ALMANAKITO SABADO (03-11-12)

+ 2 FILMES NO CINEMINHA DO ALVORADA: GONZAGÃO DE PAI PRA FILHO(BRENO) E O PALHAÇO (SELTON MELLO) 

+ DIA DA CULTURA (5 DE NOVEMBRO)

+ DIA 12 DE NOVEMBRO: CINEMA BRASILEIRO A R$3,00 NA REDE CINEMARK 

+ OS MELHORES (E O PIOR) FILMES DA MOSTRA SP

+ LAZARO RAMOS E A REVOLTA DA CHIBATA 
+ PAULO EMILIO E O FEST BRASILIA
+ AMAZON FILM FESTIVAL COMEÇA HOJE, SABADO, EM MANAUS
+ CANAL BRASIL PODE CHEGAR, AGORA, A UM UNIVERSO DE 12 MILHÕES DE ASSINANTES (TV A CABO)
+ GONZAGA: CRITICANDO A CRITICA
REVISTA DE CINEMA 111
+ MOSTRA SP (PREMIOS E REPESCAGEM)

+ CINEMINHA

DO ALVORADA

EXIBE “GONZAGÃO,

DE PAI PARA FILHO” NESTA SEGUNDA-FEIRA, E “O PALHAÇO”, NA QUINTA, PARA A PRESIDENTA. CHAMBINHO DO ACORDEON VAI AO ALVORADA. SELTON MELLO TAMBÉM.

Soube lendo a coluna de Ancelmo Gois, em O Globo.

+ DIA DA CULTURA

(5 DE NOVEMBRO)

    Monica Bergamo, na Folha de SP (03-11-12), conta como será o primeiro “5 DE NOVEMBRO”, Dia Nacional da Cultura, na gestão Marta Suplicy. Como Marta é senadora, eleita por SP, ela mantém estreitas relações com o Congresso Nacional. Por isto, acertou com a instituição que neste 5 de Novembro (Dia Nacional da Cultura, data criada nos tempos do “ministro” Aloysio Magalhães — eu sei que ele não tinha este cargo, mas é como se tivesse!/Governo Geisel) a edição do Senado federal será tela para exibição de “instalação” com imagem de Luiz Gonzaga (1912-2012), o homenageado deste ano no Dia da Cultura. Cujo ponto culminante será a entrega dasmedalhas do Ordem do Mérito Cultural (no Plácio do Planalto). Haverá apresentação de Miguel Proença (que executará, ao piano, “Asa Branca”. Vozes de Elba Ramalho, Alceu Valença e do neto de Gonzagão, Daniel Gonzaga. A chegada ao Planalto será decorada com flores de cacto. Atores vestidos de Lampião (ídolo de Gonzagão/Gonzaga se vestia à moda cangaceira) e Maria Bonita declamarão trechos do cordel “Luiz ‘Lua’ Alegria”. Um cordel para Gonzagão, o Lua, claro!!!. Ainda não vi a lista com os agraciados com a medalha do Mérito cultural. Pela exuberância da festa, Marta Suplicy está sendo tão ousada quanto o ministro Gilberto Gil, nos primeiros anos de sua bela gestão (2003-2008 ou 9). Os apresentadores da festa serão a atriz (e poeta) Elisa Lucinda & José de Abreu.

LADO A LADO (TV GLOBO)
         Lázaro Ramos interpreta marinheiro que participa, com João Cândido, o mestre-sala-dos-mares, da Revolta da Chibata (Brasil – 1910). Na novela das seis.
Rô,  a revolta da Chibata começa
na quarta, espero que vc curta.
bjs Lázaro (Ramos)
+ ANGELI & LAZARO:
           Angeli dedicou (nos cartões Petrobras-Cinema Brasileiro) belo postal a Lázaro Ramos, visto numa HQ que brinca com os nomes dos muitos filmes dele. Lázaro (Ramos) você já curtiu o cartão postal???? Eu já. E adorei!!! Não vejo a hora de vê-lo na companhia de João Cândido, em LADO A LADO!!!
O PIOR DOCUMENTARIO:
                   Não sei o que pessoas tão qualificadas quanto Amir Labaki (organizador do melhor festival de documentários do país) e Sérgio Machado (documentarista e ficcionista: Onde a Terra Acaba e Cidade Baixa) viram no filme norte-americano (e afegão?) “We Came Home”, de Ariana Delawari. Não vi os concorrentes por eles analisados. Aliás, vi um: prolixo documentário português (Meu Caro Chico), que mostra diálogo de compositores lusitanos com Chico Buarque/Tanto Mar/etc. Este filme dura duas horas, mas estaria de bom tamanho com 80 minutos. É apenas mediano. Mas perto de “We Came Home”, fica até bom. O filme da deslumbrada Ariana — nascida nos EUA, filha de mãe norte-americana com  um poderoso afegão, educado naInglaterra, e alto dirigente (do Banco Central afegão) — é reacionário, SUPERFICIAL no limite do insuportável, mal filmado… Não se sabe quem é mais aparício no filme: se ela, a mãe ou o pai…. (na verdade são os 3!!). Músicos que por sua excelência podemos chamar de “Baden Powell do Afeganistão” servem de FIGURAÇÃO para os caprichos da mocinha (cantora? compositora? cineasta?) que resolve gravar um disco. Que será apadrinhado por David Lynch (brincamos que o lobo-velho de filmes tão ousados estava de olho na beleza da mocinha-compositora-cineasta). Imagens de afegãos miseráveis são apresentadas na mais completa superficialidade. Para ilustrar a “generosidade” e a ego-trip da mocinha-cineasta (e de sua família). O pai é um “herói” que organiza as finanças do Afeganistão contra forças do mal. Os EUA, pelo doc de Ariana (bisneta, neta e filha de altos mandatários do país), nunca invadiram o Afeganistão. Os músicos, que dariam um belo documentário, dizem dois ou três chavões para a câmara apressada da mocinhaSe este for “o menos RUIM dos documentários” eleitos pelo público da Mostra SP (e encaminhados ao juri oficial), os demais são CALAMIDADES PUBLICAS.
LONGA ISRAELENSE:
                “Preenchendo o Vazio”, o melhor longa pelo juri oficial, continua rendendo polêmica. Hoje, na Folha, R. Salém o comparou a telefilmes dos anos 80 e cravou “ruim”. Vamos conferir, pois o filme está na repescagem.
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Amanhã, Dia 4 de nov ( DOM ), às 10h30, Alameda Casa Branca, ao redor do número 800 – São Paulo. 

OS MELHORES FILMES

DA MOSTRA SP 2012

Com acréscimos:

Na minha opinião:

1. Après Mai, de Olivier Assayas (amei!! que modernidade, que pulsão, que filme de época vivo!. Numa compração com o filme “O Amigo Alemão”, de Jeanine Meerapfel, há que se dizer: o francês exala perfume de primavera, sensualidade e beleza, enquanto  o argentino exala cheiro de mofo).

2. Tabu, de Miguel Gomes (Portugal): que maravilha, que frescor, que encantamento!

3. A Bela Que Dorme (Itália), quanto mais velho Bellocchio fica, mais geniais são seus filmes. Vincere, mestre!!!! Vencedor do Prêmio da Crítica.

4. Além das Montanhas, este Mungiu é pedra 90. Filmaço. De alma feminina. Para mim, ele participou de umas das dez maiores comédias do cinema contemporâneo:Contos da Era Dourada (Romênia)

5. Um Alguém Apaixonado, Kiarostami (Japão): o iraniano é bom em casa e fora de casa. Mestre!

6. O Som ao Redor, Kleber Mendonça (Brasil): junto com “Trabalhar Cansa”, os dois momentos mais luminosos do cinema brasileiro contemporâneo.

7. Perder a Razão, de Joaquim Lafosse (Bélgica) — filmaço. Ganhou menção honrosa da Crítica cinematográfica (mais de 30 críticos reunidos pela Mostra SP)

8. La Demora, de Rodrigo Plá (Uruguai): amei o filme mexicano dele, “Zona de Conflito”. Amei este novíssimo também.

9. Miradas Múltiplas – A Máquina Louca de Gabriel Figueroa, de Emilio Maillé (México) — uma declaração de amor,  bela, sofisticada e cosmopolita (com espaço nobre para brasileiros), ao mestre dos cielos en blanco y negro.

10. “No”, de Larraín (Chile) — Cinema político de alto nível. E muita coragem. Filmar em U-Matic para encontrar harmonia com as peças publicitárias dos anos 80 é ato de um realizador ousado.

11. A Caça, de Thomas Vinterberg – Um filme denso, com um protagonista arrebatador(Mads Mikkelsen, que está, tb magnífico como o médico iluminista de “O Amante da Rainha”). Um mergulho no lado escuro da alma humana.
12. “Na Neblina”, do bielo-russo Loznitsa. Filme maravilhoso, denso, sem nenhum maniqueismo. Com imagens poderosas, o longa mostra bielo-russos aliados aos nazistas e matando partisans bielo-russos.
13. Istambul, um pequeno filme húngaro, delicado e feminino.
14. A Parte dos Anjos, de Ken Loach. Não tem a potência de “Terra e Liberdade”, mas nos encanta por seu humor e personagens. Loach nos faz pensar, sempre. Nos dramas e nesta comédia.
15. O Gebo e a Sombra — Teatral demais, mas, ainda assim, belo e comovente.
(***) Não vi muitos outros filmes. Caso de “Reality”, do Garrone… entre outros.
MICHEL LONSDALE
E NIELS ARESTRUP
 
        Um dia, no CineSesc, depois de uma cabine de “A Questão Humana”, de Nicolas Klotz, Luciano Ramos comentou com Zanin e comigo: “que ator maravilhoso esse Lonsdale, heim!!. A partir dali comecei a prestar mais atenção nos muitos filmes do octogenário ator francês (O Gebo e a Sombra). Um monstro. Bom demais. Outro ator incrível é Niels Arestrup, que vimos em O Profeta, do Jacques Audiard, e agora noPrêmio Especial da Crítica, “Perdendo a Razão”, do belga Joaquim Lafosse. Nos 2 filmes (O Profeta e Perdendo a Razão), ele atua com o franco-argelino Tahar Rahim, que vimos — este — tb em O Príncipe do Deserto, do Annaud. Né? Perguntei ao Merten de onde vem Niels Arestrup. Ele é belga ou francês? Merten acha que é de origem escandinava. Ou será da Bélgica flamenga??? Quem sabe mais sobre ele????

+ CANAL BRASIL
AGORA ESTARÁ DISPONIVEL, NA GRADE BASICA DE REDES POR ASSINATURA, PARA 12 MILHÕES DE ASSINANTES (ANTES ERAM APENAS 3,5 MILHÕES E MEIO)