*******CINE PE 2016 – FEST RECIFOLINDA — A atriz paraibana Marcélia Cartaxo foi a ausência mais sentida na quinta noite da mostra competitiva de curtas-metragens do CINE PE. Afinal, ela está no elenco de MARIA, da pernambucana CAROL CORREIA (na foto, ao centro) e dirigiu o mais belo e sólido dos curtas ficcionais apresentados até agora no festival, REDEMUNHO. Baseado em conto homônimo de Ronaldo Correia de Brito (do livro FACA), o melhor filme da atriz — ausente por causa das gravações da novela VELHO CHICO — mostra que a “Macabeia” de “A Hora da Estrela” resolveu mesmo apostar em duplo oficio. Neste trágico mergulho num sertão arcaico, onde mãe e filho se auto-destroem, Marcélia, finalmente, abriu mão de ser atriz e só cuidou da direção. O que não fizera nos curtas anteriores (“Tempo de Ira” e “De Lua”, ambos protagonizados e dirigidos por ela. O primeiro, em parceria com Gisella de Mello). Tudo indica que o filme da realizadora paraibana e o o capixaba DAS ÁGUAS QUE PASSA, de DIEGO ZON, são os mais fortes candidatos ao CALUNGA de melhor curta. Marcélia se fez representar, em Recife, pelo produtor HELENO BERNARDO e o argumentista BERTRAND LIRA (os dois com a camiseta do CINE PE). O documentário GOSTO DE CARNE, dos pernambucanos Álvaro Severo (de laranja) e Everton Maciel (de barba) é uma feroz denúncia das terríveis condições de matadouros de gado bovino nos municípios interioranos do país. No palco do Cine São Luiz, a dupla avisou que fizera um filme para “tirar o público de sua zona de conforto” e mostrar em que condições é produzida a carne que saboreamos em restaurantes os mais diversos. **** MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O CINE PE NO ALMANAKITO.

Enviado do Ipad de Rosário

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