ALMANAKITO (TERÇA-FEIRA – 18-06-13) + BILHETERIAS BRASILEIRAS + PREMIADOS CINESUL 2013 + ARIANO SUASSUNA + FESTIVAIS + “ADEUS, MINHA RAINHA” ESTREIA NESTA SEXTA-FEIRA
  ALMANAKITO

+ BILHETERIAS BRASILEIRAS

+ VEJA, NO FINAL DESTA REMESSA

PREMIAÇÂO COMPLETA DO CineSul

+ EDUARDO COUTINHO + ALBERTO DINES & PORCHAT

+ SAMBA NA GAMBOA/GAROA + ROTEIRISTAS NA FLIP 

“UMA HISTORIA DE AMOR E FURIA”, DE LUIZ BOLOGNESI: CHANCES NO OSCAR DE MELHOR ANIMAÇÃO. Matéria grande, hoje, na Folha de S. Paulo 

+ BIFF BRASILIA 2013

+ DRAMATURGIA E PATRULHAS DO POLITICAMENTE CORRETO (tema de coluna de Patrícia Kogut, hoje, em O Globo – Coluna de TV)

+ MARCELO COELHO E A BIOGRAFIA “DIRCEU” (leram o texto, na Folha de S. Paulo? Recomendo)

+ JANE FONDA EM “PAZ, AMOR E OUTRAS COISAS”

+ PREMIADOS DO OLHAR DE CINEMA (NOUTRA REMESSA)

+ “Cores” é o longa desta terça-feira no FAM FLORIPA 

BILHETERIAS
BRASILEIRAS
Fonte: Boletim Filme B
Data: 17-06-2013
Assinaturas: filmeb@filmeb.com.br
Somos Tão Jovens…………1.712.956
Faroeste Caboclo……………1.253.395
Odeio o Dia dos Nam…………361.006
Giovanni Improtta…………….187.396
O Som ao Redor…………………93.780
Elena……………………………….41.770
Abismo Prateado………………..10.188
Hoje…………………………………..6.759
Cores…………………………………1.629
Raça…………………………………..1.453
Mundo Invisível……………………1.305
Memória Q Me Contam…………..1.251
Wallachai……………………………..1.206
Hiper Mulheres………………………..854
Noite de Reis……………………………205
Requiem para L. Martin……………….79
100 LANÇAMENTOS
                   Dia destes, André Miranda publicou, no Segundo Caderno, de O Globo, matéria sobre a possibilidade do Brasil lançar, este ano, 100 títulos nacionais no nosso mercado. Seria algo visto em raros dois ou três anos de nossa história. Isto num tempo em que a pornochanchada chegava a ocupar 60% do circuito. A previsão para 2013 (cem lançamentos de filmes ficcionais e documentais) é da Ancine. Na edição 813 do Boletim Filme B, disponibilizado para assinantes, ontem à noite, na internet, o assunto é tema de matéria que merece ser lida.

+ EDUARDO COUTINHO

Leiam, hoje (18-06-13), no Estadão, entrevista de Eduardo Coutinho, que fez 80 anos e estará, com Eduardo Escorel, em  atividade da FLIP. E reparem no charme dele, com uma echarpe vermelha no pescoço, em foto de Zeca Guimarães. A entrevista é do Zanin, que foi ao Rio conversar com ele.

ALBERTO DINES & PORCHAT

Hoje, na TV Brasil (20h40), Observatório da Imprensa – 15 ANOS entrevista Fábio Porchat. Depois entrevistará Franklin Martins, Eduardo Coutinho, entre outros…

+ SAMBA NA GAMBOA (rio)/SAMBA NA GAROA (SP). Hoje, 22h00, na TV Brasil

+ SANGUE LATINO

Estreia nova temporada, amanhã, no Canal Brasil. Entrevistando um dos detentores dos QUATRO Oscars argentinos: Gustavo Santaolalla

REVISTA DE CINEMA 114

Índice
Bruno Barreto conta os bastidores de seu novo filme, “Flores Raras”, e relembra o passado ao lado de grandes nomes do cinema mundial

Marco Dutra finaliza seu primeiro longa solo, “Quando Eu Era Vivo”, solidificando seu estilo autoral Camilo Cavalcante filma o sertão dos oprimidos através da vida de três mulheres, em “A História da Eternidade”Betse de Paula se firma como diretora de comédias com “Vendo ou Alugo”A produção independente em reportagem especial, sobre a experiência dos “heróis” que filmam com pouco dinheiro e fazem mágicas na distribuição Making Of > As personalidades, os filmes e os bastidores do cinema

Críticas > “Tabu” – Um amor proibido em filme de Miguel Gomes • “Cine Holliúdy” – O humor genuinamente brasileiro em comédia de Halder Gomes • “Tokiori – Dobras do Tempo” – Documentário sobre memórias de Paulo Pastorelo

Almanaque > Os personagens do mundo cultural do cinema na coluna da jornalista Maria do Rosário Caetano

Cine PE > Os premiados do festival de Recife

Legislação Audiovisual > Os direitos autorais das trilhas sonoras

Mercado TV > Hermes Leal faz um panorama de como se encontra o mercado de produção de conteúdo independente para TV

Agenda > Os festivais e eventos de cinema e audiovisual para você inscrever seus filmes

Julie Tseng – 11 98747-8965
Revista de CINEMA | HL Filmes | Instituto Cinema em Transe
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+ ROTEIRISTAS BRASILEIROS

Se reunem na FLIP. A Casa dos Roteiristas vai contar com debates, lançamentos de livro, oficinas, etc.

 + BIFF BRASILIA

www.biffestival.com

 

+ ABRIL CULTURAL

     Domingo passado, em O Globo e Folha de S. Paulo, Elio Gaspari escreveu sobre a era de ouro da Abril Cultural, que nos anos 1970 lançou grandes livros e coleções dedicadas ao pensamento (Filosofia, Economia) e à arte (Literatura)Lembrou nomes importantíssimos que trabalharam para a Abril Cultural, sob o comando de Pedro Paulo Popovic: José Américo Pessanha, Maria Adelaide Amaral, Jacob Gorender (este, como tradutor), José Arthur Giannotti, Ari Coelho, etc. Só não citou a importantíssima série “História da MPB”, que teve duas edições e reuniu nomes como José Ramos Tinhorão, Tarik de Souza, etc. E não lamentou “a que se se viu reduzido” o braço jornalístico da empresa, que hoje edita uma revista, como Veja, que virou um panfleto obscurantista…

“CORES É O LONGA DESTA

TERÇA-FEIRA FAM FLORIPA 

“Cores” é o longa desta terça-feira no FAM

O longa-metragem desta terça-feira no FAM (Florianópolis Audiovisual Mercosul) foi premiado há menos de um mês no Festival Brasil de Cinema Internacional, no Rio de Janeiro. “Cores”, dirigido por Francisco Garcia, será exibido às 21h no auditório Garapuvu, do Centro de Cultura e Eventos da UFSC.

Mas a programação começa bem cedo, logo às 9h30, com os filmes da Mostra Infantojuvenil. Ao longo desse quinto dia do FAM serão exibidos 21 filmes.

Outro destaque do dia, na Mostra de Documentários, é “Lira Paulistana e a Vanguarda Paulista”, de Riba de Castro, que resgata a história de uma casa de show, onde bandas do rock paulistano como Titãs, Ultraje a Rigor, Cólera e Inocentes deram seus primeiros passos nos anos 80.

O FAM 2013 acontece graças ao patrocínio da Lei de Incentivo à Cultura, FunCultural/Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte/Governo do Estado de Santa Catarina, Petrobras, Ministério da Cultura/Governo Federal, apoio da Universidade Federal de Santa Catarina e Fundação Franklin Cascaes/Prefeitura Municipal de Florianópolis, e realização da Associação Cultural Panvision.

A VIDA DE TRÊS AMIGOS

Rodado em preto e branco, o longa “Cores” conta a história de três jovens amigos que vivem na cidade de São Paulo nos dias atuais. Luca, 31, é tatuador e mora com a avó. Luiz, 29, vive em uma pensão no centro, faz bicos com sua moto e trabalha em uma farmácia. Luara, 30, sua namorada, mora em um apartamento na frente do aeroporto e junta dinheiro para viajar. A vida dos três amigos é marcada por uma rotina ordinária e pelo consumo. É uma história de amizade e desilusão na grande metrópole. O diretor, Francisco Garcia, nascido em São Paulo em 1980, acredita que as pessoas de sua idade sofrem de um vazio muito grande. “É uma geração pós-hippie, pós-punk, da desilusão dos anos 1990 e de um começo de século que não sabemos para onde vai”, definiu, recentemente em entrevista à Agência Efe.

FAM PARA CRIANÇAS

A estreia da Mostra Infantojuvenil na 17ª edição do FAM foi na tarde desta segunda-feira. As escolas básicas municipais Professor Anísio Teixeira, da Costeira, e João Gonçalves Pinheiro, do Rio Tavares, estiverem presentes com mais de 70 crianças.

Os temas dos nove curtas-metragens foram bem variados : desde sustentabilidade e cuidados com o meio ambiente, até autoconhecimento e desenvolvimento de suas próprias capacidades e habilidades.

Para a professora Silvana Botelho Machado, trazer as crianças para a mostra no FAM é a oportunidade de ter contato com a cultura, com o cinema e assistir a um filme pela primeira vez. “Muitas crianças nunca tiveram dentro de uma sala de cinema, é um momento muito especial para elas”, afirma.

O curta que mais agradou os pequenos foi “Maria Clara”, de Leonardo Peixoto. Uma produção brasileira que conta a história de uma menina que não tem jeito de criança. Criada pela avó, ela possui uma personalidade muito diferente. O garoto Kauan Silveira Goulart, de 9 anos, gostou bastante do curta. “Muito legal o filme, mostra que temos que ser crianças mesmo”, comentou.

A Infantojuvenil segue até quinta-feira com sessões às 9h30 e às 15h, e na sexta-feira (21) haverá apenas uma, às 9h30.

SERVIÇO — O QUÊ: 17º FAM — ONDE: Auditório Garapuvu, do Centro de Cultura e Eventos da UFSC — QUANDO: Até 21/6   — QUANTO: Gratuito

Informações atualizadas sobre o

FAM podem ser obtidas nos seguintes endereços:

http://www.famdetodos.com.br/

http://www.audiovisualmercosul.blogspot.com.br/

http://www.facebook.com/audiovisualmercosul

 

 

BIFF 2013

DIRETORES DA MOSTRA

COMPETITIVA COMPARECEM

ÀS SESSÕES NO MUSEU DA REPÚBLICA

   DESDE ONTEM ( 17 de junho), várias exibições de títulos que integram a programação da MOSTRA COMPETITIVA do II BIFF – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE BRASÍLIA contarão com a presença de seus diretores e/ou representantes. Os realizadores também prometem participar dos debates sobre os filmes que são realizados sempre no dia seguinte à projeção, no Cine Cultura Liberty Mall.

 

Entre os que já confirmaram presença estão nomes que têm sido prestigiados como o realizador espanhol Pablo Berger, cujo filmeBlancanieves conquistou dez Prêmios Goya (o mais importante da Espanha), incluindo o de Melhor Filme e atores, e foi selecionado para o Oscar 2012. Também Hernan Goldfrid, que dirigiu o grande ator Ricardo Darín no título Tese sobre um homicídio; Juan Carlos Maneglia, realizador do segundo longa-metragem produzido pelo Paraguai, dentre outros.

 

PROGRAMAÇÃO COM A PRESENÇA DE REALIZADORES

 

Dia 19, às 21h20, Cine Cultura

Ruijun Li – Voando com a Garça

Dia 20, às 21h, Museu Nacional da República

Pablo Berger – Blancanieves

               

Dia 20, às 22h10, Cine Cultura

Juan Carlos Maneglia – 7 Caixas Paraguaias

Dia 21, às 19h10, Cine Cultura

Hernan Goldfrid – Tese sobre um homicídio

 

Dia 22, às 19, Cine Cultura

Pepe Valle – Workers

REALIZADORES —– JEREMY TEICHER — Diretor norte-americano, formado em Darthmouth College em Filme, Inglês e Teatro. Participa da mostra competitiva com Alto Como Uma Árvore de Baobá, filme inspirado pelo documentário This Is Us, que levou o diretor a ser indicado ao Student Academy Award em 2011.

RUIJUN LI — Diretor chinês, começou a aprender música e pintura ainda adolescente. Depois, graduou-se em administração e gerenciamento. Por vários anos, trabalhou com diretor de televisão. Sua estreia no cinema se deu com The Summer Solstice, exibido em vários festivais. Assinou ainda The Old Donkey, de 2010.

PABLO BERGER — Diretor e publicitário espanhol, assina a direção de Blancanieves. Em 1988, fez seu primeiro curta, Mamá, que lhe rendeu uma bolsa de mestrado em Cinema na New York University. Lecionou na New York Film Academy enquanto trabalhava como publicitário e fazia clipes. Em 2012, seu terceiro filme, Blancanieves, foi a indicação da Espanha ao Oscar, mas não chegou a concorrer. O longa-metragem, no entanto, ganhou dez prêmios Goya, o principal do cinema espanhol: melhor filme, melhor roteiro original, melhor atriz (para Maribel Verdú), melhor atriz revelação, melhor fotografia, melhor direção de arte, melhor figurino, melhor trilha sonora, melhor maquiagem e melhor canção original

JUAN CARLOS MANEGLIA — Diretor, roteirista e produtor paraguaio, assina a direção de 7 Caixas Paraguaias, ao lado de Tana Schémbori. Formado em Comunicação pela Universidade Católica de Assunção onde foi professor entre 1990 e 1992. Atualmente leciona na TIA (Taller Integral de Actuación), escola de atuação com ênfase em audiovisual criada por ele.

HERNAN GOLDFRID – Diretor argentino de Tese Sobre Um Homicídio. Seu longa anterior, Música en Espera (2009), foi o filme mais assistido na Argentina em sua semana de estreia.

PEPE VALLE – Nascido em El Salvador e cidadão mexicano. O Workers é seu primeiro longa-metragem. Escreveu um livro infantil e fez vários curtas. Seu curta El Milagro del Papa foi exibido no Festival de Locarno.

BIFF – Festival Internacional de Cinema de Brasília

BRASILIA INTERNATIONAL FILM FESTIVAL

Brasilia – 13-23 Junho de 2013

ADEUS, MINHA RAINHA
PREMIADO DRAMA
FRANCÊS ESTREIA NESTA
SEXTA NAS PRINCIPAIS PRAÇAS
 
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Nesta sexta-feira, dia 21 de junho, a Europa Filmes e a Mares Filmes tem o prazer de lançar nos cinemas de São Paulo,
 CuritibaBelo HorizonteSalvadorPorto Alegre Brasília, o premiado drama francês, ADEUS, MINHA RAINHA (Les Adieux à La Reine), dirigido por Benoît Jacquot e estrelado por Léa Seydoux.

Em cartaz nos cinemas do Rio de Janeiro, desde o último fim de semana, o filme foi um dos grandes destaques do Festival Varilux de Cinema Francês deste ano e além de ser premiado com Louis-Delluc de Melhor Filme Francês 2012, teve 10 indicações ao César (incluindo melhor filme) e foi exibido na abertura no Festival Internacional de Berlim.

SINOPSE: 1789. Às vésperas da Revolução Francesa, aqueles que vivem no palácio de Versalhes continuam levando vidas despreocupadas e negligentes, longe da crescente agitação em Paris. Quando as notícias do ataque à Bastilha chegam aos ouvidos da corte, os nobres fogem com seus criados, esvaziando o lugar… Mas Sidonie Laborde, uma jovem leitora que é devotada à Rainha, recusa-se a acreditar nos boatos. Ela tem certeza de que, sobre a proteção de Maria Antonieta, vai ficar a salvo. Mal sabe ela que estes serão os três últimos dias que vai passar ao lado de sua Rainha.

FICHA TÉCNICA
França – Espanha | 2012 | 100 min. | Drama
 – História

Título Original: 
Les Adieux à La Reine
Direção:
 Benoît Jacquot
Elenco: 
Léa Seydoux, Diane Kruger, Virginie Ledoyen, Noémie Lvovsky, Xavier Beauvois, Michel Robin, Julie-Marie Parmentier e grande elenco
Distribuição: Europa Filmes e a Mares Filmes 

ESTREIA NOS CINEMAS 
21 DE JUNHO DE 2013

 

Para mais informações curta o Facebook oficial da Europa Filmes:
https://www.facebook.com/europa.filmes

Qualquer duvida, fico a disposição
Atenciosamente

 

Leonardo Rolim
Assessor de Imprensa da Europa Filmes
E-mail: imprensa@europafilmes.com.br
Telefone: (11) 3130-1555

 

ARIANO SUASSUNA –

ARTE COMO MISSÃO

BRASÍLIA, DE 27 DE JUNHO A 10 DE JULHO DE 2013.

O mestre Ariano Suassuna em aula-espetáculo, exposição fotográfica e ciclo de filmes

*Em sua aula, o escritor e poeta, um dos maiores defensores da cultura brasileira, promete discorrer sobre arte, mercado e identidade cultural

*Projeto traz a Brasília exposição inédita com 30 fotos de Alexandre Nóbrega que acompanham a vida do escritor ao longo dos últimos 10 anos

 

A Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, com seus mais de 1.300 lugares promete ser pequena para acolher o público ávido por escutar as palavras do romancista, dramaturgo e poeta Ariano Suassuna. O mestre Ariano, como costuma ser chamado, estará em Brasília no próximo dia 27 de junho, às 20 horas, no palco da Villa-Lobos, para apresentar sua famosa aula-espetáculo, em que ele defende, com argumentos irrefutáveis, a cultura brasileira e a identidade nacional, condena a cultura da globalização e demonstra que, para ele, arte não é mercado, é missão. A aula-espetáculo de Suassuna integra um projeto maior, ARIANO SUASSUNA – ARTE COMO MISSÃO, que promove ainda uma exposição fotográfica inédita de Alexandre Nóbrega e um ciclo de filmes sobre a vida e a obra de Ariano. A aula-espetáculo tem entrada franca, mas o acesso ao teatro estará sujeito à capacidade da sala. Não será preciso retirar senhas ou ingressos. Classificação etária: 12 anos.

 

A exposição fotográfica será montada pela primeira vez, reunindo 30 fotografias assinadas pelo fotógrafo e artista plástico Alexandre Nóbrega. Alexandre tem uma convivência muito próxima com o escritor, acompanhando-o nas viagens que faz pelo Brasil. Desta forma, Alexandre Nóbrega tem acesso a momentos descontraídos do cotidiano do autor de O Auto da Compadecida. Suas fotos revelam momentos improváveis, como Ariano Suassuna deitado no chão do saguão de um aeroporto, lendo, à espera de um voo atrasado, suas visitas ao interior de estados como Paraíba e Pernambuco, seu descanso na casa do Recife e muito mais. Suas fotografias já renderam o livro O Decifrador, editado pelo SESC em 2011. A mostra poderá ser vista de 28 de junho a 10 de julho, no Foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional.

 

Já o ciclo de filmes, que acontece durante dois finais de semana, nos dias 29 e 30 de junho e 6 e 7 de julho, na Caixa Cultural Brasília, será integrado por oito títulos, entre ficções e documentários. A produção na área audiovisual inspirada no pensamento, na vida e na obra de Ariano é vasta e inclui desde filmes como O Auto da Compadecida, de Guel Arraes, e o documentário O sertãomundo de Suassuna, de Douglas Machado, até produções criadas originalmente para a televisão, como A Pedra do Reino, A farsa da boa preguiça, O Santo e a porca Mulher Vestida de Sol.

 

ARIANO SUASSUNA – ARTE COMO MISSÃO é projeto idealizado e coordenado por Elias Sabbag e Marcos Azevedo e percorrerá ainda seis capitais de estados e tem o patrocínio da Caixa Econômica Federal.

 

ARIANO SUASSUNA

“Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte pra mim é missão, vocação e festa”.

Considerado por diversos críticos o principal escritor brasileiro em atividade, Ariano Suassuna, há décadas, é um nome destacado da nossa cultura. Dramaturgo, romancista, poeta, ensaísta, idealizador e principal teórico do Movimento Armorial, considerado por diversos críticos o principal escritor brasileiro vivo, Ariano Suassuna tornou-se íntimo do povo brasileiro devido ao sucesso de sua peça O Auto da Compadecida, transposta para a televisão e depois para o cinema por Guel Arraes. Antes disso, houve a adaptação para a TV da peça teatral Uma Mulher Vestida de Sol. Seguiu-se a adaptação de Romance d’A Pedra do Reino, ambas de Luiz Fernando Carvalho. Mas há muito mais tempo, seu pensamento indignado vem iluminando as reflexões sobre cultura brasileira.

 

Tendo como ponto de partida uma obra literária de alcance universal, sua presença na vida brasileira atingiu todas as camadas sociais e todos os públicos, sem que, para isso, tenha abdicado de suas ideias e valores, voltados à cultura popular nordestina e ao homem universal. Mantendo uma invejável coerência de princípios que percorrem toda sua obra, Suassuna também se faz presente na cultura brasileira através da influência exercida em inúmeros artistas, movimentos culturais e no debate intelectual.

Biografia oficial da Academia Brasileira de Letras,

 onde Ariano ocupa a cadeira de nº 32

 

Ariano Vilar Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa (PB), em 16 de junho de 1927, filho de Cássia Villar e João Suassuna. No ano seguinte, seu pai deixa o governo da Paraíba e a família passa a morar no sertão, na Fazenda Acauhan.

 

Com a Revolução de 30, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937. Nessa cidade, Ariano fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral.

 

 

A partir de 1942 passou a viver no Recife, onde terminou, em 1945, os estudos secundários no Ginásio Pernambucano e no Colégio Osvaldo Cruz. No ano seguinte iniciou a Faculdade de Direito, onde conheceu Hermilo Borba Filho. E, junto com ele, fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as Harpas de Sião (ou O Desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Os Homens de Barro foi montada no ano seguinte.

 

Em 1950, formou-se na Faculdade de Direito e recebeu o Prêmio Martins Pena pelo Auto de João da Cruz. Para curar-se de doença pulmonar, viu-se obrigado a mudar-se de novo para Taperoá. Lá escreveu e montou a peça Torturas de um Coração em 1951. Em 1952, volta a residir em Recife. Deste ano a 1956, dedicou-se à advocacia, sem abandonar, porém, a atividade teatral. São desta época O Castigo da Soberba (1953), O Rico Avarento (1954) e o Auto da Compadecida (1955), peça que o projetou em todo o país e que seria considerada, em 1962, por Sábato Magaldi “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”.

 

Em 1956, abandonou a advocacia para tornar-se professor de Estética na Universidade Federal de Pernambuco. No ano seguinte foi encenada a sua peça O Casamento Suspeitoso, em São Paulo, pela Cia. Sérgio Cardoso, e O Santo e a Porca; em 1958, foi encenada a sua peça O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna; em 1959, A Pena e a Lei, premiada dez anos depois no Festival Latino-Americano de Teatro.

 

Em 1959, em companhia de Hermilo Borba Filho, fundou o Teatro Popular do Nordeste, que montou em seguida a Farsa da Boa Preguiça(1960) e A Caseira e a Catarina (1962). No início dos anos 60, interrompeu sua bem-sucedida carreira de dramaturgo para dedicar-se às aulas de Estética na UFPe. Ali, em 1976, defende a tese de livre-docência A Onça Castanha e a Ilha Brasil: Uma Reflexão sobre a Cultura Brasileira. Aposenta-se como professor em 1994.

 

Membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967); nomeado, pelo Reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPe (1969). Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970, em Recife, o “Movimento Armorial”, interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais. Convocou nomes expressivos da música para procurarem uma música erudita nordestina que viesse juntar-se ao movimento, lançado em Recife, em 18 de outubro de 1970, com o concerto “Três Séculos de Música Nordestina – do Barroco ao Armorial” e com uma exposição de gravura, pintura e escultura. Secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998).

 

Entre 1958-79, dedicou-se também à prosa de ficção, publicando o Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta(1971) e História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão / Ao Sol da Onça Caetana (1976), classificados por ele de “romance armorial-popular brasileiro”.

 

Ariano Suassuna construiu em São José do Belmonte (PE), onde ocorre a cavalgada inspirada no Romance d’A Pedra do Reino, um santuário ao ar livre, constituído de 16 esculturas de pedra, com 3,50 m de altura cada, dispostas em círculo, representando o sagrado e o profano. As três primeiras são imagens de Jesus Cristo, Nossa Senhora e São José, o padroeiro do município.

Membro da Academia Paraibana de Letras e Doutor Honoris Causa da Faculdade Federal do Rio Grande do Norte (2000).

 

Em 2004, com o apoio da ABL, a Trinca Filmes produziu um documentário intitulado O Sertãomundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado e que foi exibido na Sala José de Alencar.

 

 

SERVIÇO

AULA-ESPETÁCULO

Local: Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional

SCN, via N2 – Brasília – DF

Data: 27 de junho de 2013

Horário: 20h

Entrada franca, por ordem de chegada (Sujeito à lotação da Sala Villa-Lobos)

 

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA

Local: Foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional

Data: 28 de junho a 10 de julho de 2013

Visitação: 9h às 21h

Entrada franca

 

CICLO DE FILMES

Local: Caixa Cultural Brasília

SBS, Quadra 4, Lotes 3/4, edifício anexo à matriz da Caixa

Data: 29 e 30 de junho e 6 e 7 de julho de 2013

Horário: (a confirmar)

Entrada franca?

 

CINESUL 2013

premia filmes do Brasil, México, Chile,

Espanha, Equador e Argentina,

 pelo júri oficial e popular

 

JURADOS ELEGEM ‘LA CEBRA’ O MELHOR LONGA DE FICÇÃO, E ‘CALAFATE, ZOOLÓGICOS HUMANOS’ COMO O MELHOR DOCUMENTÁRIO

 

 

           O filme mexicano “La Cebra”, do diretor J. Fernando León R., foi escolhido pelo júri oficial o melhor longa-metragem de ficção da 20ª edição do Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo. Já “Calafate, zoológicos humanos” – uma produção do Chile dirigida por Hans Mülchi Bremer – levou o prêmio oficial de melhor documentário. Ainda na categoria longa-metragem, o argentino “El sexo de las madres” e o boliviano “Rodante” levaram menção honrosa como ficção, e “Mataram meu Irmão”, produção brasileira, como documentário.

Na categoria Videosul – curtas e médias-metragens – o vencedor entre os filmes de ficção foi o brasileiro mão que afaga”, dirigido por Gabriela Amaral Almeida. Entre os documentários, o premiado foi “Adiós, padresitos”, filme coproduzido por Equador e Espanha e dirigido por Javier Macipe. As menções honrosas na categoria ficção foram para “Linear” (Brasil, de Amir Admoni) e “Exit” (Cuba, de Eduardo del Llano). Os brasileiros “Pedra da memória”, de Renata Amaral, e “Piove, il fim de Pio”, de Thiago Brandmarte Mendonça, ganharam menção honrosa na categoria documentário.

Ao longo do festival, o público também votou nos seus filmes favoritos. Entre os longas-metragens, os vencedores do voto popular no Cinesul 2013 foram: a ficção “La Llamada”, coprodução Equador, Argentina e Alemanha, dirigida por David Nieto Wenzell; e o documentário brasileiro “Belo Monte, Anúncio de uma Guerra”, de André D’Elia. No Videosul foram premiados os brasileiros “A dama do Estácio”, Eduardo Ades, e “Bonfanti”, de Adriana Nolasco e Camila Marquez, nas categorias ficção e documentário, respectivamente.

O Cinesul 2013 aconteceu gratuitamente entre 4 e 16 de junho no CCBB e na Cinemateca do MAM. Esta foi a vigésima edição do festival, com organização e curadoria de Leonardo Gavina e patrocínio do Banco do Brasil.

 

Os premiados do Cinesul 2013

  • Eleição do júri – Categoria Longa-metragem 

Ficção (jurados: Carlos Eduardo Pereira, Fabián Núñez e Silvia Oroz)

LA CEBRA

Leandro e Odón desejam se unir as forças revolucionárias de Álvaro Obregón. Para isso, viajam ao norte do país, numa zebra que encontram num ​circo falido, achando que se trata de um cavalo gringo. Durante a viagem, eles passam por várias aventuras: se escapam das mulheres que tentam escravizá-los, encontram o General Quesada, que quer fundar uma nova república, se perdem no deserto. Quando encontram o exército de Obregón, um coronel suspeita que são espiões de Villa e submete Leandro e Odón a um severo teste de lealdade.

DIREÇÃO: J. Fernando León R.

ROTEIRO: J. Fernando León R.

ELENCO: Harold Torres, Jorge Adrián, Jesús Ochoa, Julián Villagrán, Manolo Solo e Leticia Huijara

FOTOGRAFIA: Martín Boege

MONTAGEM: Alisarine Ducolomb

MÚSICA: Julio de la Rosa

DURAÇÃO: 94 min.

México, 2012

 

Menção Honrosa

EL SEXO DE LAS MADRES

Laura e Ana são irmãs de vida. Cada uma tem seguido o seu caminho, até que um dia, desde um belo povoado escondido, Ana faz uma ligação telefônica desesperada para Laura. Do reencontro das duas brota alegria, porém perambula e ameaça um perigo que nenhuma das duas quer nomear. Elas suspeitam que o homem que estuprou uma delas esta nas redondezas. Seus filhos adolescentes, Roberta e Juan, se gostam e quando uma menina é violentada, elas rompem o silencio. 

DIREÇÃO: Alejandra Marino

ROTEIRO: Alejandra Marino

ELENCO: Roxana Blanco e Victoria Carreras

FOTOGRAFIA: Fabián Giacometti

MONTAGEM: Liliana Nadal

MÚSICA: Juan Martín Medina

DURAÇÃO: 95 min.

Argentina, 2012

 

RODANTE

Freddy é um jovem que está confrontando a realidade de assumir sua vida como adulto, frente a sua esposa e a sociedade. É assim que, graças ao conselho de um amigo, adquire uma moto sem papéis, pretendendo encontrar trabalho como entregador que o permita seguir adiante. Com a moto, começa sua busca de liberdade e independência, mas ao mesmo tempo a máquina se converte em uma carga permanente em sua vida.

Direção: Ariel Soto
Roteiro: Ariel Soto e Yvette Pedersen
Elenco: Alfredo Soto, Jussepe Nuñez, Eunice Flores, Don Alberto, Richard Aranda
Fotografia: Ariel Soto
Montagem: Ariel Soto
Música: MAK B
Duração: 83 min.

Bolívia, 2011

 

Documentário (jurados: Denise Tavares, Gilberto Santeiro e Valeria Valenzuela)

CALAFATE, ZOOLÓGICOS HUMANOS

No final do século XIX, quatro grupos originários do Fim do Mundo foram exibidos em

“Zoológicos Humanos” da Europa, numa ação autorizada pelo governo chileno. Foram

fotografados, e seus corpos medidos por científicos. Adoeceram de sarampo, varíola e

sífilis; vários morreram. O historiador Christian Báez e o documentarista Hans Mülchi

reconstituíram os episódios, viajando aos lugares de exibição e encontrando assombrosos descobrimentos.

DIREÇÃO: Hans Mülchi Bremer

ROTEIRO: Hans Mülchi

FOTOGRAFIA: Enrique Ramírez

MONTAGEM: Enrique Ramírez

MÚSICA: Subhira

DURAÇÃO 96 min.

Chile, 2011

 

Menção Honrosa

MATARAM MEU IRMÃO

Na noite de 5 de outubro de 2001, Rafael Burlan é assassinado com sete tiros pelas costas, no Capão Redondo, bairro da capital paulista. O documentário busca reconstruir através de relatos de parentes e amigos o que foi o assassinato e suas consequências no trágico destino dessa família.

DIREÇÃO: Cristiano Burlan

ROTEIRO: Cristiano Burlan

FOTOGRAFIA: Rafael Nobre

MONTAGEM: Lincoln Péricles e Cristiano Burlan

MÚSICA: Gustavo Garbato

DURAÇÃO 77 min.

Brasil, 2013

 

  • Eleição do júri – Categoria Videosul – Curtas e Médias-metragens

 

Ficção (jurados: Luciene Medina, Marildo J. Nercolini e Severino Dadá)

A MÃO QUE AFAGA
No aniversário de 9 anos de seu único filho, Lucas, a operadora de telemarketing Estela planeja uma festa que tem poucas chances de dar certo.

DIREÇÃO: Gabriela Amaral Almeida
ELENCO: Antônio Camargo e Luciana Paes
DURAÇÃO: 19 min.
Brasil, 2011

 

Menções honrosas

LINEAR
A linha é um ponto que saiu caminhando.

DIREÇÃO: Amir Admoni
ELENCO: Marcos de Andrade e Roberta Zago
DURAÇÃO: 6 min.
Brasil, 2012

 

EXIT
Rodrigo, um famoso artista europeu, vem para Cuba executar uma colagem com as fotos de cem artistas cubanos. Como pretende que as fotos transpareçam a angustia inerente ao processo criativo, não tem melhor ideia que a de contratar ao pedreiro Nicanor O´Donnell para que, por uma taxa de cinco euros por pessoa, quebre a cara dos cem artistas.

DIREÇÃO: Eduardo del LLano
ELENCO: Luis Alberto García, Néstor Jiménez, Enrique Molina e Osvaldo Doimeadiós
DURAÇÃO: 36 min.

Cuba, 2011

 

Documentário (jurados: Luciene Medina, Marildo J. Nercolini e Severino Dadá)

ADIÓS PADRESITOS
Uns sacerdotes recebem uma misteriosa carta do Vaticano, que os convida a abandonar Sucumbíos, uma província equatoriana rica em petróleo. Como substitutos, o Papa destina aos Heraldos do Evangelho, herdeiros de “Tradição, Família e Propriedade”. Como protesto, o Bispo Gonzalo inicia uma greve de fome em um parque de Quito…

DIREÇÃO: Javier Macipe
DURAÇÃO: 29 min.
Espanha/ Equador, 2013

 

Menções Honrosas

PEDRA DA MEMÓRIA
Uma comunidade afro religiosa do Brasil viaja pela primeira vez ao Benin indo ao encontro da cultura de seus ancestrais, com a qual dialoga cotidianamente. Em contraponto, na outra margem, este diálogo acontece com os Agudás, descendentes de ex-escravos brasileiros retornados ao Benin após a abolição, que cultivam também, há mais de um século, a cultura brasileira de seus antepassados.

DIREÇÃO: Renata Amaral
DURAÇÃO: 58 min.
Brasil, 2012

 

PIOVE, IL FILM DI PIO
“Piove” não é um retrato de Pio Zamuner, cineasta esquecido que dirigiu os doze últimos filmes do comediante Amácio Mazzaropi. É o estabelecimento de uma relação entre dois diretores e a explicitação de suas regras. O retrato de uma paixão compartilhada por duas gerações em um botequim da Boca (do Lixo). Mas quem dirige quem?

DIREÇÃO: Thiago Brandmarte Mendonça
DURAÇÃO: 15 min.
Brasil, 2012

 

 

  • Eleição do Público – Voto Popular

 

Longa-metragem de ficção

LA LLAMADA

Aurora recebe um telefonema do diretor do colégio de seu filho de 14 anos para avisá-la sobre a decisão de expulsá-lo no último dia de aulas. No seu intento por chegar à escola de Nicolás, ela terá que afrontar suas obrigações como publicitária, filha, irmã e mãe divorciada. Entretanto Nico se debate com os conflitos de ter que crescer. Uma cidade caótica e um sistema educativo obsoleto, em que mãe e filho estão presos.

DIREÇÃO: David Nieto Wenzell

ROTEIRO: David Nieto Wenzell

ELENCO: Anahi Hoeneisen, Nicolás Andrade, León Felipe Troya, Regina Ricco, Franco Aguirre, Noelia Noto, Gabriel Shapiro, Josie Cáceres e Elena Vargas

FOTOGRAFIA: Daniel Andrade

MONTAGEM: Alex Zito e David Rubio

MÚSICA: Mariano Pirato

DURAÇÃO: 76 min.

Equador/ Argentina/ Alemanha, 2011

 

Longa-metragem de documentário

BELO MONTE, ANÚNCIO DE UMA GUERRA

Um filme financiado pelo público, do Xingu para o mundo. Trata-se de um envolvente documentário que tem como foco a luta dos povos indígenas por terra, respeito e preservação ambiental. O estopim foi a decisão do Governo de implantar a usina de Belo Monte, o que irá afetar o modo de vida de comunidades indígenas que dependem do Rio Xingu. Desse modo, este documentário questiona o modelo de desenvolvimento proposto para a Amazônia.

DIREÇÃO: André D’Elia

ROTEIRO: André D’Elia

FOTOGRAFIA: Rodrigo Levy Piza e Frederico Dueñas

MONTAGEM: Mauro Moreira

MÚSICA: Beto Villares e Fabio Barros

DURAÇÃO 104 min.

Brasil, 2012

 

Videosul de ficção

A DAMA DO ESTÁCIO

Zulmira é uma velha prostituta. Um dia acorda obcecada com a ideia de que vai morrer. Ela precisa de um caixão.

DIREÇÃO: Eduardo Ades

ELENCO: Fernanda Montenegro, Nelson Xavier, Joel Barcellos e Rafael Souza-Ribeiro

DURAÇÃO: 22 min.

Brasil, 2012

 

Videosul de documentário

BONFANTI
Um pintor trabalhando obsessivamente em busca de si mesmo. Três olhares distintos sobre sua obra. Um corpo de 40 anos de ofício enfrentando o eterno medo de recomeçar.

DIREÇÃO: Adriana Nolasco e Camila Marquez

DURAÇÃO: 25 min.
Brasil, 2013

 

A História do Cinesul

O Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo foi criado, em 1994, no Rio de Janeiro como uma mostra de cinema e vídeo dos países do Mercosul, a partir de iniciativa do Centro Cultural Banco do Brasil, tendo ampliado seu alcance já em sua terceira edição. Ao longo desses anos, cresceu e se estabeleceu definitivamente como uma vitrine da produção cinematográfica latino-americana. Desde a edição de 2006 passou a aceitar nas mostras competitivas trabalhos da Península Ibérica e, desde o ano 2008, filmes em todos os suportes.

Em 2012 competiram 69 obras, sendo 17 longas-metragens – oito documentários e nove de ficção – e 52 médias e curtas-metragens – 23 documentários e 29 ficcionais – tendo sido exibidos cerca de 240 produções. Do Brasil foram 33 trabalhos, entre eles, duas coproduções uma com Portugal e uma com a Argentina. Os outros 36 foram de 12 países, sendo 13 da Espanha, seis da Argentina, três do México, dois de Cuba, dois da Venezuela, dois de Portugal, dois do Chile, dois da Colômbia, um do Equador, e três coproduções: El Salvador-México, Porto Rico-Espanha e México-Alemanha

O filme português “A Vingança de uma mulher”, de Rita Azevedo Gomes, foi escolhido pelo júri oficial o melhor longa-metragem de ficção da 19ª edição do Cinesul. “Carta para o futuro” – uma coprodução entre Brasil, Portugal e Alemanha –, de Renato Martins; e “Maria en tierra de nadie”, de Marcela Zamora, coprodução de El Salvador e México dividiram o prêmio oficial de melhor documentário. Ainda nesta categoria, o espanhol “La Plaza”, de Adriano Morán, levou menção honrosa.

Na categoria Videosul – curtas e médias-metragens – o vencedor entre os filmes de ficção foi “Les Bessones del Carrer de Ponent”, da Espanha, dirigido por Marc Riba e Anna Solanas. Entre os documentários, o premiado foi “Diálogos”, filme brasileiro dirigido por Alice Riff. As menções honrosas na categoria ficção foram para “Nuvem”, de Basil da Cunha, uma coprodução Portugal/Suíça, e para o colombiano “Benjamín en Tecnicolor”, de Ángela Tobón Ospina e Juan David Gil Palacio. O brasileiro “Elogio da Graça”, de Joel Pizzini, ganhou menção honrosa na categoria documentário.

No voto popular, os vencedores foram a ficção “La Sublevacion”, coprodução Brasil/Argentina, de Raphael Geyer Aguinaga; e o documentário espanhol “Los Ojos de la Guerra”,  de Roberto Lozano Bruna. No Videosul foram premiados os brasileiros “Cárcere Privado”, de Oscar R. Júnior e Melissa Lipinski, e “Clementina de Jesus: Rainha Quelé”, de Werinton Kermes, nas categorias ficção e documentário, respectivamente

O Cinesul é fruto do trabalho da Pulsar Artes e Produção, empresa fundada pela pesquisadora e jornalista Ângela José do Nascimento, e agora dirigida pelo produtor e pesquisador Leonardo Gavina.