*******************CINE PE 2016 (RECIFOLINDA) –
DOIS CURTAS CAPIXABAS — DIEGO ZON (de branco) e o colega GUSTAVO MORAES representam, na vigésima edição do CINE PE, o cinema do Espírito Santo. Na noite de ontem, 4 de maio, ZON apresentou ao público recifense, o belo DAS ÁGUAS QUE PASSAM, documentário sensorial, exibido em fevereiro último, no Festival de Berlim. O jovem realizador contou, no debate do filme, que seu documentário teve quatro sessões durante o festival alemão e que, numa delas, realizada num cinema de bairro, uma senhora perguntou que praia brasileira era aquela, se ficava muito distante do Rio de Janeiro, pois estava deserta. DIEGO ZOM explicou que filmara a vida de um homem que sobrevive da pesca artesanal no RIO DOCE. Rio que desagua no Oceano Atlântico justo na região onde ele nasceu. Uma região de restingas, área de preservação ecológica, defendida da especulação imobiliária (várias tentativas de construção de resorts no local foram barradas). Mas que, meses atrás, o rio sofreu o impacto do trágico vazamento em mineradora de MARIANA-MG. Por causa da poluição gerada pelo desastre, os pescadores da região estão vivendo com ajuda financeira paga pela Samarco, à espera de dias melhores. O filme, o que mais elogios ganhou, até agora, na competição do CINE PE, acredita na potência da imagem e faz da natureza e da luta de um homem, um pescador artesanal, suas forças-motoras. Gustavo Moraes, colega de Diego Zon, compete no CINE PE com um curta ficcional, “+1BRASILEIRO “. ******MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O CINE PE 2016 NO ALMANAKITO.

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