***************CINE PE 2016 MOSTRA LONGA
RODADO NO LAJEDO DE PAI MATEUS (PB)

+ BOA IDEIA DE BRUNO SÁFADI (IMPRENSA PERNAMBUCANA)

+ FARO POR RICARDO ELIAS (MANO BROWN)

+ NA CARTA CAPITAL: TITÓN, POR JOSÉ GERALDO COUTO

+ COM GUIDO ARAUJO, NAS GRAVAÇÕES DE “O SENHOR DAS
JORNADAS”, DE JORGE ALFREDO (Foto de José Araripe Júnior)

******* CINE PE 2016 – Começa hoje a mostra competitiva do CINE PE – Festival do Audiovisual de Pernambucano, em Recifolinda. O filme escolhido para a noite inaugural, “Por Trás do Céu”, de Caio Soh, foi rodado na Paraíba, em especial no Lajedo de Pai Mateus, conjunto rochoso do sertão paraibano, que há anos apaixona cineastas como Júlio Bressane (São Jerônimo, Garoto), Guel Arraes (Auto da Compadecida, Romance) e Marcelo Gomes (Cinema, Aspirinas e Urubus). Estão em Recife, para representar o filme, além do diretor, os atores Nathalia Dill e Renato Góes. O Lajedo do Pai Mateus integra o projeto ROLIÚDE NORDESTINA, que tem na cidade de CABACEIRAS sua matriz.

****** CINE PE E BRUNO SÁFADI (IMPRENSA PERNAMBUCANA) — Os jornais locais deram boa cobertura ao Festival. O Diário de Pernambuco deu ótima capa do caderno cultural, assinada por Júlio Cavani. O repórter e cineasta destaca, com ricas informações, os principais concorrentes. No Jornal do Comercio, Ernesto Barros assina matéria também excelente. Foca no filme de hoje à noite, o de Caio Soh, entrevistando seu produtor, o estreante na ficção de longa-metragem, Denis Feijão (o mesmo de Raul, o Início, o Fim e o Meio). Hugo Viana, substituto de Luiz Joaquim na Folha de Pernambuco, destaca na coluna “Câmara Clara”uma interessante ideia do cineasta e produtor BRUNO SAFADI. O diretor de “O Prefeito”, um dos seis filmes da mostra competitiva do CINE PE, conta que não conseguiu brecha no mercado exibidor para EDEN, corajoso longa-metragem de sua autoria, protagonizado por LEANDRA LEAL. Seus argumentos — que nos levam a refletir sobre este momento em que os filmes brasileiros, em sua maioria, conseguem poucos horários (quando conseguem) — têm substância: “o preço do ingresso (cobrado para se ver uma produção nacional) é o mesmo” de um blockbuster norte-americano. Os mesmos espaços e horários são (em tese) disputados.
— Estamos brigando, diz Bruno, não com estes filmes, e sim com os outros independentes nacionais. Não tem como fazer publico com ingresso a R$30,00 ou R$35,00, com um filme que não tem publicidade, exibido as 14h00, em cartaz por 2 ou 3 semanas”. FRENTE A ESTE QUADRO, conta Hugo Viana, o diretor SAFADI encaminhou sugestão à ANCINE: apostar num circuito alternativo, que some forças do Governo Federal com governos estaduais e municipais
— “Se já tivéssemos 100 salas universitárias, federais, públicas, com ingresso mais barato, com filmes em cartaz por mais tempo, teríamos um escoamento maravilhoso”.

******* FARO & ELIS, POR ELIAS (MANO BROWN) — Reservei minha noite, ontem, em Salvador, para assistir ao programa especial, dirigido pelo cineasta RICARDO ELIAS, sobre FERNANDO FARO, o Baixo, para a TV Cultura. Belo programa. Durante 60 minutos, Chico César, João Marcelo Bôscoli, Simoninha, Fernanda Coza, Tobias, Lô Borges, Filipe Cato (é assim que se escreve??), entre outros, falaram sobre a importância de FARO e seu programa ENSAIO na vida deles. O ENSAIO de ELIS (Regina) foi eleito o mais emocionante, o mais impactante, o que ficou na memória afetiva de muitos dos entrevistados. Trechos dos programas de Cartola, Cyro Monteiro, Chico Buarque, Tom Jobim, Caetano, Martinho da Vila, Criolo e muitos mais enriqueceram a emocionada narrativa. RICARDO ELIAS só cometeu um pecado: deixou de fora MANO BROWN. Por que o rapper paulistano seria fundamental ao programa? Porque, ARREDIO À MIDIA TELEVISIVA (por ser muito crítico às suas práticas) ele nunca ficou zanzando por programas de auditório. Rejeitou programas importantes (parece que até o de Regina Casé, não por ela, mas por sua (dele) postura ética de não se apresentar na Rede Globo). BROWN e os RACIONAIS fizeram sua carreira sem Globo, SBT, Record, Band e assemelhados. Mas aceitou o convite de FARO. Foi ao ENSAIO. Esta informação, somada a um depoimento de BROWN e a um trecho do programa, fariam do especial da noite de ontem, melhor do que foi. Quem sabe RICARDO ELIAS faz um segundo programa, com MANO BROWN e outros artistas (foram quase 700) não localizados em tempo de aparecer na primeira homenagem?????

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