GARRINCHA, 7 + RADUAN & HATOUM
+ 7˚ CINEFOOT ANUNCIA A LISTA
DE CONVOCADOS 2016 ++ TEM PAYSANDÚ E ZEJosé
NO FESTIVAL + LIVRO DA CLARA ARREGUY

Rô Caetano
Maria do Rosário Caetano
Blog: www.almanakito.wordpress.com

********GARRINCHA, 7 (POR BOB WILSON, NO SESC-SP) + RADUAN NASSAR & MILTON HATOUM + 7˚ CINEFOOT ANUNCIA A LISTA DE CONVOCADOS 2016 +++++ TEM PAYSANDÚ E ZEJosé NO FESTIVAL + SALMA HAYEK NO VALOR ECONOMICO * CADERNO “EU” (ENTREVISTA A ELAINE GUERINI) + HOJE TEM “SOM DO VINIL”, NO CANAL BRASIL (21h30) + AMANHÃ, TEM CINEJORNAL (21h00) + DOMINGO TEM REPRISE DE “SAMBA NA GAMBOA” (20h00)

********7˚ CINEFOOT ANUNCIA
A LISTA DE CONVOCADOS 2016

Olá, Rô. Anunciamos a seleção dos filmes para as

nossas mostras competitivas do 7˚CINEFOOT.
Bjs Leal (21) 98111-8030

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********7˚CINEFOOT DIVULGA A SELEÇÃO 2016

www.cinefoot.org

23 filmes na disputa pela Taça

Cinefoot no Rio de Janeiro

O CINEFOOT, único festival de cinema de futebol do Brasil e pioneiro na América Latina, anuncia a sua relação de convocados para as mostras competitivas da sua sétima edição no Rio de Janeiro, que acontecerá de 19 a 24 de maio.

Ao longo da sua trajetória o CINEFOOTtransformou-se numa das maisimportantes plataformas de exibição da cinematografia mundial de futebol e recebeu em 2016 um número recorde de inscrições oriundas de diversos países: 162 filmes.

Para a Mostra Internacional Competitiva de Longa-Metragem foram selecionados 12 filmes, sendo 5 brasileiros e 7 internacionais vindos da Itália, Grã-Bretanha, Nepal, Argentina e uma co-produção Espanha/Zâmbia.

Entre os nacionais estão escalados “Paysandú 100 Anos de Payxão“, de Marco André e Gustavo Godinho; “Aspirantes“, de Ives Rosenfeld; “Barba, Cabelo e Bigode“, de Lúcio Branco, “Miller & Friedreich – As Origens do País do Futebol “, de Luiz Ferraz e “O Futebol“, de Sergio Oksman (co-produção Brasil/Espanha).

Foram convocados para a Mostra Internacional Competitiva de Curta-Metragem 11 filmes: 7 brasileiros e 4 internacionais. O selecionado brasileiro está escalado com curtas-metragens dirigidos por Eduardo Souza Lima (Bola para Seu Danau), Luiz Claudio Amaral e Fabio Penn (Paixão sem Tamanho), Caroline Neumann, Guilherme Agostini Cruz (Jogo Truncado), Jandir Santin (Paixão Nacional), João Ademir ( A Culpa é do Neymar), Pedro Asbeg (O Som das Torcidas/Juventus) e Lobo Mauro (As Crônicas de Riascos).A seleção internacional apresenta curtas da Itália, Grã-Bretanha, Austr&a acute;lia e França.

O CINEFOOT será realizado de 19 a 24 de maio no Cine Arteplex Praia de Botafogo, Ponto Cine e Cine Joia (Jacarepaguá e Caetés), o mais novo cinema a integrar o circuito CINEFOOT.

De 31 de maio a 4 de junho, está programada a já tradicional “PRORROGAÇÃO CINEFOOT“ no CCJF-Centro Cultural Justiça Federal, Cine Teatro Eduardo Coutinho e Cinemaison. Entrada franca em todas as sessões.

Na sua sétima edição o CINEFOOT celebra a camisa número 7, aquela que sustenta histórias memoráveis do futebol tão marcantes quanto à célebre “10”. Em todos os tempos na história do futebol mundial há um momento marcante envolvendo a camisa 7 para contar e celebrar. E o CINEFOOT levará para o cinema um conjunto de homenagens aos ariscos e talentosos personagens que envergaram este manto.

Confira a seleção:

RIO DE JANEIRO / MOSTRA COMPETITIVA DE LONGA-METRAGEM

1) Uma Maravilhosa Época Falida (Dir. Mario Bucci, Itália)

2) Gascoigne (Dir. Jane Preston, Grã-Bretanha)

3) Paysandú 100 Anos de Payxão (Dir. Marco André e Gustavo Godinho, Brasil)

4) Aspirantes (Dir. Ives Rosenfeld, Brasil)

5) Barba, Cabelo e Bigode (Lucio Branco, Brasil)

6) Miller & Friedreich – As Origens do País do Futebol (Dir. Luiz Ferraz, Brasil)

7) Sunakaly (Dir. Bhojraj Bhat, Nepal)

8) Shooting for Socrates (Dir. James Erskine, Grã-Bretanha)

9) Eighteam (Dir. Juan Rodriguez-Briso, Espanha/Zâmbia)

10) O Filho de Deus (Dir. Mariano Fernández e Gaston Giród, Argentina)

11) O Futebol (Dir. Sergio Oksman, Brasil/Espanha)

12) Nossos Filhos (Dir. Juan Fernández Gebauer e Nicolás Suárez, Argentina)

RIO DE JANEIRO / MOSTRA COMPETITIVA DE CURTA-METRAGEM

1) Dois Pés Esquerdos (Dir. Isabella Salvetti, Itália)

2) Espectadores (Dir. Ross Hogg, Grã-Bretanha)

3) Bola Para Seu Danau (Dir. Eduardo Souza Lima, Brasil)

4) O Ladrão do Troféu (Dir. Dave Edwardz, Austrália)

5) Paixão sem Tamanho (Dir. Luiz Claudio Amaral e Fabio Penn, Brasil)

6) Jogo Truncado (Dir. Caroline Neumann, Guilherme Agostini Cruz, Brasil)

7) Paixão Nacional (Dir. Jandir Santin, Brasil)

8) A Culpa é do Neymar (Dir. João Ademir, Brasil)

9) Som das Torcidas / Juventus (Dir. Pedro Asbeg, Brasil)

10) Na Lateral (Dir. Hortense Gélinet, França)

11) As Crônicas de Riascos (Dir. Lobo Mauro, Brasil)

www.cinefoot.org

********RADUAN NASSAR, MILTON HATOUM, CHICO BUARQUE, ANTONIO CANDIDO… LEIA O ARTIGO DE RADUAN NASSAR E A CRÔNICA DE MILTON HATOUM. A NOITE DA VERGONHA.

image2.jpeg*** DA SÉRIE
“PODEMOS SER
DERROTADOS” E
O BRASIL ASSISTIR A MAIS
UM GOLPE TRIUNFANTE.
MAS PERDEREMOS EM ÓTIMA COMPANHIA:
com RADUAN NASSAR,
MILTON HATOUM, CHICO BUARQUE,
ANTONIO CANDIDO, ROBERTO SCHWARZ,
MARILENA CHAUÍ, WALNICE NOGUEIRA
GALVÃO… ELES COM bolsonaros, cunhas e paulinhos da força…..
**********E
MANTENHAM UM ENCONTRO
COM A INTELIGÊNCIA
NESTES TEMPOS DE temer/temores:
ASSISTAM À ENTREVISTA
DE LUIZ FELIPE ALENCASTRO, DA
SORBONNE E FGV, NA Globonews. ****

*****LERAM, ONTEM, O EXCELENTE ARTIGO
DO ESCRITOR RADUAN NASSAR???

+ SEGUE, ABAIXO, A INTEGRA DA
COLUNA DE MILTON HATOUM
ESTADAO, 22-04-2016
TITULO: OS RATOS

*******COLUNA DE MILTON HATOUM

Querida Françoise:

Publiquei sua carta na última crônica, excluí os trechos pessoais, mas

deixei o desabafo político e os versos de Fernando Pessoa/Álvaro de
Campos. Alguns leitores pensam que inventei essa missiva, e uma
leitora bem-humorada escreveu: Françoise c’est toi.

Fiquei envaidecido de ser confundido com você, Françoise. Afinal,
somos amigos há uns 40 anos, e nessa amizade de quase meio século às
vezes a gente troca de identidade sem perceber. E também é verdade que
a verdade de um texto depende de cada leitor.

Há todo tipo de leitor: generoso, inquieto, compassivo, culto,
refinado, irônico, distraído… E há leitores loucos e furiosos, que
enviam mensagens tão agressivas que transformam as redes sociais em
comunidades de ódio, como disse certa vez Robert Fisk, grande
jornalista inglês, correspondente do Independent no Oriente Médio. São
tantos os impropérios, chère amie… Parece que a gente vive uma
guerra civil verbal, em que não há lugar para reflexões ou ideias, as
palavras somem na vala comum da cólera e do aniquilamento mútuos.

Você me perguntou sobre o discurso pretensamente político de uma
mulher a favor do impeachment de Dilma. Depois escreveu: “Li na
imprensa que essa mulher dizia palavras estranhas e fazia gestos
tresloucados com ares messiânicos de pastora em êxtase… Se fosse uma
boa atriz, seria uma cena pronta de um filme de Glauber Rocha nessa
pobre terra em transe”.

Nem sei quem é essa mulher, Françoise. O Brasil e o mundo estão cheios
de figuras patéticas, algumas pessoas parecem os antigos cristãos do
Oriente (“les fols en Christ”, como vocês dizem na França). E quando a
religião se imiscui na política, tudo fica mais perigoso… Na última
carta, você citou os crimes do grão-pastor, CEO da empresa Jesus.com,
uma famosa exportadora de enlatados que investe em bancos suíços. É
verdade que esse presidente do Congresso escarnece a Nação e o Supremo
Tribunal Federal? Sim, Françoise. Esse “delinquente” (palavra usada
pelo procurador-geral da República) já deveria ter sido cassado e
preso, e essa é a opinião quase unânime dos que são contra e a favor
do atual governo.

O que dizer da votação do impedimento da presidente? O ambiente do
Congresso Nacional era uma mistura de cassino com templo evangélico.
Deixo por menos as agressões à língua portuguesa, pois um analfabeto
ou ignorante pode ser um sábio. O mais grave foi a atitude
irresponsável, cínica e hipócrita da maioria dos ignóbeis, nada nobres
deputados. Enfim, nossa política é de uma baixeza inominável,
Françoise. A “Noite da Vergonha” culminou na saudação de um
coronel-deputado à memória de um torturador e assassino durante a
ditadura. Foi o momento explicitamente fascista da votação do
impeachment. Os que defendem a cultura democrática repudiam com
veemência essa impostura. É inaceitável que um deputado defenda
publicamente (e com ares de deleite sádico) a tortura e o assassinato
dos que combateram um regime totalitário.

Na verdade, o assunto desta carta é outro: Os Ratos. Já leu esse
romance do gaúcho Dyonélio Machado? Em todo caso, envio-lhe um
exemplar, publicado pela Planeta. O protagonista (Naziazeno Barbosa) é
um pobre-diabo acuado pela falta de dinheiro para comprar o leite para
o filho. Esse drama humano se soma a outro: a degradação moral e
existencial do anti-herói. No excelente prefácio dessa edição, Davi
Arrigucci Jr assinala que “o personagem é apenas um joguete na roda do
destino, pronto a transferir para mãos mais hábeis e poderosas o
domínio de sua própria existência”.

O romance é ambientado numa Porto Alegre provinciana do começo do
século 20, mas a história de Naziazeno é a de tantos brasileiros
pobres em busca da sobrevivência. Em momentos de alucinação
persecutória, ele vê ou imagina ratos por toda parte. São momentos
aflitivos, de extrema angústia diante da opressão moral e física, como
se o narrador nos dissesse em voz baixa: na literatura e na vida há
sempre o que temer…

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