ALMANAKITO DE QUARTA-FEIRA (17 de julho 2013) 

+ DAQUI A POUCO SAI  SELEÇÃO DO FEST BRASILIA 2013 (EDICÃO 46, SALVO ENGANO!) +JEAN-CLAUDE BERNARDET + FEST LATINO 2013 DEBATE CO-PRODUÇÃO INTERNACIONAL NA MANHÃ DESTA QUINTA, NO MEMORIAL AL  + SEBASTIÃO VASCONCELOS & INOCÊNCIA + JORNADA DA BAHIA (CADERNO DE CINEMA) +OPERA MUNDI + ANNA MUYLAERT & TELEFILME

SEBASTIÃO VASCONCELOS

         Li os obituários de Sebastião Vasconcelos, hoje, no Estadão e Folha (ainda não tive tempo de buscar O Globo na portaria). São apenas corretos. Faltou um tempero. Sebastião, que “conheci” na novela BANDEIRA 2, de Dias Gomes, construiu, ao longo de sua carreira e como ninguém, o papel de pai severo e repressor. Em Bandeira 2, ele era — salvo falha de minha memória, pois a novela é do começo dos anos 70 — casado com a personagem de Ilva Niño e pai de Anecy Rocha e Antero de Oliveira. Eram migrantes nordestinos radicados no Rio. Mais tarde, Walter Lima Jr, marido da então saudosa Anecy Rocha (  ) o escalaria para representar o pai repressivo de “Inocência”, fernandinha torres, neste belo filme inspirado no Visconde de Taunay (e filmado por Lima Jr — cito de cabeça!! — a partir de roteiro de LIMA BARRETO). É isto mesmo. No livro “Marlene França – Do Sertão da Bahia ao Clã Matarazzo”, Coleção Aplauso, Marlene me contou que, jovenzinha, teve várias reuniões com Lima Barreto, que a preparava para o papel (mas o filme não saiu da celulose para o celulóide). Nesta hora, nada melhor que assistir ao belo“Inocência”, em DVD.

BERNARDET: ATOR EM
FILME PARAIBANO
Jean-Claude anda arredio a debates
e homenagens e apostando firme
em sua carreira de ator e roteirista.
No último sábado, encontrei BERNARDET no debate Guido Araujo-Avellar (Homenagem), no Fest Latino, no Memorial. Ele estava com a cabeça raspada, sem sobrancelhas (raspadas também). Soube, no dia seguinte, por Tata Amaral, que Bernardet rumara para Campina Grande, na Paraíba, onde faria um longa-metragem.
                Bernardet já atuou em muitos filmes: Ladrões de Cinema, de Fernando Coni Campos, protagonizou Filmefobia, de Kiko Goifman, etc, etc. Ultimamente, anda priorizando sua carreira como ator e roteirista, em detrimento do ensaísta brilhante (e uspiano/unbeano) que ele é. Quem não leu, ao menos, CINEASTAS E IMAGENS DO POVO, não sabe o que está perdendo!!! Mas Bernardet vem rejeitando dezenas de convites para debates, palestras, cursos, conferências… chamá-lo para HOMENAGENS é ofendê-lo. Já levei cada TRANCO dele, neste terreno!! Certa vez o convidei para uma homenagem a PAULO EMILIO, no Fest Curitiba (fase Cloris Ferreira). Auditório abarrotado de estudantes, gente em pé para ouvi-lo. Apresentei-o e ele disse: “detesto homenagem. Se Paulo Emilio estivesse vivo ele também detestaria esta homenagem!”.Fiquei pálida! E agora? Por sorte, ele largou a homenagem de lado e falou coisas maravilhosas, o que vinha à inquieta cabeça dele. Os estudantes (uns 400) adoraram e tudo terminou bem. Uns 3 ou 4 anos atrás, convidei-o, em nome de Lúcio Vilarpara homenagem a Linduarte Noronha, no Fest Aruanda. “Não vou”, rebateu. “Iria se fosse para discutir Filmefobia”, “Pacifc”, enfim, projetos novos de cinema”. Não houve jeito.Poucas semanas atrás, na Cinemateca Brasileira, participava com Hermano Penna, Paulo Sacramento e Kiko Goifman, de mesa que debatia a obra de Aloysio Raulino, grande fotógrafo e cineasta, que perdemos recentemente. Solicitamos que cineastas, estudiosos, atores e  técnicos presentes no auditório, dessem seus testemunhos sobre a convivência com Aloysio. Muitos falaram. Aí caí na besteira de pedir — com minha tradicional insistência — que ele desse um depoimento. Se negou convicto… e Zanin, que estava perto dele, diz que ele ficou furioso com a minha insistência desmedida, obstinada!! Nem ligo. Sou (serei) leitora-espectadora e aprendiz eterna deste franco-brasileiro de raros talento e coragem de dizer tudo que pensa, doa a quem doer. Além de ler os livros dele, lhes recomendo que assistam aos belos filmes bernardetianos:“São Paulo Sinfonia e Cacofonia” e “Sobre Anos 60” (sem “os”). OK???? E que vejam olivro-HOMENAGEM que editamos pela Imprensa Oficial de SP (Dora Mourão, Laure Bacqué e eu), quando ele fez 70 anos (na verdade, 72 anos,pois o livro saiu em 2007).Bjs rô
Rosário, segue o link da matéria
sobre o filme que Jean-Claude  
vai fazer na PB.
Um abraço, Marcus Vilar
http://www.wscom.com.br/index.php/diversao/noticia/cinema/UEPB+APOIA+FILME+COM+PROPOSTA+CDIFERENTE-153348

+ FEST LATINO:

Ontem, terça-feira, 19h00 e 21h00, o Memorial AL exibiria dois filmes equatorianos. Chegamos, de carro, uns 15 minutos prás 19h00 e o estacionamento estava vazio.Gelei! Pronto: numa noite fria destas, o público sumiu. O gigantesco Auditório Simon Bolivar (800 lugares) estará vazio! (imaginei). Mas não. Quando chegamos ao imenso hall do Memorial, na Barra Funda paulistana, havia uns 300 jovens na fila de entrada. Assistiram, com paciência, ao longo (quase 2 horas) e ruidoso “Sem Outono, Sem Primavera”, de Ivan Mora Manzano, filme ambientado em Guayaquil (cidade da qual ouço falar sempre na época da Libertadores da América). E HOJE TEM GALO em jogo no Paraguai!!!! — E o público ficou para ver “A Chamada”, de David Nieto Wenzell (este ambientado em Quito e bem sintético: só 73 minutos). Ou seja: um festival que leva 300 pessoas para ver dois filmnes EQUATORIANOS numa fria noite de terça-feira, pegou geral, não é??!!! (Nos mesmos horários, a maratona do Fest Latino prosseguia no CineSesc). Vejam abaixo convite de Anna Muylaert.

+ OPERA MUNDI

Haroldo Ceravolo nos sugere que 
curtamos a coluna dele no site  Opera Mundi…
JORNADA DE
TODOS OS SANTOS
Rô, veja que o nosso querido Cariry escreveu pro Caderno de Cinema. Clicando no link, abaixo, voê lê o texto na íntegra. bjs J.A.G.

JORNADA DE TODOS OS SANTOS

POR ROSEMBERG CARIRY —– “Em 1992, ano de seca completa e absoluta na cinematografia nacional, causada pelo delírio neoliberal e a corrupção do governo Collor, resolvemos resistir e, qual Dom Quixote sertanejo, filmamos, nas marcianas caatingas do Ceará, o longa-metragem de ficção A Saga do Guerreiro Alumioso. O filme teria estreia nacional na abertura da Jornada da Bahia, em setembro de 1993. Muita expectativa e sala cheia: convidados, cineastas, artistas, pais e mães de santo, jornalistas, poetas, seresteiros, boêmios… Então acontece o inusitado: o projetor se quebra na hora da exibição do filme. Guido Araújo, aflito e perplexo, sobe no palco para pedir desculpas ao “distinto público”. A plateia começa a se inquietar e ensaia sair da sala. Calor intenso. Emmanuel Cavalcanti, ator principal do filme, não deixa por menos, sobe também no palco e, diante da plateia iluminada e encantada, começa a contar a história do filme, com a tanta expressividade e força narrativa que não faltou nem mesmo a trilha sonora (ele aboiou e cantou trechos de canções tradicionais). O filme foi salvo pela arte da palavra.” (Rosemberg Cariry)
http://cadernodecinema.com.br/blog/jornada-de-todos-os-santos/
Convite: encontro
sobre coprodução
internacional (quinta-feira,
10h30, São Paulo)
Meus amigos,

Nesta quinta-feira, 18/07, acontece debate sobre coprodução internacional promovido pelo 8º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, com as seguintes presenças:

* Andrea Stavenhagen (México), Diretora da Indústria do Festival de Guadalajara e Coordenadora do Morelia Lab;

* Fabiano Gullane (Brasil), Gullane Produtora de Conteúdo para Cinema e Televisão;

* Gabor Greiner (Alemanha), Diretor de Aquisições da Films Boutique;

* Henning Kamm (Alemanha), Diretor da DETAiLFILM; e

* Paula Alves de Souza, da Divisão de Promoção do Audiovisual do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (mediadora).

O encontro tem início às 10h30, no Anexo dos Congressistas do Memorial da América Latina (Av Auro S. de Moura Andrade 664, Barra Funda, São Paulo).

Abraços,Chiquinho
Francisco Cesar Filho

+ ANNA MUYLAERT CONVIDA:
e alem de tudo me
deixou mudo o violão

Caros,

Hoje, quarta feira, no  Festival de Cinema Latino Americano
São Paulo, única chance de ver o telefilme
E Alem de tudo me deixou mudo o violão em tela grande.  
No elenco, Dani Piepsyk, Naomi Silman,
Marat Descartes, Lourenco Mutarelli.
Roteiro e direção Anna Muylaert.
produzido por Gullane filmes.
Se puder, apareça!  Estarei presente.
ingressos gratuitos
beijos da Anna

MEMORIAL DA AMERICA LATINA. QUARTA 17 JULHO AS 19h00.