*********CINE PE 2016 – ANO XX — FEST RECIFOLINDA — Eduardo Souza Lima (UMA BOLA PARA SEU DANAU), Paloma Rocha (GRAMATYKA), a atriz Brenda Lígia Miguel e o diretor Luiz Rodrigues Jr (DIVA) participaram do último debate das mostra PERNAMBUCO E BRASIL de Curtas-metragens da vigésima edição do Festival. A equipe do concorrente OS FILMES QUE MORAM EM MIM (Caio Sales) não pôde participar do debate. ****** EDUARDO SOUZA LIMA explicou sua opção pela comédia “documental” e reafirmou sua alma proletária ao enaltecer os feitos de trabalhadores da Fábrica de Tecidos Bangu, liderados pelo escocês THOMAS DONOHOE, o Seu Danau. Eles teriam introduzido o futebol no Brasil, em 1894, cinco meses antes do burguês paulistano, de origem também escocesa, Charles Miller. O filme, de menos de sete minutos, é protagonizado pelo ótimo comediante MARCO PALITO e constitui-se em um canto de amor ao imenso bairro carioca de BANGU, de 400 mil habitantes. “Só falam de BANGU”– protestou o cineasta — “para lembrar que ele é o bairro mais quente do Rio”. Além do mais, tornou a protestar com seu imenso bom humor, “já passou da hora de mostrar que o Rio de Janeiro não se resume à Zona Sul e ao centro”. Para dar seu recado, EDUARDO Souza Lima, o ZeJosé, recorreu a ousado plano (captado com uso de drone) responsável por imensa passagem de tempo (“adoro ficção científica”) levando a narrativa do final do século XIX para o século XXI e descortinando a velha fábrica de tecidos, hoje transformada em shopping-center. Ainda este mês, o filme concorre no CINEFOOT, festival que une Cinema & Futebol, comandado por Antônio Leal. ******PALOMA ROCHA, filha de Glauber e de Helena Ignez, participa do CINE PE com seu primeiro curta de ficção. Na verdade, um ensaio poético-sensorial de grande beleza. Três atrizes-bailarinas — ALDA MARIA ABREU, MAURA BAIOCCHI E HELENA IGNEZ — enchem a tela com seus corpos, magnificamente fotografados pelo craque GUSTAVO HADBA, ao som de Villa-Lobos, Naná Vasconcelos e Lívio Tragtenberg. Paloma, que é também atriz, produziu com recursos próprios este curta de quase 15 minutos, espécie de “ensaio geral para o longa-metragem MAR ABERTO, que ela está preparando. O cenário do filme, que se inicia com uma mulher (Alda Abreu) presa às sombras de uma caverna, nos arremessa a um mundo onírico e ancestral. Mas tudo foi filmado, em um único dia, no PARQUE LAGE, na zona urbana do Rio de Janeiro. Ou seja, no belo parque que serviu de cenário para “Terra em Transe”, de Glauber Rocha, e “Macunaíma”, de Joaquim Pedro. Só que PALOMA deixou a mansão de lado e inseriu sua personagem nas cavernas que fazem parte do complexo natural que circunda o antigo casarão da Família Lage. ******BRENDA e RODRIGUES falaram da parceria em DIVA. Neste curta pernambucano, de quase 16 minutos, ela interpreta duas (três?) personagens: Elena Costa, uma atriz que se prepara para fazer um teste, a trágica Medéia, do teatro grego, e a Diva, representação simbólica do poder da interpretação. BRENDA lembrou que estava grávida, quando fez DIVA e tal circunstância a deixou ainda mais sensível aos embates entre atriz e personagem. ***** MAIS FLASHES SOBRE O CINE PE, NO ALMANAKITO.

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