: Cristianismo e Marxismo” RIDENTI, in “Histórias do Marxismo no Brasil”, e A NOITE DOS PROLETARIOS, de Jacques Rancière) e chega a Tin Urbinatti (Poões em Cenas). O destaque ao estudo de Marcelo RIDENTI é mais que necessário, pois a questão da religião no meio operário é essencial na estrturação da montagem da Cia do Latão. Depois da peça, passamos, um grupo de seis amigos, que assistimos juntos a O PÃO E A PEDRA, conversando longamente sobre a montagem. Que dura 2h40 (incluindo intervalo de 15 minutos). Quanto mais falávamos, mais descobríamos o quanto a peça nos tocara. Em casa, já de madrugada, reli o belo texto que MARIO SERGIO CONTI dedicou à montagem da Cia do Latão, na terça-feira (31-05-16), no primeiro caderno da Folha de S. Paulo.
Destaco aqui, no Almanakito, os filmes vistos
por Sérgio Carvalho e sua trupe, para
preparar O PÃO E A PEDRA:
ABC da Greve (Hirszman)
Peões, Eduardo Coutinho
A Greve, Sergei Eisenstein
Greve!, João Batista de Andrade
Santo e Jesus Metalúrgicos, Khans & Ferraz
TrabalhadorAs MetalúgicAs, Tapajós & Olga Futema
Os Companheiros, Monicelli
A Classe Operária vai ao Paraíso, Elio Petri
E, claro, “1968: Memórias de uma Luta”

+ HOJE TEM
“A BATALHA DA
MARIA ANTONIA”,
DE RENATO TAPAJÓS,
NO CANAL CURTA!

*** EXCELENTE COLUNA
DE ANGELA ALONSO,
HOJE, NA FOLHA,
SOBRE FEMINISMO
(NA ILUSTRISSIMA):
LEITURA OBRIGATORIA

********UN GALLO CON
MUCHOS HUEVOS:
ANIMAÇÃO MEXICANA
QUE VENDEU MAIS
DE 4 MILHÕES DE INGRESSOS
E É FINALISTA AOS PREMIOS
PLATINOS EM SUA CATEGORIA

****CINEJORNAL
(CANAL BRASIL)
****Se der, vejam, hoje,
17h30, CINEJORNAL,
no CANAL BRASIL,
pois haverá matéria especial de
PEDRO BUTCHER sobre Cannes
e Aquarius (este filme já
foi vendido para 50 países).

**E não percam
CAMPO GRANDE
(+ SINFONIA DA NECRÓPOLE)
e o francês TUDO SOBRE VINCENT.
E, claro, o magnífico e imprescindível
O BOTÃO DE PÉROLA, de Patrício Guzmán (CineSesc).
Aliás, o filme será tema de debate no mesmo CineSesc,
nesta quarta-feira, dia 8, às 20h30. Como
não estarei em Sampa,
quero assistir ao debate pela internet!!!!!!

*******FREENET:
FILME SOBRE A
DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO
À INTERNET NO PROJETO
CINE DIREITOS HUMANOS

**Estranhei, ontem, a
ausência (sem justificativa)
da coluna de ANDRÉ SINGER, NA
FOLHA DE S. PAULO.
Alguém sabe a razão?????

**CEZAR VERONESI, STROMBOLLI, VULCANO,
ROSSELLINI, MAGNANI E INGRID BERGMAN

+ CHICO CESAR: CANÇÃO PARA JOVENS

+ CINE LATINO AMERICANO, BILHETERIAS: “UN GALLO CON MUCHOS HUEVOS”: ANIMAÇÃO MEXICANA VENDEU MAIS DE 4 MILHÕES DE INGRESSOS E É FINALISTA AOS PREMIOS PLATINOS EM SUA CATEGORIA

+ OUTRO FILME MEXICANO — ¿Qué culpa tiene el niño? — ESTÁ
BOMBANDO. MATERIA DO JORNAL EL PAÍS FALA DE
“La receta del churro mexicano” — Cultura | EL PAÍS

Na última quinta-feira, assistindo (no Canal Arte 1) ao documentário
sobre Stromboli e Vulcano + Rossellini, Magnani e Bergman, lembrei-me
do cinéfilo CEZAR VERONESI (ver notas abaixo, vindas dele), pois nos
conhecemos no Cine Espaço Augusta 3, numa MOSTRA SP,
alguns anos atrás, quando da exibição deste filme??

Meus caros,

POR CEZAR VERONESI
Assisti ontem Chico César (que não pode tocar porque caiu da bicicleta) no Sesc Belenzinho, em mais uma apresentação de seu poético e dançante ESTADO DE POESIA (do disco homônimo).. Apesar da chuva, a plateia estava lotada. E em cada poltrona havia uma folha com a letra de uma música inédita,
O MEL DA MOCIDADE, para a plateia a acompanhá-lo. no protesto contra o nosso aprendiz de presidente:

O MEL DA MOCIDADE
(letra e música: Chico César)

Os estudantes são lindos
Os estudantes estão vindo
Inda mais belos que antes
Os estudantes dão flores
Que animam os professores
E fazem parar os passantes
Dezenas centenas milhares
Espalham com seus celulares
Os beijos que dão em seus pares
O que aos soldados parece irritante

Os estudantes são fortes
Não temem o carro da morte
E os gritos dos comandantes
Sabem que são viajantes
E vão inventando o destino
Que é como eles menino
E muda a todo instante
Sabem que são estudantes
E isto é dar vida aos desejos
Mais puros e inquietantes
Sabem que em seus restaurantes
Merenda não cai do espaço
Sabem que régua e compasso
São o braço dado do amigo
E nesse abraço antigo
Eu peço comigo você cante:

O mel da mocidade
É o fel dos governantes
Melhor ocupar a cidade
Escolas ruas palácios
Jardins praças espaços
Pra tornar as mentes pensantes
Mostrar que são meliantes
Os assaltantes do futuro
Que fazem o presente tão duro
Pra vida dos estudantes

O show acontece ainda neste sábado (04.06) e há ingressos no mezanino.

********Na quinta vi a Gal (em cartaz até domingo, 05.06) no Pinheiros, no show do disco ESTRATOSFÉRICA. Não paro de ouvir o disco desde que foi lançado há um ano, mas não tinha visto o show. Ela está ainda melhor do que no disco: solta, leve, a voz perfeita e, pasmem!….FALANTE, como nunca a vi em show nenhum. Apresentando seus músicos, disse que quando ouviu pela primeira vez o Guilherme Monteiro (guitarrista e violinista) tocar pensou: “o que que eu podia fazer? Deitei e gozei!”. E no bis cantou: “MEU NOME É GAL, tenho 70 anos e procuro um rapaz que seja o tal…”

A luz do espetáculo é toda futurista, com efeitos de canhões que remetem à estratosfera, a discos voadores (ela canta logo no início NÃO IDENTIFICADO), o som hard da guitarra e do contrabaixo é reforçado pela luz vermelha de PÉROLA NEGRA, aí ela fica sozinha no canto do palco com uma luz verde prismática cantando ACAUÃ e etc. e etc., tudo em contraste com o figurino único do show, um vestido com flores em tom art nouveau (na proustiana “cor da malva” com umas sugestões de um rosa-rubi esmaecido) e um sapato vermelho. O vestido é cheio de babados e eu fantasiei pensando: que lindo contraste, esse vestido meio São João e a luz e o som futurísticos. Errei feio: um amigo me disse que o vestido custou uma fortuna e é um Gucci que ela arrematou num lançamento de coleção na Europa! Coisas da Gal, tropicalmentestratoférica! césar

****************PASSAPORTE

PARA OSASCO
Documentário de

Rui de Souza, 90 minutos.
Produção do Centro Cineclubista

de São Paulo,
Cineclube Alto do Farol e

Kinopheria (Osasco-SP)
Assisti, em DVD, ao documentário de longa-metragem “Passaporte para Osasco”, dirigido por Rui de Souza. O realizador, que contou com o apoio da Comissão Municipal da Verdade (do município paulista), é claro em seus propósitos: “Este
filme é fruto de anseio de vários artistas, intelectuais e operários. Aborda a ‘geração 1968’ na cidade. Notadamente a greve de Osasco de julho daquele ano. É também uma singela homenagem a José Ibrahin (1947-2013 ) e seus amigos/companheiros“.
E é isto que ele faz, apoiado em dezena de depoimentos de militantes políticos, protagonistas da Greve de Osasco (1968). Inclusive e, principalmente, o de José Ibrahim, morto há dois anos. Como o filme foi realizado ao longo de muitos anos, Rui e seu fotógrafo João Luiz de B. Neto foram gravando testemunhos. Os melhores são os de Antonio Roberto Spinosa e Roque Aparecido, pois temperados com humor. Ibrahin também têm muito o que dizer, embora o faça sem a pulsão de vida que deve ter marcado sua agitada juventude. Completam a longa narrativa (que por fixar-se praticamente só no recurso do depoimento, às vezes cansa) os testemunhos de duas mulheres — Risiomar Fasonaro e Helena Pignatari Werner, esta, professora e autora de livro sobre as greves operárias de Osasco) — José Groff, João Joaquim Silva, Inácio Pereira Gurgel… Raras imagens (dos corpos de Lamarca e Zequinha mortos, de fotos e manchetes de jornal) tentam (mas são insuficientes) quebrar a repetição de testemunhos dados em super-close. Quando o filme começa, nos animamos. Um jovem Ibrahin aparece em uma loja masculina, na França, falando francês fluente com o rapaz que o atende. Ele prova ternos, pois, anistiado, regressará ao Brasil (1979). O sindicalista dá a entender que não é chegado em ternos, mas que faz questão de desembarcar no Brasil envergando um. Por que?, quer saber o jovem francês. “Porque dizem que os guerrilheiros são terroristas, marginais. Quero mostrar que não somos”. Dá-se um corte temporal e vemos a ‘”geração osasquense de 1968″ já grisalha, passados quase 50 anos. Ibrahin tinha 21 anos na época das greves e da prisão. E conta história impressionante sobre desejo de suicidar-se pulando de um viaduto paulistano, a que seria conduzido pelas forças repressivas, empenhadas em prender “novos subversivos” (ele fornecera um “ponto” falso). Outro bom momento do documentário vem de depoimento de Spinosa, sobre o jornal NP (Notícias Populares), o mais lido pelos sindicalistas: o NP vivia de crimes sensacionalistas, mas era o veículo que fazia “a melhor cobertura das lutas sindicais de nossas bases”. E a cobertura de crimes, a maioria protagonizada por personagens ficcionalizados (a loura-fantasma, o bebê-diabo, o bode estuprador) só fazia aumentar o estigma sobre a cidade. As apelativas capas-manchetes do jornal são mostradas para ilustrar o que diz o militante. Os outros depoimentos são apenas corretos.

***QUEM QUISER
programar o filme em
seu cineclube ou centro cultural
deve entrar em contato com
RUI DE SOUZA
pelo e-mail: rsouza08.
Ou consultar o blog:
netodohumbertomauro.blogspot.com.
Ou contatar o distribuidor do filme, o cineasta
e cineclubista Diogo Gomes dos Santos:
diogo_gomescn

POR RUI DE SOUZA:

Rô,
Te conto primeiro que como levei muito mais de uma década para produzir o Passaporte para Osasco, “foi natural” que seguisse as lições de Glauber, Sganzerla, ou de vivíssimos — principalmente Silvio Tendler — no período anotar em vários cadernos (digitais ou não) muitas coisas que surgiram (claro, principalmente pesquisas). Logo, será igualmente não só prazeroso, mas muito relevante se conseguir daqui prá frente torná-los públicos. Que, como as mais de dez horas de captação das entrevistas que foram excluídas no corte final, podem perfeitamente formar Extras, ok?
Quanto às correções

de nomes solicitados por você
seguem abaixo, junto com outras informações:

1- O Centro Cineclubista de São Paulo e Cineclube Kinopheria, em Itaquera, São Paulo, foram fundados em 2003.
2- O Cineclube Alto do Farol foi fundado em 2005 por nós aqui em Osasco.
3- Os nomes corretos de alguns entrevistados: Antonio Roberto Espinosa, José Ibrahim (segundo a doutora Mazé Torquato Chotil no seu livro (estou lendo) que acabou de lançar em Osasco, “Trabalhadores Exilados – a saga dos brasileiros forçados a partir (1964 – 1985)” Ed. Prismas. E que levou uma cópia do filme para Paris), Risomar Fasanaro e Roque Aparecido da Silva.
4- Ouso lhe dizer que (boa parte d)os depoimentos podem ser “apenas corretos”, mas não só em relação a Osasco mas “ao mundo inteiro”, a Greve de Osasco e a Geração 68 daqui (de SP enfim) ainda merecem muito destaque! Porque você bem sabe que os Anos de Chumbo carecem de muito estudo, a exemplo de outros países…
5- Contatos podem ser feitos
direto comigo: via rsouza08@yahoo.com.br,
11 9 8917-4783 e
netodohumbertomauro.blogspot.com
Bjs, Rui

***Ontem vi O PÃO E A PEDRA,
da Cia do Latão. TUSP Maria Antonia
estava lotado, com fila de espera.

****O SUCESSO
DOS “CHURROS”
MEXICANOS (caso de QUE
CULPA TEM O MENINO?)***
AMIGOS MEUS NO MEXICO,
ARGENTINA, COLOMBIA
E CHILE ESTAO ME
AJUDANDO A MONTAR
UMA TABELA COM
AS MAIORES BILHETERIAS DE SEUS PAÍSES.
*******
JORGE SANCHEZ,
DIRETOR DO IMCINE, CÔNSUL,
PRODUTOR (SOCIO DE GABO
NA AMARANTA FILMES)
e meu amigo querido,
Me manda hoje deliciosa matéria do EL PAIS sobre os
churros (cinematográficos) mexicanos. E ele e sua equipe
já me mandaram os dez mais. ASSIM como minha amiga
NANCY CAGGIANO, DA ARGENTINA. Bjs Rô

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***
*****UN GALLO CON MUCHOS HUEVOS: ANIMAÇÃO
MEXICANA VENDEU MAIS DE 4 MILHÕES DE INGRESSOS
E É FINALISTA AOS PRÊMIOS PLATINOS EM SUA CATEGORIA

******OUTRO FILME MEXICANO

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